fbpx

Gestão assertiva dos conflitos: estratégias

Lidar com os conflitos de forma assertiva e construtiva é a maneira mais adequada e madura de agir. Porém, não é uma tarefa fácil. Em geral, diante de um conflito, costumamos agir de duas maneiras: reprimindo os sentimentos ou agindo de forma agressiva e irritada.

Nenhuma dessas duas respostas é produtiva. Por isso, devemos buscar estratégias para que as crianças e os adolescentes aprendam a lidar com os conflitos de forma assertiva.

Os conflitos na forma de disputas, brigas, discussões, ambiente pesado, etc., são situações inerentes, tanto em crianças quanto em adolescentes e adultos. Essas situações são parte inevitável do processo de crescimento e desenvolvimento do ser humano.

No entanto, os conflitos não precisam ser negativos. Aliás, quando devidamente direcionados, podem se tornar uma experiência produtiva e de aprendizagem.

O problema é que as crianças e os adolescentes geralmente não têm as ferramentas necessárias para administrar as situações de conflito de forma calma e objetiva. Por isso, é importante que, na escola e em casa, principalmente, as crianças sejam ensinadas a enfrentar e a lidar com os conflitos com assertividade.

Adotar uma atitude flexível e colaborativa é o primeiro passo para chegar a um acordo. Por outro lado, é preciso buscar um meio termo, um objetivo comum a partir do qual seja possível buscar uma solução satisfatória para as partes envolvidas.

Gestão assertiva dos conflitos: estratégias

Para isso, devem ser implantadas certas habilidades de comunicação, tais como: escuta ativa, empatia, assertividade… Por outro lado, existem as emoções e os sentimentos, que também desempenham um papel muito importante na resolução de conflitos. É por isso que temos que ensinar as crianças desde cedo a reconhecer, verbalizar e administrar suas emoções.

“Os conflitos acontecem porque temos crenças diferentes no topo, enquanto todos compartilhamos as crenças básicas”.

-Eduard Punset-

A seguir, vamos propor diversas estratégias que serão úteis para ensinar sobre a gestão assertiva dos conflitos, tanto na escola quanto em casa, e que são igualmente válidas para crianças e adolescentes.

Sessões de escuta ativa

As partes envolvidas no conflito vão se reunir em um espaço tranquilo e em um momento descontraído do dia, quando ninguém estiver com pressa. Então, as partes terão 3 períodos de 5 minutos cada, durante os quais vão apresentar sua visão do problema. Ambas terão que respeitar as seguintes regras:

Para quem estiver falando:

  • Descrever sua visão do problema de forma clara e específica.
  • Expressar os sentimentos e emoções a partir do EU.
  • Não acusar ou julgar a outra parte, e também não deve haver repreensões.
  • Agradecer pela atenção do outro.

Para quem estiver escutando:

  • Prestar atenção em quem estiver falando.
  • Ter paciência, não se desesperar com os detalhes e as explicações do outro.

O tempo para esse exercício pode ser ampliado e reduzido quando houver níveis mais altos de escuta. Achamos que ouvir é fácil, mas às vezes interrompemos antes do tempo.

Expressar as emoções para a gestão assertiva dos conflitos

A ideia é pensar sobre o que sentimos em relação ao conflito, colocando as nossas emoções em palavras. Cada uma das partes dirá 3 emoções que definem como estão se sentindo sobre o problema. Elas serão anotadas e explicadas por meio das seguintes frases:

  • “Eu sinto…… (emoção) quando você……. (fatos)”.
  • “Eu entendo que você sinta…. (emoção)……., mas eu sinto (emoção)”.

Os conflitos geram emoções que, muitas vezes, são um obstáculo para uma resolução positiva.

Pedir mudanças

Com esse exercício, aprendemos a expressar as nossas solicitações de maneira correta e respeitosa. Para realizá-lo, é preciso completar a seguinte frase: “Quando você… (fatos), eu acredito… (fatos) e eu sinto… (emoções). Portanto, eu gostaria de… (solicitação)”.

Gestão assertiva dos conflitos: estratégias

Gestão assertiva dos conflitos: estratégias

Trocar os papéis entre as partes de um conflito

Trocar de papel tem como objetivo criar uma certa empatia. A empatia consiste em tentar se colocar no lugar do outro e entender seus motivos. Trata-se de mostrar que nos importamos com o desconforto que a outra pessoa está sentindo. Portanto, cada um vai agir como se fosse o outro, tendo que explicar porque pensam como pensam sobre o problema.

Chuva de soluções

Depois de escutar ativamente e de ter empatia com o ponto de vista da outra parte, cada um deve expressar todas as soluções que puder imaginar para resolver o problema. Todas serão válidas. A criatividade e a imaginação são mais importantes do que a qualidade das soluções em si. O objetivo é listar o maior número possível de soluções.

Uma vez que forem colocadas em conjunto, uma ou duas serão escolhidas e será pensado o que é necessário para aplicá-las. Portanto, devemos pensar na situação atual e nos passos que cada uma das partes deve dar para alcançar a solução do problema e chegar à situação ideal.

Contrato pessoal

Por fim, as partes em conflito vão se comprometer por escrito a realizar as ações que tenham como objetivo transformar o problema de maneira positiva e construtiva.

Uma vez que o conflito for resolvido, com as partes comprometidas com a mudança, é bom fazer uma pequena reflexão que servirá de aprendizado para as crianças. Para isso, podemos fazer perguntas como:

  • “De que forma o problema que você teve fez com que você crescesse como pessoa?”
  • “Quais lições você aprendeu sobre si mesmo, sobre o outro e sobre o relacionamento entre vocês?”

Fonte: R7

Deixe uma resposta

Jornais Virtuais