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João Doria, PSDB: Doria lança candidatura ao governo de SP sem propostas e com ataques ao PT

São Paulo – A candidatura de João Doria (PSDB) ao governo do estado de São Paulo foi lançada oficialmente neste sábado, em Convenção Estadual do partido. O evento reuniu 6.400 militantes de todos os partidos da coligação Acelera São Paulo, que conta com DEM, PSD, PP, PRB e PTC, além dos tucanos.

Do lado de fora do Expo Barra Funda, na zona oeste da capital, mais cabos eleitorais se acotovelavam para tentar acompanhar o evento, que teve as portas fechadas. Alguns precisaram de atendimento médico em meio ao tumulto.

Doria subiu ao palco com três horas de atraso, cumprimentando todos os correligionários. Discursaram Ciro Moura, presidente do PTC, o ex-ministro da Indústria e presidente do PRB, Marcos Pereira, o ministro Gilberto Kassab, presidente do PSD, e o candidato a vice na chapa de Doria, Rodrigo Garcia, representando também o DEM.

Propostas

Do ponto de vista de propostas, não houve novidade. Doria voltou a fazer referência à vocação de sua chapa (e pessoal) ao trabalho, prometeu marcar presença nos debates e empunhar as bandeiras de Geraldo Alckmin, ex-governador e candidato à Presidência da República.

Mantendo a tradição, atacou o PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo o petista estando preso, e a candidatura de Luiz Marinho (PT), que já não é tão competitiva. “Não sou como eles que prometem muito e fazem pouco, ou nada. Quando fazem, é para roubar”, disse Doria.

O candidato ainda fez referência aos antigos gestores tucanos, que fizeram carreira com “trajetória de honestidade e decência” e acenou ao juiz Sergio Moro, um “herói, que colocou Lula na cadeia”. “Inclusive no meu partido. Se é ladrão, cadeia”, afirma sem dar nome aos bois.

Geraldo Alckmin compareceu ao evento em defesa do pupilo, de quem se afastou no entrave para disputar a Presidência da República no ano passado. Chamou Doria de “homem da inovação, da parceria e da capacidade de trabalho”. Aproveitando o palanque, defendeu-se da junção com o centrão na chapa nacional. “Alguns questionam nossas alianças. Toda vez que houve no Brasil um esforço conciliatório, de pacificação, a democracia se consolidou, a economia se fortaleceu e os avanços sociais foram maiores”, disse o presidenciável.

Renovação

A novidade do evento foram as caras novas. Em vez de comparecer, os tucanos de maior plumagem enviaram vídeos à Convenção. Foi o caso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira. José Serra não apareceu. O movimento de renovação é sensível, mas evidente. Com o lançamento de Doria ao governo, termina a alternância entre Serra e Alckmin. Também são novos os nomes confirmados como candidatos ao Senado. Serão os deputados federais Ricardo Tripoli e Mara Gabrilli.

Tripoli, apesar de ser de uma tradicional casta política paulistana, tentará sua primeira eleição ao senado depois de ser vereador, secretário de estado, deputado estadual e federal. Seu nome ganhou projeção verdadeira depois de se tornar líder do PSDB na Câmara, em 2016. “Passei por todos os cargos da política, sem pular fases”, disse o deputado, em completo oposto ao que foi a carreira de Doria. “Será o maior desafio da minha vida”.

Mara tem dois mandatos como deputada federal, com a luta pelos direitos de pessoas com deficiência como principal bandeira. Em seu discurso, agradeceu à coligação pela indicação de uma mulher ao Senado Federal. Da bancada feminina, já diminuta, apenas Rose de Freitas (Podemos-ES), Simone Tebet (MDB-MS), Fátima Bezerra (PT-RN), Maria do Carmo Alves (DEM-SE) e Kátia Abreu (PDT-TO) ainda tem quatro anos de mandato. Ao todo, 13 dos 81 senadores são mulheres.

Em pesquisa Datafolha de abril, Doria liderava a corrida com 29% das intenções de voto, mas amargava 33% de rejeição, puxada pela capital paulista. O eleitor ainda mostra resistência pelo abandono do cargo de prefeito após 15 meses de mandato, em abril passado. Seu principal adversário é Paulo Skaf (MDB), com 20%. O governador Márcio França (PSB), tinha 8%.

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Fonte: Exame

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