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Ibovespa fecha em queda e cai 2,8% na semana devido a 2ª onda da Covid nos EUA; dólar sobe a R$ 5,46

Painel de ações (Crédito: Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (26) depois de subir forte na véspera. O principal fator de pessimismo foi o aumento no número de casos de coronavírus tanto no Brasil como nos Estados Unidos. Por aqui, o número de mortos pela Covid-19 chegou a 55 mil, enquanto os EUA enfrentam surtos principalmente nos estados que flexibilizaram quarentenas.

Foram registrados mais de 37 mil casos de Covid-19 nos Estados Unidos em um só dia, o maior número já registrado. A maior economia do mundo tem mais de 2,4 milhões de contaminados.

Um movimento de zeragem de posições compradas também é comum antes do fim de semana.

O Ibovespa teve queda de 2,24% a 93.834 pontos com volume financeiro negociado de R$ 23,13 bilhões. Na semana, o principal índice da B3 recuou 2,79%.

Enquanto isso, o dólar comercial subiu 2,58% a R$ 5,4642 na compra e a R$ 5,4652 na venda, batendo máxima em um mês. Na semana, a moeda dos EUA se valorizou 2,76% sobre o real. Já o dólar futuro para julho opera em alta de 1,97% a R$ 5,462.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 ficou estável a 2,97%, o DI para janeiro de 2023 teve alta de quatro pontos-base a 4,13% e o DI para janeiro de 2025 avançou seis ponto-base a 5,82%.

Foram divulgados os testes de estresse realizados pelo Federal Reserve nos bancos. O Fed concluiu que o desemprego pode permanecer alto nos EUA e a economia pode não se recuperar por alguns trimestres, o que levaria os bancos a terem US$ 700 bilhões em perdas com empréstimos.

Apesar disso, o mercado recebeu bem as medidas tomadas por autoridades regulatórias para flexibilizar as regras de Volcker e permitir que bancos aumentem seus investimentos em fundos.

As bolsas europeias, que começaram o dia em alta refletindo as declarações da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, de que o pior da crise já passou, acabaram encerrando o pregão em baixa.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que irá prorrogar o auxílio emergencial, mas com parcelas menores. A medida deve elevar ainda mais os gastos do governo, mas em uma proporção menor que a primeira rodada de ajuda às pessoas que perderam a renda durante a crise econômica decorrente da pandemia do novo coronavírus.

Os governadores de alguns estados norte-americanos revertem planos de reabrir as atividades após país ter o maior salto em casos de coronavírus. A cidade de NY, contudo, ruma para acionar mais uma etapa de reabertura em 6 de julho, que incluirá aval para refeições dentro de restaurantes, esportes em equipe e serviços de beleza.

Saneamento básico

A aprovação do novo marco regulatório para o saneamento básico animou potenciais investidores, segundo reportagem do jornal “Folha de S. Paulo“.

Além dos operadores tradicionais, fundos americanos, como o Macquarie, canadenses e do Oriente Médio já teriam contratado assessorias técnicas para avaliar as oportunidades do segmento.

Entre estrangeiros, há ainda grupos como o espanhol Acciona e os chineses CGGC (Grupo Gezhouba) e CREC 4 (Grupo CTCE), interessados em concessões no ramo.

Auxílio emergencial

O presidente Jair Bolsonaro confirmou que o auxílio-emergencial deve ser prorrogado por mais três meses, mas será reduzido gradualmente para parcelas de R$ 500, R$ 400 e R$ 300.

Inicialmente, o auxílio proposto pelo governo em março era de R$ 200, mas o Congresso alterou a medida provisória e elevou o valor.

A prorrogação no formato apresentado pelo presidente pode gerar um impacto negativo de até R$ 100 bilhões aos cofres federais. Até o momento, o governo já liberou R$ 152 bilhões para o pagamento das três primeiras parcelas, segundo o jornal “Folha de S. Paulo“.

A declaração do presidente foi feita durante transmissão em redes sociais. Ao lado de Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reafirmou que a economia brasileira deve surpreender e se recuperar mais rápido que os demais países.

Para o ministro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) vai errar sua estimativa de retração de 9,1% para a atividade brasileira neste ano.

“A previsão do FMI, por exemplo, é de queda de mais de 9%. Eu acho que eles vão errar. Eu acho que pode ser menos do que isso”, disse.

Ainda no radar político, o Datafolha apontou que a popularidade do presidente Jair Bolsonaro ficou estável na semana seguinte à prisão do ex-assessor de sua família Fabrício Queiroz. Segundo pesquisa do Datafolha, Bolsonaro manteve sua aprovação em 32%, o mesmo índice do fim de maio (33%). A rejeição ao governo é de 44%, ante 43% da rodada anterior, enquanto os que avaliam Bolsonaro como regular estacionaram nos 23% (eram 22%).

Panorama corporativo

O Banco Carrefour, controlado pelo Carrefour Brasil, recebeu autorização do Banco Central para operar como um banco múltiplo, segundo o jornal “O Estado de S. Paulo“. A partir de agora, a instituição poderá oferecer novos produtos como investimentos, previdência privada e novas opções de crédito.

O primeiro passo dessa autorização é que o banco agora pode fazer todo o processamento das cobranças internamente, desde a emissão de boletos até a liquidação dos pagamentos.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
IRBR3 5.42222 11.86
WEGE3 1.58472 50
KLBN11 0.73674 20.51
GNDI3 0.03008 66.52

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
CCRO3 -5.73248 14.8
AZUL4 -5.66038 20
BPAC11 -5.50065 72.67
BRML3 -5.4902 9.64
CYRE3 -5.31317 21.92

Já o presidente da Azul, John Rodgerson, afirmou que é errada a ideia de que o governo irá dar recursos ao setor aéreo. “Eles estão dando dinheiro com um grande retorno, com juros, e estão salvando imposto para o futuro”, disse, segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo“.

O executivo afirmou ainda que o compartilhamento de voos anunciados entre Latam e Azul é só uma estratégia para salvar a indústria e não encerra a rivalidade da dupla.

A Forjas Taurus, por sua vez, conseguiu junto aos credores uma carência para posterior reescalonamento de suas dívidas. Esse “waiver”, que é a dispensa do cumprimento de uma obrigação, dispensa do pagamento de prestações de junho de 2020 até 31 de agosto de 2020

Com isso, a companhia faz um novo aditamento para sua dívida e reescalonamento do pagamento do principal, que ocorreria em junho de 2020, no valor aproximado de R$ 123 milhões. “O montante será adequado ao fluxo de caixa futuro da companhia e diluído nos próximos 31 meses”, informou, em comunicado.

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Fonte: Infomoney

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