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Ibovespa Futuro cai seguindo exterior após falas de Trump; dólar sobe a R$ 5,93

(Artem Peretiatko/ Getty Images)

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em queda nesta quinta-feira (14) acompanhando o movimento dos futuros dos índices dos Estados Unidos. O mercado reflete não somente a mensagem do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na véspera, de que medidas adicionais de política monetária serão necessárias para estimular a economia americana, como também o desacordo entre o diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, Anthony Fauci, e o presidente dos EUA, Donald Trump, acerca da reabertura dos comércios em diversos estados.

Fauci afirmou que ainda é muito cedo para reabrir os estados, visto que o país ainda registra mais de mil mortes por dia em decorrência da Covid-19. Ao todo, mais de 80 mil pessoas já morreram nos EUA por conta da doença. Trump disse que os comentários de Fauci são inaceitáveis.

Além disso, Trump afirmou que está “olhando” as empresas chinesas que negociam na NYSE, Nasdaq, mas não seguem as regras contábeis dos EUA, segundo a Fox Business.

Às 09h14 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para junho caía 1,49% a 77.275 pontos. Já o dólar futuro para o mesmo mês tinha alta de 0,51% a R$ 5,925. O dólar comercial, por sua vez, recua 0,52%, a R$ 5,9312 na compra e R$ 5,9322 na venda.

Na China, o governo divulga às 23h uma série de dados sobre a economia em abril: investimentos em ativos fixos, produção industrial e taxa de desemprego.

Política 

Conforme destaca a Bloomberg, o presidente Jair Bolsonaro busca atender Paulo Guedes, ministro da Economia, com veto a reajuste do funcionalismo sem se desgastar com categorias que o apoiam. A possível solução seria vetar reajustes, mas ao mesmo tempo permitir que regras que permitem pagamento de benefício, como licença prêmio, continuem sendo aplicadas. Também está em estudo encaminhar ao Congresso um novo projeto autorizando reajustes apenas para policiais. Isso faria parte de uma costura política para evitar que o Congresso derrube o veto.

Vale destacar que, na véspera, o Ministério da Economia disse que vê queda do PIB de até 6% com isolamento.

Ainda no radar, está a tensão política, que segue no ar com vídeo ainda pendente de decisão do STF e novos depoimentos que reforçariam suspeita de interferência de Bolsonaro na PF, o que ele nega.

Coronavírus

Após um mês e meio de disputa judicial, o presidente Jair Bolsonaro entregou ontem três exames para detecção do coronavírus e todos deram resultado negativo. Os exames foram solicitados pelo jornal O Estado de S. Paulo. Foram apresentados dois exames do laboratório Sabin, nos quais constam codinomes, mas com CPF, RG e data de nascimento de Bolsonaro; e um terceiro da Fundação Oswaldo Cruz, que identifica o presidente apenas como “paciente 05”. As três coletas para os exames foram feitas em março. Para juristas, prevaleceu o direito à informação.

O Brasil ultrapassou ontem a França e tornou-se o sexto país com mais casos da Covid-19, atrás apenas de Estados Unidos, Rússia, Espanha, Reino Unido e Itália. Segundo o jornal O Globo, o Brasil reportou ontem 11.385 casos confirmados em 24 horas e agora tem 188.974 pessoas com a doença. O número de mortos chegou na noite de ontem a 13.149.

Noticiário corporativo

A temporada de balanços é movimentada. A Via Varejo, dona de marcas como Ponto Frio e Casas Bahia, registrou um lucro líquido de R$ 13 milhões no primeiro trimestre de 2020, revertendo o prejuízo de R$ 50 milhões registrado um ano antes. Já a Ultrapar divulgou lucro de R$ 160,9 milhões.

O Grupo Pão de Açúcar reportou prejuízo líquido consolidado de R$ 130 milhões, revertendo lucro líquido de R$ 126 milhões de igual trimestre do ano passado. Segundo o grupo, embora as vendas tenham tido forte expansão, houve o impacto de R$ 92 milhões da incorporação das operações na Colômbia, Argentina e Uruguai ao GPA. Não fosse a incorporação e o aumento dos serviços da dívida bruta, o GPA teria lucrado R$ 65 milhões.

Já a seguradora Sul América reportou um lucro líquido de R$ 79,8 milhões no 1º trimestre deste ano, uma queda de 64,3% na base anual. Houve expansão nos planos de saúde e odontológico, mas o resultado financeiro teve impacto da redução na taxa Selic, das quedas na bolsa de valores e por aumento de 3 pontos porcentuais na sinistralidade.

Nesta quinta-feira, a atenção continua para os resultados, com os números de Azul, ABC Brasil, Bradespar, Ânima, B3, CCR, Copel, CSN, Localiza, Suzano, entre outras, enquanto o principal destaque ficará para a Petrobras.

Ainda em destaque, segundo a Bloomberg, o pacote de resgate para Gol, Azul e Latam será de R$ 4 bilhões. Já a ação da Estapar teve preço fixado em R$ 10,50 em IPO, no piso.

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Fonte: Infomoney

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