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mulheres se saem piores nas provas do Cebraspe?

Amada por uns, temida por outros, quando a banca Cebraspe é anunciada como organizadora dos concursos públicos, os candidatos já se preparam para aguentar o tal método Cespe.

Conhecido como o método em que uma questão errada anula uma questão certa, candidatos dos concursos públicos podem às vezes ficar na dúvida se devem se arriscar e chutar ou deixar a questão branco.

Agora, já pensou se o comportamento de chutar ou não tem alguma relação com gênero? Alguns estudos internacionais apontam que mulheres são menos abertas a opção de chutar as questões, mesmo àquelas que teriam mais probabilidades de acertar.

Enquanto isso, homens se arriscariam mais, garantindo uma pontuação maior por correrem o risco de acertar as questões que tinham dúvidas.

Porém, isto não é uma certeza e, nesta matéria, você vai conhecer dois estudos que possuem hipóteses diferentes.

E, no final, além de dicas de como chutar nas provas dos concursos públicos do Cebraspe, queremos ouvir sua opinião sobre o assunto.

O que é o método Cespe?

Antes de entrar nos estudos, é importante lembrar o que é o Método Cespe. Segundo o Assessor da Direção do Cebraspe, Ricardo Bastos, “é todo um conjunto de expertises que o Cespe desenvolveu ao longo dos anos”.

Além de questões de certo e errado nos concursos públicos, o assessor explicou, em entrevista exclusiva ao Direção Concursos, que o método Cespe é uma toda uma combinação de formulação de questões, correções e revisão.

E, dentro do método, é utilizada a ferramenta de anulação de uma questão certa a cada questão errada.

A lógica é que caso um candidato marque o gabarito todo ao acaso, é preciso que a nota dele seja zero, pois não apresenta proficiência. “A função, principal, é calibrar o instrumento de medida”.

Nos estudos a seguir, chamam esta ferramenta de anular uma questão certa a cada questão errada de marcação negativa (grave isso).

Estudo mostra a relação mulheres x método Cespe

Um estudo na África do Sul, realizado em 2014, explorou a relação das provas em que os candidatos recebem uma penalidade por marcar a resposta errada e o gênero do estudante.

Os grupos de estudiosos analisaram a relação desse método – chamado de “negative marking”, nesta matéria, traduzido livremente como marcação negativa – com candidatos com menos abertura a riscos.

Por que? Na probabilidade, mesmo neste método, se um candidato chutar as questões que não tem certeza, no final, vale a pena.

No entanto, candidatos que têm esta aversão a riscos não chutam, com receio da penalidade.

O que o estudo aponta é que mulheres seriam mais contrárias a riscos, de acordo com os estudos comportamentais. E isto foi observado em um experimento no Departamento de Economia, da Universidade de Witwatersrand.

As avaliações desta universidade utilizavam o método de penalizar uma questão certa a cada questão errada. No início de 2013, decidiram parar com o método, mas sem avisar aos estudantes antes se inscreveram para estudarem na faculdade.

Neste ano, a diferença entre os rendimentos do sexo masculino e feminino, ao se retirar a marcação negativa, diminuiu. Ela foi de 3,4% para 1,3%. O rendimento das estudantes mulheres também melhorou em 5,5%, enquanto dos estudantes homens melhorou em 3,4%.

O efeito da marcação negativa foi observado, especialmente, entre as estudantes femininas com maiores níveis de qualificação.

A hipótese, confirmada pelo estudo, mostra que as estudantes mulheres, com dúvidas de marcar uma opção, mesmo que totalmente capazes de chutar corretamente, são menos prováveis de se arriscar em uma prova com marcação negativa em comparação com os estudantes masculinos.

Com isso, o estudo afirma que a marcação negativa se mostra como uma desvantagem para as estudantes femininas. Veja a tabela abaixo:

Nesta tabela, quanto mais perto do 1, na linha horizontal, maior a nota. O espaço em vermelho é o sexo masculino, enquanto o azul é feminino.

