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‘Nem a milícia eles respeitam’, diz moradora do Rio das Pedras – Último Segundo

Reprodução Redes Sociais

Quarentena na comunidade Rio das Pedras: festas continuam acontecendo e comércios estão abertos

“Diz que são os milicianos, mas não é verdade, eles próprios estão pedindo para todo mundo ficar em casa. A milícia
até deixa abrir o bar, mas pede para não ter mesa na calçada, e em alguns casos só operar com delivery. Mas não adianta, e todo mundo continua na rua, sem máscara”, conta uma moradora da comunidade do Rio das Pedras
, na Zona Oeste, que prefere não se identificar.

Ela informa que a população que tem respeitado as orientações do distanciamento chegou a pedir a ajuda da polícia
para tirar as pessoas das ruas.

— Já são muitas mortes no Rio das Pedras. Tem bar aberto 24 horas e até baile funk. O carro de som da associação de moradores pede para as pessoas ficarem em casa, mas não adianta. Numa noite dessas teve uma festa na minha rua até três horas da madrugada, com som altíssimo, isto nunca teve antes. Todo mundo se abraçando e trocando carinho enquanto tanta gente morrendo. O padre do Rio das Pedras está internado em estado gravíssimo, o locutor da rádio, um pastor e um rapaz de 22 anos morreram, além de muitos outros. Mas ninguém está se importando — acrescenta. — Nem a milícia eles respeitam mais.

Uma outra moradora, que também prefere não se identificar, repete a cena: rotina de pessoas nas ruas sem máscara
de segurança.

— O povo daqui sai, não usa máscara, os bares todos abertos. As pessoas estão morrendo e só as famílias sabem a dor que é não se cuidar. Tem churrasco direto, e não adianta vir a polícia mandando fechar porque quando ela vira as costas, os comerciantes abrem de novo — diz.

Num vídeo postado numa rede social na noite de sexta-feira (1), um outro morador do Rio das Pedras mostra imagens da a Polícia Militar, junto com a Guarda Municipal e a Secretaria municipal de Ordem Pública, mandando fechar o comércio
numa rua da comunidade.

Em um outro post, ele escreveu:

“Meu Deus do céu, o ano de 2020 está sendo ano da perdas de amigos. A esposa do meu amigo pastor Teófolo faleceu missionária Sílvia, mais uma vítima da Covid-19. Eu falo e repito, se você não tem nada para fazer na rua fique em casa, não pare em rodinha de amigos para beber na rua, não é tempo de curtir, não é tempo de fazer resenha, os números de pessoas que estão morrendo agora são amigos. Gente, pelo amor de Deus, se cuida. Não deixe de usar álcool, máscara e luva.”

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‘Disk aglomeração’ e perfil no Instagram

A Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) informa que realiza diariamente ações integradas para fiscalizar
o comércio não essencial em diversos pontos sensíveis da cidade, entre eles, Rio das Pedras.

Em nota, o órgão detalha que, no último fim de semana, “as equipes participaram de duas operações na área comercial do bairro que resultaram em 11 estabelecimentos fechados
, incluindo bares onde ocorriam baile funk, de um total de 76″.

Ainda de acordo com a Seop, as denúncias chegam via canal 1746
e por informações do setor de Inteligência.

O “Disk Aglomeração”
atendeu em um mês de funcionamento (de 31 de março a 30 de abril) 3.886 ocorrências. Os bairros mais demandados, conforme lista a secretaria, são: Campo Grande, Bangu, Realengo, Santa Cruz, Taquara, Barra, Centro, Copacabana, Tijuca e Recreio.

Em meados de abril foi criada uma conta no Instagram (@vacilosdocovid)
para expor publicações de usuários que insistem em não respeitar as recomendações de segurança determinadas pela Organização Mundial de Saúde.

Fonte: Google News

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