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Megainvestidor colhe frutos de aposta em ações de emergentes

Rob Arnott (Foto: Gage Skidmore)

(Bloomberg) – A grande aposta de Rob Arnott nos mercados emergentes está dando frutos este ano e a equipe dele sugere que o melhor ainda está por vir.

O megainvestidor de 66 anos informa que alocou mais da metade de seus investimentos líquidos em ações com perfil de valor de países em desenvolvimento. A parcela é ainda maior do que ele tinha há dois anos. Essa estratégia também beneficiou o PIMCO RAE Emerging Markets Fund, de US$ 1,9 bilhão, que Arnott ajuda a supervisionar. O retorno de 24% do fundo em 2021 é superior ao obtido por 99% de seus pares, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

“As ações de valor dos mercados emergentes estão baratas e têm muito espaço para subir”, disse Arnott, que comanda a firma de investimentos Research Affiliates. Seus modelos sinalizam taxas de retorno que podem “dobrar o dinheiro de alguém em cinco anos”.

Nos mercados emergentes, o desempenho das ações de valor — aquelas negociadas a preços baixos em relação a seus fundamentos — ficou atrás do desempenho das ações de crescimento durante o início da recuperação dos mercados na pandemia. Mas em 2021, a alta dos papéis de valor está mais acelerada. À medida que a recuperação econômica global ganha força, os investidores otimistas com o segmento de valor esperam ganhos adicionais porque a modalidade tende a se beneficiar com a alta da inflação.

Fundada por Arnott em 2002, a Research Affiliates projeta retorno anual real de 5,3% para as ações de mercados emergentes na próxima década. O retorno pode ser ainda melhor com ações de valor, disse ele. O índice MSCI EM subiu 43% no último ano, superando o pico anterior à pandemia e batendo novos recordes.

Para Arnott, é uma grande virada em relação ao que se observava no início do ano passado, nos estágios iniciais da pandemia, quando alguns de seus fundos estavam entre os mais prejudicados. Em março de 2020, ele chegou a avisar clientes que seria “imprudente” apostar em uma iminente disparada dos ativos de risco.

‘Década perdida’

Apostar em mercados emergentes nem sempre dá certo, lembra Arnott, que falava sobre uma “década perdida” até pouco tempo. Mas ele ficou mais otimista nos últimos anos.

O investidor ampliou a parcela de ações de valor de países em desenvolvimento para mais de um terço de seu portfólio líquido pessoal em 2016 e aumentou a alocação subsequentemente.

Gestoras de recursos como Pacific Investment Management Co. (PIMCO), Invesco e Charles Schwab oferecem produtos que empregam a metodologia da Research Affiliates. No caso do PIMCO RAE Emerging Markets Fund, cerca de metade da carteira está alocada em Índia, Coreia do Sul e Taiwan, segundo dados compilados pela Bloomberg.

O fundo aumentou as apostas em Tailândia, México e Brasil e reduziu posições em Rússia, China e Taiwan, de acordo com os documentos mais recentes submetidos às autoridades.

“Trata-se principalmente de um balanceamento, favorecendo mercados de pior desempenho e reduzindo ativos de mercados com desempenho superior”, disse Arnott falando de Newport Beach, na Califórnia.

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Fonte: Infomoney

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