Perceba que há mais homens perto de notas maiores em comparação com mulheres, que acabam sendo a maioria em uma nota mediana.

Ao retirar a marcação negativa, veja como o espaço entre os estudantes masculinos e femininos perto das maiores notas diminui:

Porém, outro estudo mostra o contrário

Já em um estudo mais recente, realizado em 2016, realizado por duas pesquisadoras em um grupo de 500 estudantes em uma universidade na Espanha, os resultados foram diferentes.

Diferentemente do estudo anterior, as pesquisadoras não encontraram nenhuma relação da marcação negativa com o sexo dos estudantes.

Constataram, na verdade, que o fato determinante para um bom rendimento neste tipo de avaliação era somente a habilidade.

Ao contrário dos resultados da pesquisa acima, as pesquisadoras encontraram que estudantes mulheres tiveram um desempenho superior em ambos estilos de avaliação – com e sem marcação negativa.

Além disso, observaram que estudantes com melhores habilidades se desempenharam melhor nos ambos estilos de teste. Com isso, o receio do risco não se mostrou como um fator determinante.

No entanto, as pesquisadoras reconhecem os diversos fatores que podiam ter influenciado o resultado. Por exemplo, no estudo delas, utilizaram o rendimento dos estudantes de um curso de Microeconomia em uma avaliação final do assunto.

Assume-se que os estudantes estavam mais bem preparados, enquanto, em experimentos realizados por outros pesquisadores, foi utilizado grupo de pessoas em testes em que não estavam preparados.

Nesta pesquisa, o experimentou utilizou um grupo de 600 estudantes nos testes finais da matéria de Microeconomia. Depois, um ano depois, realizaram um experimento para analisar o grau de aversão ao risco do mesmo grupo.

O interessante deste estudo é que as pesquisadoras puderam avaliar não somente a nota dos exames finais e do teste de aversão ao risco.Elas compararam os dados com as notas no teste de entrada para a universidade.

O que constaram era que estudantes que se desempenharam bem no teste de entrada, também tiveram uma perfomance similar nos exames finais da matéria – que, coincidiram, por serem estudantes mulheres.

Veja abaixo o gráfico do desempenho entre mulheres e homens nos exames finais, que utilizavam a marcação negativa:

concursos públicos 4

No gráfico acima, o rendimento das estudantes mulheres (traçado vermelho) e dos homens (traçado azul) mostram poucas diferenças nas maiores notas..

concursos públicos 3

E, no gráfico acima, o rendimento das estudantes mulheres (traçado vermelho) com os estudantes homens (traçado azul), em avaliações sem marcação negativa, também mostrou pouca diferença.

A respeito da marcação negativa, as pesquisadores encontraram que o efeito do gênero só ocorreu sobre a quantidade de questões deixadas em branco. Grande parte das mulheres deixavam mais questões em branco que os homens.

No entanto, no resultado final, encontraram pouca influência do gênero no rendimento e na nota final.

Porque, neste caso, as estudantes femininas tiveram mais questões corretas, tendo bom resultado final. Enquanto os homens, mesmo se arriscando nos chutes, acabaram tendo uma nota final similar.

Afinal, chutar ou não chutar nas provas do Cebraspe?

Perceba que, mesmo com a diferença entre os dois estudos, ambos notaram que o método de marcação negativa beneficia quem tem mais habilidade, ou seja, está mais preparado.

Logo, acima de uma questão se homens ou mulheres se saem melhor ou não, está o fato de que quem melhor se prepara, menos é afetado pela marcação negativa.

Mas, caso você tenha chegado a um ponto em que há algumas questões em branco e você se pergunte como deve chutar, há algumas dicas. Confira algumas:

1 – Sempre conte quantos itens são corretos e errados

Está confirmado que o Cebraspe tende a dividir com equilíbrio as questões corretas e erradas. Então, resolva toda a prova e conte quantos itens estão corretos e errados.

