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Novo Crash 4 traz todo o carinho que a franquia merece

Sem jogos inéditos desde 2011, Crash Bandicoot vai ganhar uma história inédita em 2 de outubro. Crash Bandicoot 4: It’s About Time aproxima a franquia da trilogia clássica dos anos 90 ao mesmo tempo em que inova no gameplay, insere novos personagens e aposta no desafio.

Game será lançado para PlayStation 4 e Xbox One

Foto: Divulgação / Activision

O Terra recebeu uma cópia da versão demo do jogo — a mesma que quem comprou o game na pré-venda tem acesso. Testamos três fases: Inevetável, Fuga Dinossáurica e Infortúnios da Vida. Nossas primeiras impressões foram muito positivas; confira abaixo.

De volta às raízes, mas com novidades

Crash 4 mantém a mesma essência da primeira trilogia, produzida pela Naughty Dog para o PlayStation One. Não à toa, o novo título reinicia a franquia e continua os eventos do terceiro game, Warped (1998).

A primeira coisa que chama a atenção é o novo visual dos personagens, que está mais cartunesco em detrimento ao realismo do remake N. Sane Trilogy (2017). A mudança pode agradar ou desagradar fãs, pois trata-se de uma reviravolta cosmética — no meu caso, achei a repaginada muito bem-vinda. Fica claro que a Toys for Bob teve a liberdade criativa necessária para entregar aos fãs doses de nostalgia e de reimaginação da série, algo semelhante ao que o estúdio fez no remake de Spyro Reignited Trilogy (2018).

Novo game está legendado e dublado em português do Brasil

Novo game está legendado e dublado em português do Brasil

Foto: Reprodução / Activision

Aliás, parece que “essência” foi um pilar importante na construção do jogo. A jogatina lembra muito os primeiros jogos da série, mas conta com mecânicas melhoradas, máscaras novas e colecionáveis diferentes. 

As fases estão mais longas, amplas e desafiadoras: em alguns momentos, você segue em linha reta, com uma visão 3D; depois, segue por outro caminho com a câmera 2D. Os cenários permitem uma exploração maior do ambiente a fim de encontrar caixas e gemas escondidas. Há também novos objetos, como caixas que soltam fogo e desaparecem, e uma fruta wumpa dourada, que equivale a 25 wumpas normais.

Máscaras são obrigatórias para passar por alguns trechos, e elas são temporárias

Máscaras são obrigatórias para passar por alguns trechos, e elas são temporárias

Foto: Reprodução / Activision

A maior novidade do jogo, entretanto, são as máscaras quânticas, que mudam completamente a jogabilidade de determinados momentos. Na demo, tivemos a oportunidade de testar duas delas: a Lani Loli, que deixa alguns objetos invisíveis, e a Kupuna Wa, que desacelera o tempo. Elas são obrigatórias em alguns pontos e aparecem apenas nos momentos em que você precisará delas. Na fase Fuga Dinossáurica, por exemplo, eu usei a Lani Loli para tornar obstáculos invisíveis enquanto deslizava em um galho; em Inevetável, usei a Kupuna Wa para pular em blocos de gelo que despencavam rapidamente.

É preciso esperar o momento certo para utilizar os poderes das máscaras

É preciso esperar o momento certo para utilizar os poderes das máscaras

Foto: Reprodução / Activision

Crash 4 também implementa dois estilos de jogo diferentes: o moderno, em que você tem vidas infinitas e sempre revive no último checkpoint, e o retrô, com uma quantidade limitada de vidas, tais como os jogos clássicos. Morreu? Volte para o começo da fase.

O game também introduz uma nova maneira de pegar gemas, itens opcionais no jogo. Você ganha uma gema a cada quantidade de frutas wumpa coletada; há algumas escondidas pelos cenários também, as quais provocam o jogador a explorar cada cantinho da fase.

Outro detalhe que me deixou muito feliz é a localização em português do Brasil, continuando o belo trabalho do remake de Crash Team Racing (2018). Isso será ótimo para cativar tanto os fãs de longa data quanto os novos jogadores, independentemente da idade. Tive a impressão, no entanto, de que o volume das vozes estava diferente; como poucas linhas de diálogo estavam disponíveis na demo, não é possível bater o martelo ainda.

Prepare sua paciência

Como um fã de jogos de plataforma, posso afirmar que Crash 4 está muito desafiador. É preciso ter muita atenção para apertar os botões no tempo perfeito. Alguns momentos da demo me lembraram, inclusive, a fase Stormy Ascent do primeiro Crash Bandicoot (1996), que, na época, havia sido deletada por ser difícil até demais — o nível foi inserido no remake como um conteúdo adicional. Leve em consideração também um novo item colecionável: as fitas K7, as quais são coletadas apenas se você chegar até elas sem morrer. Essas fitas trazem fases bônus ainda mais difíceis, fazendo alusão às origens do marsupial e a momentos dos primeiros jogos.

Gameplay está mais desafiador que nunca

Gameplay está mais desafiador que nunca

Foto: Reprodução / Activision

Para você ter uma ideia, eu morri exatas 58 vezes na terceira fase da demo, Infortúnios da Vida. Isso porque eu tentava quebrar todas as caixas e coletar cada objeto secreto. Passar por esse infortúnio como eu, no entanto, é opcional: o jogador pode ignorar as caixas e seguir em frente normalmente.

Eu morri tanto nessa parte...

Eu morri tanto nessa parte…

Foto: Reprodução / Activision

Aliás, essa mesma fase contém um dos charmes do jogo: a possibilidade de jogar como vilão Dr. Neo Cortex — algo que já fizemos no hilário Twinsanity (2017). Em vez de dar giros e pulos duplos, o gameplay do cientista consiste em dashs (quando o personagem é jogado pra frente em alta velocidade) e em uma arma que transforma os inimigos em plataformas. Um tiro transforma o inimigo em um bloco sólido; dois tiros, em um bloco de pulo.

Será possível jogar com o vilão da franquia, Dr. Neo Cortex

Será possível jogar com o vilão da franquia, Dr. Neo Cortex

Foto: Reprodução / Activision

Em certo momento, enquanto jogava com Cortex, uma animação nos levou de volta para a primeira fase, Inevetável, e nos colocou de volta ao controle do Crash. A demo não explicou como isso funcionará, mas deu a entender que, dentro de uma mesma fase, acompanhamos diferentes pontos de vista, e as ações de um personagem afetarão os caminhos de outro. Aposto que esses vaivéns introduzirão o gameplay de Dingodile, por exemplo, conforme anunciado em trailers anteriores.

Gameplay de Cortex se concentra em dashes e na sua pistola

Gameplay de Cortex se concentra em dashes e na sua pistola

Foto: Reprodução / Activision

Embora eu tenha passado muita raiva jogando Crash 4, é preciso lembrar que os jogos da franquia nunca tiveram o objetivo de serem fáceis. Portanto, não se deixe enganar pelos visuais fofinhos e cenários coloridos. A versão demo do jogo deixou claro que, após ficar esquecida por anos, a propriedade intelectual Crash Bandicoot está finalmente recebendo o carinho e a atenção que sempre lhe foram merecidos, com uma história inédita, novos mundos a serem explorados e personagens ainda mais cativantes.

Crash Bandicoot 4: It’s About Time será lançado para PlayStation 4 e Xbox One no dia 2 de outubro.

Este jogo foi cedido ao Terra gratuitamente pela Activision. O repórter jogou o título em um PlayStation 4 Slim.

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Fonte: Terra

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