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Ibovespa consolida queda após chegar a bater 100 mil pontos na abertura; dólar zera perdas com coronavírus

(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa engata queda após ensaiar uma alta na abertura, quando chegou a superar os 100 mil pontos pela primeira vez desde março. A expectativa agora fica por conta de quão fortes serão os compradores para virarem o jogo mais perto do fechamento.

Por aqui, as preocupações globais a respeito do avanço do coronavírus ofuscam a melhora nos indicadores econômicos da véspera, como o aumento de 13,9% nas vendas do varejo em maio.

Já nos Estados Unidos, foram registrados 1,314 milhão de pedidos por seguro-desemprego na semana passada, revelou o Departamento de Trabalho. O número foi um pouco abaixo do que era esperado pelos economistas, já que o consenso Bloomberg apontava para 1,38 milhão de requisições do benefício. Na semana anterior, os EUA tiveram o número de pedidos revisado para baixo, de 1,427 milhão para 1,413 milhão.

Às 13h48 (horário de Brasília) o Ibovespa tinha queda de 0,46% a 99.307 pontos. O índice chegou a subir 0,42%, a 100.191 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial zera perdas e tem leve variação positiva de 0,07% a R$ 5,3502 na compra e a R$ 5,3512 na venda. Já o dólar futuro para agosto sobe 0,2% a R$ 5,351.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 opera estável a 3,10%, o DI para janeiro de 2023 perde um ponto-base a 4,18% e o DI para janeiro de 2025 recua dois pontos-base a 5,67%.

Vale destacar que esta quinta seria feriado no Estado de São Paulo, já que a data relembra a Revolução Constitucionalista de 1932. O dia virou uma das datas cívicas mais importantes em São Paulo e, por isso, é comemorado como feriado estadual até hoje.

Com o avanço da pandemia do novo coronavírus no país, porém, o feriado foi antecipado em todo o estado para maio, com o objetivo de aumentar o isolamento social. Logo, esta quinta será um dia útil e o funcionamento da B3, do transporte público, de bancos, do comércio, dos correios e supermercados será normal.

Na política, a remoção pelo Facebook de 73 contas ligadas aos Bolsonaros por “comportamento inautêntico” é o principal destaque. Alguns dos perfis atingidos eram de assessores ou ex-assessores do presidente Jair Bolsonaro e de seus filhos. Hoje, a família do presidente se manifestou em redes sociais contra suposta “censura”.

Porto de Santos

Uma disputa entre a Marimex, empresa que armazena contêineres no porto de Santos (SP), e o Ministério da Infraestrutura ameaça prejudicar os próximos leilões de terminais de cargas, segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo“.

Dois desses certames estão previstos para ocorrer ao final de agosto.

Na avaliação do governo, interessados podem desistir e os lances remanescentes ficarem abaixo do esperado caso persistam as incertezas jurídicas sobre a saída da Marimex do porto paulista.

No centro da disputa está a prorrogação de um contrato de 20 anos da empresa com a União que expirou no início de maio e não foi renovado. A discussão já foi parar no STF. A Marimex tenta manter a operação, mas no local dos armazéns da empresa o governo quer a construção de um complexo de linhas ferroviárias para facilitar o escoamento de cargas.

Derrubada de veto

O governo se esforça para convencer o Congresso Nacional a não derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro à prorrogação da desoneração da folha para 17 setores até o fim de 2021, segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo“.

A estratégia é tentar discutir o tema dentro da proposta de reforma tributária que será encaminha pela equipe do ministro Paulo Guedes (Economia).

Ainda no radar político, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, se reúne com o vice-presidente Hamilton Mourão, também coordenador do Conselho Nacional da Amazônia Legal, e investidores internacionais. Empresas e investidores têm cobrado de Mourão medidas para redução do desmatamento no país. A reunião ocorre às 10h no Palácio do Planalto, segundo a agenda oficial de Campos Neto.

Panorama corporativo

A Latam Brasil entrou com o pedido de recuperação judicial (chapter 11), nesta quinta-feira, nos Estados Unidos. O grupo Latam e suas afiliadas no Chile, no Peru, na Colômbia, no Equador e nos Estados Unidos já haviam pedido a proteção contra credores em Nova York em 26 de maio, mas a unidade brasileira havia ficado de fora.

A unidade brasileira havia ficado de fora à espera de uma negociação de empréstimo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que não saiu até o momento.

Uma das razões para entrar no pedido de recuperação judicial do grupo é as regras americanas permitem um melhor acesso a novos financiamentos. Um mecanismo conhecido como DIP (Debtor in Possession) em que um novo credor tem privilégio de recebimento dos valores, passando na frente dos credores antigos.

O IRB Brasil anunciou que o Conselho de Administração aprovou um aumento de capital da companhia de, no mínimo, R$ 2,1 bilhões e, no máximo, R$ 2,3 bilhões que será feito por meio da emissão de ações.

Bradesco e Itaú seguros, que já são acionistas da empresa, se comprometeram a acompanhar o aumento de capital de acordo com suas atuais participações, respectivamente, 15,4% e 11,3%. Isso significa que o aporte dos dois bancos será de, no mínimo, R$ 355,056 milhões e R$ 259,727 milhões. Dessa forma, eles garantem que não terão a participação diluída.

Nessa operação, o preço da ação será de R$ 6,93.

Ainda sobre ofertas, ocorre nesta quinta-feira a fixação dos preços da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Ambipar.

(Com Bloomberg)

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Fonte: Infomoney

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