Livinha Souza avisa adversária: “Ninguém pula na água com jacaré”

UFC Brasil: Você lutaria, originalmente, no UFC Ft. Lauderdale, em abril, contra a ex-campeã Carla Esparza, mas deixou o duelo devido a uma lesão. Fale um pouco sobre o que aconteceu, e como foi a recuperação.

Livinha: “Eu estava escalada para lutar em abril e tive pequenas lesões, depois tive uma grande no pé. Fiquei até andando de muletas alguns dias. Foi bem difícil, porque foi a segunda luta que cancelei no UFC, e em toda minha carreira nunca tinha passado por isso. Mas agora estou bem, tranquila focada e pronta para lutar no sábado”.

UFC Brasil: Após esse compromisso cancelado, você foi escalada para enfrentar a Cynthia Calvillo, que, assim como a Esparza, é uma lutadora ranqueada. Ela se lesionou e, no fim, você enfrentará uma estreante. Fica uma sensação de decepção por ainda não conseguir encarar alguém do Top 15?

Livinha: “Eu tenho bastante paciência. Esperei bastante para entrar no UFC e creio que minhas primeiras quatro lutas no contrato são para me estabelecer, para merecer estar aqui. Estou tentando me afirmar. Fiz duas lutas, consegui duas vitórias e estou indo para a terceira. Estou indo passo a passo, não tenho a ambição, nesse momento, de atirar para cima no Top 5, Top 10. Tenho primeiramente que merecer estar no Top 15 para depois buscar vôos maiores. Passo a passo, sempre estudando, melhorando meu jogo, minha dieta, meu psicológico. Melhorando um pouco a cada dia para chegar bem consistente”.

UFC Brasil: Apesar de ser uma estreante, no entanto, a Brianna chega cercada de expectativa na organização, como ex-campeã do Invicta FC, e por fazer parte da American Kickboxing Academy, treinando com os campeões Daniel Cormier e Khabib Nurmagomedov. O que você espera desta luta?

Livinha: “É uma estreia, então com certeza ela vai vir dura, vai fazer a luta da vida dela, do mesmo jeito que eu. É uma menina que bota para baixo bem, mas todo sabe do perigo do meu chão. Creio que botar para baixo não é sempre o melhor caminho para lidar comigo. Ninguém pula na água com jacaré, mas se ela estiver disposta a isso, vai descobrir da pior forma que foi um erro”.

UFC Brasil: Sua adversária é a atleta mais baixa do plantel do Ultimate, com somente 1,49m de altura. Isso é algo de que você pode tirar vantagem?

Livinha: “Creio que isso não seja muito diferente, porque eu já lutei com várias meninas maiores que eu, e isso não influenciou muito na luta, até porque ela está acostumada a treinar com pessoas maiores, por ser tão baixa. Então creio que não seja vantagem ou desvantagem para ninguém. Com certeza dá para eu controlar mais a distância e me movimentar melhor, mas acho que não vai fazer muita diferença na luta”.

UFC Brasil: Em caso de vitória neste sábado, já existe algum nome que você esteja pensando em pedir para sua próxima luta?

Livinha: “Não tem um nome. Quem o UFC achar que eu devo lutar, quem quiser lutar comigo pode pedir. É sabido nos bastidores que muitas meninas na categoria correram de mim, mas não me incomodo; fico feliz, porque isso mostra que eu tenho bastante respeito na categoria. Quem o UFC der, está dado. Queria, preferencialmente, lutar em novembro em São Paulo, na minha casa, para fechar o ano com chave de ouro, mas se tiver uma luta antes, se alguma luta cair, o UFC pode contar comigo sempre”.

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Fonte: UFC

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