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Lojas Americanas fará oferta de ações de até R$ 7 bilhões, Gol divulga dados prévios e mais notícias

Ainda não está clara qual será a solução para a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, mas as empresas seguem animadas em acessar o mercado de ações para levantar recursos para os seus negócios.

A Lojas Americanas pretende fazer uma oferta de ações para levantar entre R$ 5 bilhões e R$ 7 bilhões e parte dos recursos será destinado à B2W, controlada pela varejista.

Já a Marisa informou que as lojas de rua estão com um desempenho cerca de 10% superior e a China suspendeu temporariamente as importações de carne suína provenientes das unidades da BRF em Lajeado (RS) da JBS em Três Passos (RS).

Lojas Americanas (LAME4)

A Lojas Americanas fará uma oferta de ações para levantar entre R$ 5 bilhões e R$ 7 bilhões. A informação, antecipada pelo Brazil Journal, foi confirmada por fato relevante divulgado nesta manhã dando mais informações sobre a operação.

A oferta será primária e os recursos serão utilizados para investimentos na Ame Digital, incluindo expansão das áreas de tecnologia e logística; capitalização da B2W que pode chegar a R$ 3 bilhões; e na melhora da estrutura de capital.

Segundo o fato relevante enviado à CVM, a oferta da empresa que tem como controladores Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles será de 100 milhões de ações preferenciais e 80 milhões de ordinárias. Com base na cotação da última sexta-feira, esse montante representaria uma captação de pouco mais de R$ 5 bilhões.

Há ainda, de acordo com a demanda, a possibilidade da oferta ser elevada em até 35%. Com a venda adicional, o volume da operação chegaria a R$ 7 bilhões.

O Conselho de Administração da JHSF Participações aprovou uma oferta de ações de até 41 milhões de ações em uma oferta primária.

Esse montante poderá ser acrescido em até 8,4%, segundo fato relevante enviado à CVM.

Ainda sobre o setor varejista, a Lojas Marisa afirmou que as lojas de rua estão com um desempenho cerca de 10% superior ao das lojas de shoppings, segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”.

A rede conta com 354 lojas, sendo metade em shoppings. Desse total, 240 estão em funcionamento. Marcelo Pimentel, presidente da varejista, informou que o tempo de permanência dos clientes na lojas está menor, mas com tíquete médio maior.

A Gol divulgou os números prévios do tráfego aéreo no mês de junho. O mês foi marcado pelo aumento da malha para 100 voos ao dia.

Esse aumento foi possível com a ajuda da reabertura das rotas para Porto Seguro (Bahia), Petrolina (Pernambuco) , Ilhéus (Bahia), Juazeiro do Norte (Ceará) e Chapecó (Santa Catarina), além do aumento de frequências nos aeroportos de Guarulhos (São Paulo), Brasília e Galeão (Rio de Janeiro).

A companhia registrou um aumento da demanda doméstica de 95,4% sobre maio. Já a oferta subiu 84,8%. A taxa de ocupação da Gol foi 79,1%. A Gol não realizou voos internacionais em junho.

Ainda em destaque, o Conselho de Administração da empresa de gestão de programa de fidelidade Smiles aprovou a compra de R$ 1,2 bilhão em passagens da Gol, sua controladora.

O acordo comercial consiste na aquisição de crédito da Gol para a compra futura de passagens aéreas pela Smiles.

Como contrapartida, a Smiles terá acesso a tarifas em preços e termos mais competitivos do que anteriormente previsto no contrato operacional entre as duas empresas. Entre esses novos termos está o desconto médio de 11% sobre o preço atualmente exercido entre as partes.

Nas contas da Smiles, as novas condições devem gerar valor econômico de cerca de R$ 85 milhões com redução de custo com resgate de passagens e surgimento de novas fontes de receita.

O saldo dos créditos, enquanto não utilizados na compra de passagens, será remunerado a 115% do CDI.

Cyrela (CYRE3), Even (EVEN3), Moura Dubeux (MDNE3), Direcional (DIRR3), EzTec (EZTC3), MRV (MRVE3), Tenda (TEND3) e Tecnisa (TCSA3)

O Credit Suisse retomou a cobertura do setor de construção. A Cyrela é a “top pick”, com recomendação de “outperform” e preço-alvo de R$ 32. Estão com a mesma recomendação os papéis da Even (preço-alvo de R$ 16), Moura Dubeux (R$ 12,50) e Direcional (R$ 20).

Para o Credit Suisse, há uma demanda reprimida aliada a crédito mais barato e preço ainda baixos. Essa combinação permite um cenário de recuperação das vendas. “Os players de média renda nos parecem melhores posicionados para o novo ciclo e com um maior potencial de crescimento”, avaliaram os analistas do banco.

Já os papéis da Eztec (R$ 49), MRV (R$ 21,50) e Tenda (R$ 37) receberam a classificação “neutra”. A única empresa com recomendação “underperform” foi a Tecnisa (R$ 14,50).

