Henry Cejudo teria chances de conquistar o “4º ouro”?

Caçula de sete irmãos, Henry foi criado num bairro muito pobre de Los Angeles passando o diabo nas mãos do pai alcoólatra e presidiário e da violenta vizinhança. Sem muitas opções, Henry encontra seu caminho com a ajuda do irmão mais velho, Angel, que o leva para treinar Wrestling. Muito obstinado nos treinos, o garoto de 16 anos começa a se destacar em competições estaduais até ser convidado pela brasileira, radicada nos EUA, Patrícia Miranda para ser seu sparring oficial nos treinos da seleção americana.
 
O talento e comprometimento do garoto chamaram a atenção da direção do centro olímpico e Henry acabou sendo convidado a fazer parte do programa de renovação da equipe americana para o próximo ciclo olímpico. Morando no CT, se alimentando como atleta e treinando diariamente com a equipe nacional, Cejudo se desenvolve rapidamente. Coincidentemente, o primeiro ouro internacional aconteceria exatamente no Brasil, no Pan Americano de 2007, no Rio. No ano seguinte, 2008, seria a vez do descendente de mexicanos conquistar o ouro em Pequim, se consagrando, aos 21 anos, como o mais jovem campeão olímpico de Wrestling da história dos EUA.

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Em 2012, influenciado pelo primeiro treinador e amigo, Eric Albarracin, que havia passado uma temporada ensinando Wrestling na Team Nogueira, no Rio, Henry decidiu começar do zero uma nova história de superação, agora no MMA. E em apenas três anos conquistou 10 vitórias consecutivas, que o levaram a enfrentar o Nº 1 do mundo, o campeão do UFC Demetrius Johnson. Depois de ser nocauteado no 1º round, Cejudo mais uma vez teve seu destino reescrito no Brasil. Com a ajuda de Albarracin, passou a treinar em Natal com os irmãos Patrício e Patrick Pitbull, que adicionaram novas armas a seu arsenal. Com o Karatê aprendido no Brasil, Cejudo mudou inteiramente seu jogo e conseguiu duas vitórias que o levaram a revanche com seu algoz, em 2018, dois anos mais tarde. Depois de 5 rounds de guerra, Henry conseguiu a vitória na decisão dos juízes, destronando o maior peso-mosca da história (único homem a bater o recorde de defesas de cinturão de Anderson Silva).   


Fonte: UFC

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