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Ibovespa dispara mais de 3% seguindo movimento do índice futuro e em meio a bom humor externo; dólar cai a R$ 5,46

(Getty)

SÃO PAULO – O Ibovespa opera em forte alta nesta segunda-feira (25) com investidores otimistas com possíveis curas para o coronavírus e animados com a reabertura de diversas economias.

Hoje foi divulgado o índice de confiança do empresário na Alemanha, que subiu de 74,2 pontos em abril para 79,5 pontos em maio, mostrando uma melhora nas perspectivas econômicas para a maior economia da Europa. Vale destacar que a sessão pode ser de volume reduzido por conta do feriado de Memorial Day nos Estados Unidos.

“O foco principal permanecerá nas evidências contínuas de que o número de novos casos do Covid-19 está diminuindo nos países desenvolvidos, no progresso em direção a soluções médicas, na reabertura de economias e nos sinais de que a atividade econômica está aumentando”, disse, em entrevista à Bloomberg, Shane Oliver, estrategista-chefe de investimento da AMP Capital Investors.

Às 12h14 (horário de Brasília) o Ibovespa subia 3,68% a 85.193 pontos. Vale lembrar que o índice futuro da B3 subiu no after-market da última sexta-feira (23) com a percepção de que o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril não foi tão desabonador ao presidente Jair Bolsonaro como os investidores tinham receio antes da divulgação, o que poderia elevar o clima de instabilidade política. É natural que o índice à vista feche o gap dessa valorização, subindo mais que o Futuro no pregão regular desta segunda-feira.

Já o dólar comercial tinha baixa de 1,91%, a R$ 5,4654 na compra e R$ 5,4674 na venda. O dólar futuro para junho tinha queda de 1,39% a R$ 5,463.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai cinco pontos-base a 3,27%, o DI para janeiro de 2023 tem queda de cinco pontos-base a 4,36% e DI para janeiro de 2025 recua cinco pontos-base a 6,15%.

Por aqui, os economistas do mercado financeiro novamente revisaram para baixo suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, de uma retração de 5,12% para uma maior ainda, de 5,89%, conforme revelou o Relatório Focus do Banco Central. Para 2021, as expectativas para o PIB foram elevadas de 3,20% para 3,50%.

Já as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) oscilaram de 1,59% para 1,57% em 2020. Para 2021, a estimativa caiu de 3,20% para 3,14%.

Para a taxa básica de juros Selic, a expectativa foi mantida em 2,25% para 2020, mas foi reduzida de 3,50% para 3,29% em 2021.

A projeção para o câmbio subiu de R$ 5,28 para R$ 5,40 para 2020 e de R$ 5,00 para R$ 5,03 para 2021.

Outro indicador divulgado no Brasil foi a confiança do consumidor, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que mostrou um aumento de 3,9 pontos no mês de maio. Com isso, o índice atingiu 62,1 pontos. Foi a primeira alta desde o início da pandemia.

Consequências do coronavírus

O avanço do coronavírus no Brasil, que se tornou o novo epicentro da doença, já causa repercussões negativas.

No domingo, foi anunciada a decisão, pelos Estados Unidos, de vetar a entrada no país de não-residentes que tenham passado pelo Brasil. O objetivo é barrar a disseminação do novo coronavírus.

O Brasil é o segundo país, atrás dos Estados Unidos, em número de casos. São mais de 360 mil, com 22.666 mortes.

Indicadores econômicos

A segunda-feira está esvaziada devido ao feriado do Memorial Day nos Estados Unidos e o de Primavera no Reino Unido.

No Brasil, foi divulgado durante a manhã  o índice de confiança do consumidor feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que teve alta de 3,9 pontos em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, a 62,1 pontos. O resultado deve ser interpretado como uma acomodação, recuperando apenas 13,2% da queda de 29,6 pontos acumulada nos dois meses anteriores, ressaltou a FGV.

O indicador deverá mostrar como o ânimo dos brasileiros está sendo afetado pela atual pandemia do coronavírus e como isso pode impactar nas perspectivas para o varejo, por exemplo.

Atenção ainda para a pesquisa Focus com estimativas para PIB, inflação e Selic, divulgada pelo Banco Central. Para o PIB de 2020, a expectativa de queda da atividade passou de 5,12% para 5,89%. Os economistas reduziram de 1,59% para 1,57% a estimativa de inflação para 2020.

Panorama corporativo

A disseminação do novo coronavírus no país e as medidas de isolamento social adotadas em diversos estados mostram seus reflexos na economia. As principais rodoviárias do país seguem registrando queda no tráfego.

A NovaDutra, concessão que administra a rodovia Presidente Dutra e é controlada pela CCR , registrou uma queda de tráfego de 24,6% no período de 15 a 21 de maio na comparação com igual período do ano passado. O tombo maior se deu no segmento de veículos de passeios. No acumulado do ano o recuo é de 12,2%.

Mesmo efeito foi sentido na Rodovia Sul-Matogrossense, em que o tráfego caiu 7,5% entre 15 a 21 de maio, ante igual período do ano passado. O recuo foi maior no segmento de veículos de passeio. Já no acumulado do ano, o recuo é de 6,2%.

A siderúrgica CSN informou na sexta-feira, após fechamento dos mercados, que negociou com o Banco do Brasil o adiamento do vencimento de uma dívida de R$ 1,4 bilhão.

O montante iria vencer entre maio desse ano e março de 2021.

A empresa tem registrado queda na demanda do aço devido à pandemia do coronavírus.

A Equatorial Energia registrou lucro líquido de R$ 1,312 bilhão no quarto trimestre de 2019, um valor que representa mais de três vezes o registrado em igual período de 2018. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiu praticamente 100%, para R$ 2,367 bilhões.

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Fonte: Infomoney

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