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Goleado pelo Atlético, Diniz pede para São Paulo protestar na CBF – Prisma



São Paulo, Brasil


35 minutos de ótimo futebol.


Duas bolas na trave.


Gol polêmico anulado pelo VAR.


55 minutos que desmentiram o início do jogo.


Principalmente todo o segundo tempo.


Time entregue, sem personalidade.


Foi assim, bipolar, o São Paulo de Fernando Diniz.


A equipe acabou goleada pelo Atlético Mineiro, de Jorge Sampaoli, no Mineirão. Derrota pesada, por 3 a 0.


Uma vitória colocaria o São Paulo na liderança do Brasileiro, ao lado do Internacional.


Diniz, formado em Psicologia, soube como desviar o foco da assustadora falta de reação do seu time após sofrer o primeiro gol.


“Se for confirmado, se o VAR apresentar a imagem do lance e mostrar que (Luciano) não estava impedido…


“Tem que ver a imagem e saber por que foi anulado o gol que nos daria vantagem no placar.


“A primeira representação o São Paulo já fez [por causa do soco de Jô em Diego Costa, no jogo contra o Corinthians].


“Caso isso ocorra de novo, o São Paulo tem que se manifestar (na CBF), porque senão a gente fica numa situação que a gente foi lesado, e com uso do VAR, inclusive”, disse o técnico.


A primeira imagem que o VAR do Mineirão repassou, o impedimento de Luciano não fica caracterizado. A sensação é de mesma linha do zagueiro Junior Alonso.


Mas o ex-companheiro de anos de R7, Rodolfo Rodrigues, traz à tona algo muito relevante. 


Em 18 partidas como visitante, Fernando Diniz conseguiu apenas seis vitórias.


Chapecoense e CSA em 2019; Ferroviária, Oeste, Guarani e Sport em 2020.


Com o fracasso diante do Atlético Mineiro, o São Paulo chega à sétima derrota fora de casa: Cruzeiro, Palmeiras e Grêmio (em 2019); Santo André, Botafogo-SP e Vasco.


Empates contra Flamengo e Santos, em 2019, e Palmeiras, em 2020.


Ou seja, o tricampeão mundial, nas mãos de Diniz não tem força tática, física, psicológica para vencer os grandes clubes brasileiros.


Rodolfo, apaixonado por estatísticas, toca em um ponto fundamental.


E que faz Diniz ter como título mais importante na sua carreira, o Campeonato Paulista da Terceira Divisão, com o Votoraty. Em 2009.


Nos últimos dez anos, times pequenos, e três grandes. Athletico, Fluminense e São Paulo.



Nenhuma conquista.


E muitas derrotas fora de casa.


Diniz, que tem o trabalho de Pep Guardiola no Barcelona, como seu Waze, não consegem montar sistemas defensivos confiáveis.


Segue buscando o ataque, o que é louvável, mas segue utópico.


Não gosta de volantes que tenham como característica principal defender, fechar a zaga.


Ele quer jogadores leves, de ótima saída de bola, que saibam trocar passes, driblar, lançar, surgir na área.


Seus zagueiros ficam expostos.


Ainda mais quando seus times atuam em estádios dos adversários.


Os gols que tomam em contragolpe são inúmeros e desastrosos.


Qualquer treinador de clube grande, importante, sabe que haverá espaço e pouca cobertura para atacar o São Paulo nos seus domínios.


Fora a falha crônica nas bolas aéreas defensivas.


O mais gritante é que os times desabam psicologicamente quando se enxergam em desvantagem no placar.


O Atlético Mineiro se tornou senhor do jogo, depois que conseguiu o primeiro gol. Só não marcou mais do que três gols por falta de capricho nas finalizações.



Se agarrar ao gol anulado de Luciano é um caminho fácil.


Mas que subestima a inteligência alheia.


O São Paulo, quando dá indícios que acertará o caminho, passará a acumular vitórias, lideranças, fracassa.


Tem sido assim desde setembro de 2019.


Um ano de Fernando Diniz, o treinador que Daniel Alves queria.


E que não consegue deslanchar.


O inseguro Leco, com quatro anos e 11 meses de fracasso, não quer trocar o técnico.



Faltam só três meses para a eleição e ele deixar a presidência.


Repassará a responsabilidade para Julio Casares ou Roberto Natel.


Raí promete fazer escândalo amanhã.


Seguir no caminho do gol anulado pelo VAR.


Avisar que o São Paulo protestará na CBF.


E não tocar na derrota humilhante em Belo Horizonte.


Se iludindo e iludindo os torcedores.


Não explicando o porquê o time não vence.


Quando tem um grande fora de casa.


Isso, não interessa.


Mas é fundamental na tabela.


No jejum de títulos.


O São Paulo acumula oito anos.


Vencer rivais fora dos seus domínios é fundamental.


E isso o time de Diniz não consegue…

Fonte: R7

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