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Operação Raio-X: o que já se sabe sobre as investigações – Brasil

Divulgação / PF

Buscas foram feitas no gabinete do governador do Pará na manhã desta terça-feira (29)

O Ministério Público de São Paulo
e a Polícia Civil estão investigando esquemas
 de desvio de dinheiro público na área da saúde
, em operação batizada de ” Raio-X
“. Até o momento, a Justiça paulista já autorizou 64 mandados de prisão temporária e outros 237 mandados de busca e apreensão
.

Além da secretaria de Saúde, a Câmara Municipal é alvo de mandados de busca e apreensão. Segundo o jornal Bom Dia São Paulo, duas viaturas foram até o local tendo como alvo o chefe de um dos 55 gabinetes do local. Não há relação direta com nenhum dos vereadores da cidade.

A suspeita é de que uma organização social que administra hospitais brasileiros trabalhe com um esquema de desvio que envolva pagamento de propinas a funcionários públicos, em uma investigação que já tem dois anos.

“No transcorrer da investigação, foram identificadas dezenas de envolvidos com o grupo criminoso divididos em diversos núcleos, cada um com sua colaboração na prática das infrações penais”, disse o Ministério Público ao UOL. Segundo as informações do portal, o MP não deu detalhes sobre os envolvidos e valores investigados.

Investigações na Câmara

Na Câmara
, conforme os investigadores, o alvo é um funcionário do gabinete do vereador Eliseu Gabriel (PSB)
. No entanto, o vereador não é investigado. Em entrevista à TV Globo, o parlamentar disse que o funcionário já foi exonerado e que será readmitido, caso seja inocentado ao fim da operação.

Já na secretaria estadual de Saúde, os alvos são uma médica e uma advogada, funcionárias da pasta.

De acordo com a CNN Brasil, os acusados podem responder sobre fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e até formação de quadrilha. A pena para os crimes pode chegar a até 60 anos de prisão.

Operação SOS

Segundo a Promotoria, as
ações da Polícia Federal no Pará

também serão aproveitadas nas investigações de São Paulo. Um dos alvos dessa operação, que foi batizada de “SOS”
no Pará, é o governador do estado, 
Helder Barbalho (MDB)
. Dois secretários e um assessor de Barbalho já foram presos.

Doria pede “pente-fino”

O governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB)
, compartilhou em seu perfil do Twitter que determinou ao secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, um “pente-fino para apurar contratos com organizações sociais”. 

“Não vamos tolerar que o Estado seja vítima de inescrupulosos”, concluiu o governador.

Fonte: Google News

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