Caso haja uma disparidade muito alta, basta marcar os itens na letra menos marcada. Por exemplo, você não verá uma prova com 30 itens certos e 90 errados.

A equivalência de questões certas e erradas foi explicada pelo próprio assessor de Direção, em entrevista ao Direção Concursos.

No ponto de vista da avaliação, é preciso balancear o gabarito. Para evitar casos em que um gabarito com muitos itens certos, o candidato que marque um item ao acaso tenha pontos de vantagem. A mesma coisa o contrário”, explicou Assessor da Direção do Cebraspe, Ricardo Bastos.

2 – Resolva a prova buscando os itens erados

Novamente, se é mais fácil identificar quais itens são errados – afinal, basta que só uma informação esteja incorreta – é aconselhável que a prova seja resolvida buscando as questões que tem certeza que são erradas. As restantes serão, então, corretas. (Não se esqueça da divisão entre questões certas/erradas).

3 – Entenda como funciona a pontuação do seu edital

Ao contrário que muitos pensamo, o Cebraspe nem sempre utiliza a mesma regra de pontuação. Por isso, é importante avaliar como funciona a pontuação do seu edital para analisar se vale a pena ou não realizar um chute.

Por exemplo, o edital PCDF de 2020 trazia a regra que, a cada questão errada, o candidato perderia um ponto. Mas no TJAM de 2019, a cada questão errada o candidato perderia meio ponto.

O interessante de analisar é que, em média, pode valer a pena chutar de acordo com o método pontuação. Isto é feito com base em um cálculo de probabilidade, que você poderá conferir no vídeo do prof. Arthur Lima abaixo.

4 – Quanto mais você sabe, maior a chance de acertar

A probabilidade de você acertar uma questão de um assunto que você já estudou é maior que chutar em um conteúdo que nunca viu. Ou seja, a chance não permanece em 50% de acertar ou 50% de errar.

Por exemplo, por você já ter estudado o assunto, a probabilidade de você acertar o assunto pode subir a 60% e a de errar cair para 40%.

Ao final, você pode ganhar muito mais chutando do que deixando a questão em branco. Lembrando que essa probabilidade é diferente, de acordo com o nível de segurança que você pode sentir por determinado assunto.

Para entender melhor dos dados e cálculos desta área, confira o vídeo do prof. Arthur Lima:

Agora, queremos ouvir a sua opinião:

Quais concursos públicos o Cebraspe organiza?

E, agora, está preparado para chutar nos concursos organizados pelo Cebraspe? Ultimamente, a empresa é responsável por organizar diversos concursos públicos.

O Cebraspe está responsável por organizar diversas seleções, indo desde carreira policial, tribunais e controle. Veja abaixo:

TCE SC – apesar publicação do edital do certame para 40 vagas foi suspensa. Espera-se que, quando a situação normalizar, o concurso seja retomado. Todos os cargos exigem nível superior completo e remunerações são por volta até R$ 17 mil. Saiba mais detalhes aqui.

PCDF – O edital PCDF para Agente foi divulgado com 600 vagas imediatas, além de 1200 oportunidades para Cadastro Reserva. A banca responsável é a Cebraspe a as inscrições estão previstas para começar no dia 18 de agosto.

TJ RJ – O presidente do tribunal decidiu por suspender temporariamente o concurso público para Técnico e Analista. Porém, a boa notícia é que as inscrições serão reabertas assim que o concurso for retomado. O próprio presidente do tribunal já avisou que pretende realizar o concurso público ainda este ano.

ISS Aracaju – o edital será publicado dia 14 de agosto, de acordo com própria fala do prefeito. O edital do concurso estava previsto para ser publicado ainda no primeiro semestre, mas a pandemia paralisou os procedimentos.

ISS Fortaleza – assim como o ISS Aracaju, o edital ISS Fortaleza era aguardado para publicação, até que a pandemia ocorreu. A banca Cebraspe já foi definida e o certame deve ofertar 50 vagas para Analista de Tributos.

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Fonte: Google News

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