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Jovens estão impulsionando disseminação do coronavírus nas Américas, diz OMS

(Getty Images)

SÃO PAULO – Em videoconferência com repórteres na última terça-feira (25), Carissa Etienne, diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas, com sede em Washington, anunciou que a organização acredita que os jovens estão impulsionando a disseminação do novo coronavírus nas Américas.

Segundo a Opas, a grande maioria dos casos notificados são de pessoas entre os 20 e os 59 anos. No entanto, quase 70% das mortes são de indivíduos com mais de 60 anos.

Esses dados mostram que os jovens estão impulsionando a propagação da doença no continente, segundo Carissa, embora tenham menos complicações da doença. A diretora ainda informou que os casos e os números de mortes dobraram na região nas últimas seis semanas.

“Esse é um lembrete de que combater a Covid-19 é uma responsabilidade compartilhada, não apenas entre países e regiões, mas entre pessoas, vizinhos e comunidades”, afirmou a diretora.

Segundo a Opas, o continente americano possui 12,5 milhões de casos confirmados, com aproximadamente 450 mil mortes.”Isso não é um bom sinal. Desejar que o vírus desapareça não funcionará. Esta não será uma luta que se vence de uma só vez, mas que durará várias rodadas”, disse Carissa.

Ela disse ainda que esses dados sinalizam uma necessidade urgente de implementar medidas de saúde pública para retardar a disseminação da Covid-19, mas que, apesar dessa clara necessidade, países tem feito o exato oposto.

“Em muitos lugares, parece haver uma desconexão entre as políticas implementadas e o que o gráfico com curva ascendente nos diz. Os países relaxaram gradualmente as restrições, retomaram o comércio e alguns estão se preparando para voltar às aulas”, argumentou a diretora.

Entre os dez países com o maior número de casos, seis deles são do continente americano. Estados Unidos, Brasil, Colômbia, Peru, México e Chile. A diretora afirmou que, no estágio atual da epidemia, não é possível parar toda a transmissão, mas se os países permanecerem vigilantes e expandirem os testes, podem identificar melhor os picos e agir rapidamente para contê-los.

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Fonte: Infomoney

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