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Livro reúne especialistas que abordam formas de aliviar a dor de pacientes com câncer

Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) indicam que no ano passado ocorreram mais de 600 mil casos novos de câncer com mais de 200 mil mortes no Brasil. E o índice de pacientes que relatam dores crônicas por causa da doença é extremamente alta: mais de 70%, sendo que para 44% as dores são de forte intensidade.

Segundo o Dr. André Mansano, médico intervencionista da dor, alguns tipos de câncer causam mais dores do que outros. De acordo com o especialista os tumores osteomusculares e os que produzem metástases ósseas são capazes de provocar dores crônicas com muita frequência. O problema é que nem sempre os pacientes recebem o tratamento adequado. “Vários estudos mostram que de 30 a 50% dos pacientes com câncer têm suas dores ‘subtratadas’. O que é um número muito preocupante”, afirma o Dr. Mansano.

O médico afirma ainda que muitos pacientes não conseguem alívio da dor apenas com medicamentos o que faz com que os efeitos colaterais das medicações sejam ainda mais intensos. Para esses pacientes podem ser indicados os procedimentos intervencionistas da dor, realizados de forma percutânea (sem necessidade de cortes). Os procedimentos variam de acordo com a localização e a intensidade da dor e o paciente tem alta no mesmo dia, sem necessidade de internação. “A dor oncológica pode e deve ser melhor tratada, buscando-se, sobretudo, propiciar uma melhor qualidade de vida ao paciente”, afirma.

O Dr. André Mansano é um dos colaboradores do Tratado de Dor Oncológica, uma obra literária que reúne uma equipe de renomados especialistas de diversas áreas relacionadas ao tratamento do paciente com câncer, passando pela oncologia clínica, cuidados paliativos, medicina da dor e medicina intervencionista da dor.

“Esta obra nasce para preencher uma lacuna inadmissível na literatura médica nacional. Fruto da inquietude daqueles que se desdobram para aliviar o sofrimento decorrente do câncer, versa sobre todos os aspectos do paciente com dor oncológica, desde os princípios básicos, passando por aspectos psicológicos e sociais, além de dissertar com maestria sobre os tratamentos conservadores e intervencionistas”, avalia Dr. André Mansano.

E coube à Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor – Sobramid agrupar profissionais experientes em técnicas e abordagens que englobam aspectos psicossociais e outras terapias. O Tratado de Dor Oncológica é leitura obrigatória para todo profissional de saúde que integra a equipe necessária ao manejo do paciente oncológico. Segundo Dr. Mansano, dores e sofrimentos pungentes podem e devem ser atenuados, quando não suprimidos. “Difícil será mensurar a grandeza dos efeitos positivos com a publicação deste trabalho, não apenas em ambiente hospitalar, mas também em todo o universo relativo ao paciente”, acrescenta.

Lançado durante o Congresso da Sobramid em julho, a obra tem 1.240 páginas divididas em 93 capítulos. Seu público-alvo é formado por médicos e/ou multiprofissionais que atuem direta ou indiretamente com pacientes oncológicos, em especial, anestesiologistas, clínicos de dor, oncologistas, paliativistas, médicos intervencionistas em Dor, clínicos, geriatras e multiprofissionais de enfermagem, nutrição, fisioterapia, terapia ocupacional e psicologia.

O que é a Medicina Intervencionista da Dor

A Medicina Intervencionista da Dor é uma área de atuação médica que visa realizar diagnósticos e tratamentos, em pacientes com dores crônicas, através de procedimentos minimamente invasivos. “Uma das principais consequências é o benefício para pacientes com doenças oncológicas, uma vez que a Medicina Intervencionista da Dor pode auxiliar significativamente o controle das dores de pacientes com câncer”, afirma Dr. André Mansano, médico especialista na Área de Atuação em Dor pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Nos casos em que as dores sejam de difícil controle com medicamentos ou naqueles casos onde os efeitos colaterais dos medicamentos sejam muito importantes, são usadas técnicas para abolir a inervação do órgão afetado (através da aplicação de uma corrente de radiofrequência no nervo, por exemplo, ou através da infusão de fármacos diretamente na coluna, no que é chamado de “Bomba de infusão de fármacos”. “Os estudos mostram que o tratamento correto das dores no paciente com câncer aumenta inclusive o tempo de vida desses pacientes”, conclui o médico.

Website: https://www.drandremansano.com.br/

DINO
Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra

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Fonte: PORTAL TERRA – NOTÍCIAS

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