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História das marcas: Marmot

Este artigo faz parte de uma série de biografias das marcas mais famosas que a atuam no mercado de esportes outdoor. Hoje, a marca é a norte-americana Marmot.

São destacadas marcas nacionais e internacionais e, da mesma maneira que fizemos com as biografias dos principais ídolos do montanhismo, o objetivo deste artigo não é fazer anúncio, mas disponibilizar a história empresarial para quem quer saber mais sobre ela.

O objetivo, portanto, é, além de trazer um pouco da história de empreendedorismo, traçar um paralelo com a história da humanidade.

Marmot é uma das marcas de equipamento outdoor muito conhecida e confiável. Com um bom serviço ao cliente possui qualidade que rivaliza com as grandes marcas da indústria outdoor. A história da marca passa por inovações que revolucionaram o mercado, como o uso de Gore-Tex e até mesmo usar a indústria do cinema norte-americano para alavancar as vendas.

Embora as roupas para atividades de natureza sejam o foco principal da Marmot, a marca também faz excelentes sacolas e barracas, que são adoradas pelos entusiastas de atividades outdoor. A marca interesse em garantir que seus meios de produção e fornecimento sejam sustentáveis ​​e com o menor impacto ambiental possível.

Como tudo começou

No início dos anos 1970, mais precisamente em abril de 1971, dois estudantes da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, Eric Reynolds e Dave Huntley, estavam no Juneau Icefield do Alasca em um projeto de Glaciologia da faculdade.

Foi lá em uma geleira que começou a ideia de um ‘clube de marmota’. Em inglês, “Marmot” significa marmota, um roedor que têm a aparência de um esquilo mas com dimensões maiores.

Para se tornar membro do clube Marmot, a pessoa tinha que subir um pico glaciado com outra marmota. Uma das regras do clube era que todos eram presidente. A maioria das outras regras lidava com um fascínio colegiado pelas funções corporais.

Nos dois anos seguintes, Eric e Dave começaram a criar protótipos de produtos de plumas em seus dormitórios. Seus primeiros produtos foram um colete, uma blusa e uma jaqueta. Mais tarde, foram três sacos de dormir. A bolsa mais quente, a PIKA (agora conhecida como CWM) foi classificada em -42°C.

Em 1973, Eric subiu ao Grand Teton no estado norte-americano do Wyoming com Tom Boyce. Pouco depois Eric e Dave se juntaram a Tom em Grand Junction, Colorado, onde alugaram um edifício com 100 anos de idade perto do centro da cidade e abriram uma loja sob o nome de Marmot Mountain Works.

Reynolds e dois parceiros investiram um total de US$ 3.000. Para sustentar o negócio, o grupo ensinava esqui cross-country no inverno para sobreviver. Assim, em 1974, nasceu a Marmot.

Marmot no cinema

Tom Boyce estava escalando no Peru, quando conheceu o cineasta escalador norte-americano, alpinista e diretor de fotografia Mike Hoover. O escalador era conhecido pelo curta documentário indicado ao Oscar, Solo, no qual escalou o El Capitan em solitário.

O primeiro grande envolvimento no cinema comercial de Hoover foi com “The Eiger Sanction” (1975), no qual ele ensinou Clint Eastwood a escalar em Yosemite, antes que o filme fosse filmado em Grindelwald, Suíça, em 1974.

Algumas semanas após seu retorno, Boyce recebeu uma ligação de Mike Hoover. O fotógrafo estava ligando em nome da 20th Century Fox, que estava filmand “The Eiger Sanction” com Clint Eastwood, e precisava de 108 jaquetas muito fofas. “Não tem problema”, disse Tom, “estávamos trabalhando nisso quando você ligou”.

Obviamente que não estavam, pois a empresa estava no início. Mesmo assim, reuniram uma força tarefa e dentro de uma semana, a empresa haviam projetado o Golden Mantle (jaqueta muito fofa). Marmot estava agora no cinema e também tinha seu maior pedido até o momento.

Dois anos mais tarde, em 1976, outra reunião mudaria o futuro da Marmot. Na reunião estava Eric Reynolds e Joe Tanner, da WL Gore & Associates. Eric foi um dos primeiros nos EUA a ver um novo conceito na fabricação de tecidos outdoor chamado Gore-Tex.

Reynolds ficou intrigado e, em poucas semanas, costurou protótipos de sacos de dormir usando o então novo tecido Gore-Tex para testes de campo. Eric e Dave passaram sete noites em um frigorífico comercial de carne congelada comparando sacos de dormir com e sem Gore-Tex.

A dupla ficou satisfeita e imediatamente mudaram tudo na linha para fabricação Gore-Tex. Hoje, a Marmot é o cliente mais antigo da WL Gore no mercado externo mundial. “Era o vestuário e o equipamento de melhor design do mundo”, afirma Eric Reynolds.

Os negócios

No início da década de 1980 os produtos da Marmot eram um sucesso de público. Montanhistas e escaladores apreciavam seu equipamento de marca. Mas a qualidade lendária dos produtos da empresa contrastava fortemente com o estado miserável de suas operações comerciais.

Ao final da década, a empresa foi adquirida pela Odyssey International em 1991, um consórcio de empresas de US$ 350 milhões em Hong Kong, todas de fabricantes de roupas para esportes outdoor. No portfólio da empresa havia The North Face, Sierra Designs, Head e outras marcas.

Quando a Odyssey International nomeou presidente o veterano da indústria de roupas Steve Crisafulli, ele descobriu uma empresa que “não possuía registros de crédito, um sistema de inventário de computadores inutilizável e demonstrações financeiras com seis meses de atraso”.

Mas Crisafulli estava determinado a transformar Marmot em um negócio lucrativo. Logo após a aquisição da Odyssey International em 1991, Marmot enfrentou falência até Crisafulli, presidente da empresa de 1991 a 2004, reunir seus funcionários e equipe de gestão para comprar a empresa por US $ 3,5 milhões.

O que manteve a Marmot viva foi a fidelidade fenomenal da marca de seus clientes.

O que aconteceu desde a compra em julho de 1993 surpreendeu a indústria de artigos outdoor. A Marmot ultrapassou os concorrentes e se tornou a terceira marca de roupas outdoor mais vendida dos EUA, depois da Patagonia e da The North Face.

A Marmot agora é de propriedade da empresa de capital aberto Newell Brands, dona da Coleman e da Contigo, entre muitas outras marcas.

Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha, México e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias. Em 2018 foi o único latino-americano a cobrir a estreia da escalada nos Jogos Olímpicos da Juventude e tornou-se o primeiro cronista esportivo sobre escalada do Jornal esportivo Lance! e Rádio Poliesportiva.

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Fonte: R7

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