Maia diz que ou “é reforma ou colapso” e que Centrão ficará conhecido como grupo que salvou Brasil

(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

SÃO PAULO – Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, deu importantes sinalizações para o governo e para a economia em entrevistas para os jornais O Estado de S. Paulo e O Globo publicadas nesta segunda-feira (3). 

Ao Estadão, Maia afirmou que o governo de Jair Bolsonaro, em cinco meses de governo, sofre com a redução de expectativas positivas. Ele reiterou novamente a defesa de uma agenda de reformas para o País.

“Chegamos num ponto onde ou nós construímos essa agenda em conjunto ou vamos para o colapso. Vai entrar no colapso de ruptura das relações sociais. É nisso que vai chegar”, afirmou. 

Já ao jornal O Globo, o presidente da Câmara apontou que o Executivo não tem uma agenda formulada. “Acho que está faltando uma agenda para o Brasil. A Previdência não é uma agenda, é uma reforma racional e necessária para equilibrar as contas públicas. Ela não resolve qualidade na educação, médico no hospital, produtividade no setor público ou privado, crescimento econômico ou desemprego. O que precisamos é uma agenda para o Brasil. Previdência é uma necessidade. Agenda para o Brasil a gente ainda não viu formatada de forma ampla, completa, por esse governo”, apontou. 

Maia ainda defendeu ao Estadão a atuação dos partidos do chamado “Centrão”. Segundo ele, partidos hoje tratados “de forma pejorativa” por integrarem o grupo podem entrar para a história como os que “salvaram” o Brasil se ajudarem a aprovar medidas para puxar o crescimento para cima.

Para o deputado, com certeza a reforma da Previdência será aprovada e ainda comentou a fala de Paulo Guedes, ministro da Economia, de que “se a reforma virar uma reforminha, pega as coisas e vai embora”.

Maia afirmou que ninguém é insubstituível: “o mercado financeiro, há um ano, queria R$ 500 bilhões. E se o governo está com pressa, a reforma do Michel (ex-presidente Michel Temer) começou com R$ 1 trilhão e o último texto falava em R$ 500 bilhões. Eles poderiam ter aprovado em março a (proposta) do Michel, se tivessem voto”, avaliou. 

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Fonte: INFOMONEY

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