Multiplan (MULT3), Iguatemi (IGTA3), brMalls (BRML3) e BR Properties (BRPR3)

O Credit Suisse acredita que o ambiente de juros mais baixos vai tornar os retornos do setor de shoppings mais atrativo. O banco iniciou a cobertura de Multiplan já como “top pick”, com uma recomendação de “outperform” e preço-alvo de R$ 28. A classificação para a Iguatemi também é de “outperform” com preço-alvo de R$ 45.

“No curto prazo a visão para os shoppings deve permanecer negativa (vendas e aluguéis devem retornar aos níveis de 2019 só em 2022), mas acreditamos que a tese de longo prazo continua intacta”, avaliaram os analistas.

No caso de BR Malls e BR Properties, a recomendação é “neutra, com preços-alvos de, respectivamente, R$ 12,60 e R$ 11,30.

Os riscos para o setor são uma recuperação mais lenta das vendas devido à pandemia da Covid-19; uma mudança no potencial de poder de barganha dos operadores de shoppings; um crescimento de aluguéis mais baixo que o esperado em São Paulo; e uma maior taxas de juros reais de longo prazo.

Frigoríficos

A China suspendeu as importações de uma unidade da JBS e de outra de suínos da BRF. A BRF disse à Bloomberg mais cedo que não foi oficialmente notificada da decisão e que tomou conhecimento dela através da publicação no site da Administração Geral das Alfândegas da China.

A JBS disse que não comentaria a decisão e que fez todos os esforços para garantir a produção de alimentos dentro dos mais altos padrões de qualidade e segurança, além da máxima proteção de seus funcionários.

E na noite de sexta-feira a Cosan, Cosan Logística e Cosan Limited anunciaram que seus conselhos de administração aprovaram o início do estudo de uma proposta de reorganização societária que será submetida à aprovação dos acionistas.

Se aprovada, a Cosan será consolidada em uma única holding. A empresa continuará a ser controlada pela Aguassanta, veículo de investimento da família de Rubens Ometto Silveira Mello.

A empresa informou ainda que pretende preparar suas principais subsidiárias e companhias co-controladas para eventuais ofertas públicas iniciais de ações (IPOs). A Raízen é uma das subsidiárias da Cosan.

Na avaliação dos analistas do Morgan Stanlen, a operação é positiva e as ações da Cosan Limited são as que mais devem se beneficiar desse anúncio, lembrando que todo o processo de reestruturação deve durar cerca de seis meses.

“Dada a complexidade da transação e outras tentativas mal sucedidas anteriores, não excluímos a possibilidade de que demore mais do que o esperado para ser concluído ou que a proposição seja retirada ou não aprovada”, informaram.

A visão mais positiva para a Cosan Limited decorre do fato da empresa ter um desconto de cerca de 9% em relação à Cosan e Cosan Logística. “Na troca de ações, os acionistas da Cosan Limited devem poder optar entre ações da Cosan ou ADRs (recibos de ações) que devem ser listados na Nyse”, avaliaram.

A Vasta Plataform, da Cogna Educação (antiga Kroton), pediu registro para fazer uma oferta inicial de ações (IPO, ns sigla em inglês) na Nasdaq.

Segundo fato relevante, a oferta será feita exclusivamente no exterior. Também ficou definido que a Soma Educacional passará a ser integralmente controlada pela Vasta.

A plataforma vai consolidar as atividades do grupo relacionadas a soluções educacionais e digitais voltadas a escolas particulares que operam no segmento de educação básica.

A Hapvida informou que foi vítima de um incidente de violação de segurança cibernética, segundo comunicado à CVM.

Segundo a companhia, o acesso não autorizado foi interrompido assim que a companhia tomou conhecimento.

“As informações potencialmente acessadas incluem tão somente dados cadastrais (como nome, endereço, CPF e CNPJ) de alguns clientes, portanto, não houve acesso a prontuários médicos ou informações financeiras”, informou a empresa.

A empresa espera concluir uma investigação sobre esse incidente nas próximas semanas.

CPFL Renováveis (CPRE3)

A CPFL Energias Renováveis informou, em fato relevante, que a CVM deferiu o pedido de conversão do registro de companhia aberta categoria “A” da Companhia para categoria “B”.

Na categoria “B”, a empresa deixa de ter ações em circulação no mercado.

No último dia 10, a companhia realizou uma oferta pública de aquisições (OPA) de seus papéis. Cada ação foi adquirida por R$ 18,24, totalizando R$ 3,347 milhões. A OPA era necessária para a etapa da conversão do registro.

Aéreas e privatização

O ministro Paulo Guedes voltou a defender a criação de um imposto sobre transações digitais, em entrevista à CNN Brasil na noite de domingo. Além disso, segundo Guedes, o governo federal
deverá anunciar planos para quatro grandes privatizações em período de até 90 dias, sem detalhar quais. Sobre o setor aéreo, ele disse que o governo vai comprar até 20% de uma grande
companhia aérea e, quando o valor dela subir, poderá vender as ações com lucro.

PagSeguro 

A PagSeguro é a companhia mais cotada até o momento para a compra da operação brasileira da empresa de pagamentos alemã Wirecard, diz o Valor Econômico citando fontes não identificadas
com conhecimento do assunto. A proposta gira em torno de R$ 400 milhões, segundo o mesmo jornal, e processadora americana Fiserv também estaria na disputa.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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Fonte: Infomoney

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