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Google explica: como é feita a publicidade citada por Wajngarten – Política

Carolina Antunes/PR

Fábio Wajngarten desmentiu que fez publicidade governamental em sites que divulgam notícias falsas

Os sites onde as propagandas do governo federal
foram veiculadas por meio da plataforma Adsense do Google foram definidos por algorítimos e pessoas, segundo a empresa de tecnologia. 

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Depois de ter sido citado pelo chefe da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo federal, Fabio Wajngarten, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (3), o Google se posicionou e confirmou que o cliente, quando usa a plataforma Adsense não tem controle
sobre todos os sites que aquela propaganda pode aparecer.  

Wajngarten disse durante a coletiva que a “Secom não será usada” e que não escolheu locais que divulgam fake news
. O chefe da Secom afirmou que as informações que o governo federal publicou 653.378 anúncios em 47 canais de notícias falsas, divulgadas no relatório da CPMI das Fake News não são verdadeiras. 

Wajngarten explicou que a campanha publicitária citada pelo relatório foi feita pela plataforma Google Adsense
, onde o cliente não direciona a propaganda para sites específicos e sim para perfis de leitores. 

Segundo o Google, caso o cliente não aprove um site onde o material está sendo veiculado, pode pedir para que ele seja retirado e também que oferece relatórios “em tempo real”. 

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“Entendemos que os anunciantes podem não desejar seus anúncios atrelados a determinados conteúdos, mesmo quando eles não violam nossas políticas, e nossas plataformas oferecem controles robustos
que permitem o bloqueio de categorias de assuntos e sites específicos, além de gerarem relatórios em tempo real sobre onde os anúncios foram exibidos
“, diz a empresa de tecnologia por nota.

Durante a coletiva, o chefe da Secom também criticou a imprensa
que divulgou a informação que o governo teria anunciado em sites de notícias falsas. 

Sobre fake news, o Google afirma que não determina o que é ou não uma notícia falsa, mesmo tendo políticas sobre o tema. “Temos políticas contra conteúdo enganoso
em nossas plataformas e trabalhamos para destacar conteúdo de fontes confiáveis. Agimos rapidamente quando identificamos ou recebemos denúncia de que um site ou vídeo viola nossas políticas”, diz a nota da empresa.

O Google também informou que em 2019 encerrou “mais de 1,2 milhão de contas de publishers e retiramos anúncios de mais de 21 milhões de páginas, que faziam parte de nossa rede, por violação de políticas”. 

Fonte: Google News

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