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Organizada ameaça Cássio, Jô, Luan e, principalmente, Andrés – Prisma



São Paulo, Brasil


Andrés Sanchez errou.


Acreditou que iria ganhando tempo, até o dia 28 de novembro, quando haverá eleições no Corinthians.


Dyego Coelho, treinador do sub-20, seguiria interinamente até o pleito.



Não precisaria investir em um treinador tarimbado, com vivência. 


Até porque os favoritos à sua sucessão Duílio Monteiro Alves, pela situação, e o ex-presidente Mario Gobbi, pela oposição, pensam completamente diferente. Duílio quer um técnico moderno, com novos conceitos. Como Sylvinho.


Já, Gobbi, acredita em um mais tradicional, vivido. Como Dunga, Felipão ou seu grande amigo, Mano Menezes.


De acordo com o próprio Gobbi, a dívida corintiana beira o R$ 1 bilhão, mesmo com a Hypera Pharma tendo fechado acordo pelo naming rights da Arena.



Há mais de 180 processos na justiça contra o Corinthians.


Daí, Andrés manter um elenco fraco, limitado.


E até atrasar dois, três meses, o salário do time.


Ele se deixou enganar pelo vice no Campeonato Paulista, perdendo o tetra nos pênaltis para o Palmeiras.


Acreditou que o Corinthians faria uma campanha mediana e deixaria a presidência tranquilo.


Só que sua visão do time foi superestimada.


A equipe é fraca.


E apostou em um treinador sem experiência para lidar com tamanha pressão. Tiago Nunes foi contratado para montar uma equipe ofensiva, depois do sonolento segundo período de Fábio Carille.


Não conseguiu, com as peças fracas que foram oferecidas. De nada adiantou pressionar, tratar os jogadores como se estivessem em um quartel, com regras para tudo. E tudo piorou de vez quando se queixou do Corinthians e seu atraso no departamento de futebol.


Foi demitido.


Até tardiamente.


Andrés não queria pagar três técnicos: Carille e Tiago, demitidos, e um novo.


Colocou Coelho.


E o time está a dois pontos da zona do rebaixamento.


O presidente, que foi fundador da organizada Pavilhão Nove, nome dado a uma ala do extinto presídio Carandiru, onde havia muitos corintianos, avaliou mal também a paciência dos torcedores.


E eles foram ao CT do Parque Ecológico hoje à tarde.


Amanhã, acontecerá o clássico na arena corintiana, e se o clube perder para o Santos, há enorme chance de ficar entre os quatro piores do Brasileiro.


E Andrés percebeu, ao saber da revolta dos 300 torcedores representando a Gaviões da Fiel, que ele não tem o domínio que pensa das organizadas.



Ele, melhor do que ninguém, sabe o significado de ter as torcidas organizadas contra o presidente. Viu, em 2007, Alberto Dualib sendo expurgado do clube. Ao lado de seu vice e padrinho no clube, Nesi Curi.


Na revolta dos torcedores, a ira atinge quem tenta defender Andrés e sua filosofia.


Os palavrões foram para os ídolos, campeões mundiais, Cássio e Fagner.


Os coros foram cruéis.


E em tom ameaçadores.


“Ou joga por amor ou joga por terror.”


“Alô, Andrés, vai se f…”


“Arruma essa cag… ou eu vou pegar você.”


“Alô, Andrés, vê se para de contar mentira.”


“Alô, Cássio, preste atenção…”


“A sua história não é maior que o Coringão.”


“Alô, Duílio, preste atenção…”


“Arrume o time e esqueça a eleição.”


“Time sem vontade…”


“Ou joga bola ou sai fora, seus covardes.”


“P… que pariu…”


“Cadê o Fagner, ninguém sabe e ninguém viu.”


“Cássio, seu c…”


“Você jogou bola e não fez mais que a obrigação.”


Jô também foi xingado.


Como Luan.


A surpreendente raiva contra Cássio foi por ele defender a permanência de Coelho como treinador.



A Polícia Militar foi chamada para evitar uma nova invasão.


Como aconteceu em 2013.


O clima do treinamento foi tenso.


Os jogadores viram as faixas, ouviram os coros dos torcedores.


Andrés perdeu o controle das organizadas, sua maior arma no Parque São Jorge.


Mesmo faltando dois meses para acabar o quarto mandato, ele terá de agir.


Seus parceiros de décadas também querem um ‘técnico de verdade’, já que não há dinheiro para contratações.


Andrés está encurralado.


O clássico de amanhã terá enorme peso.


Se o clube cair para a zona do rebaixamento torcedores prometem transformar a vida do presidente em um ‘inferno’.



Com Dualib, as organizadas protestavam em frente à sua casa.


E o ameaçaram.


Assim como a sua família.


Para que saísse do Corinthians.


Dualib renunciou.


E André domina o clube desde então.


São 13 anos de controle.


Mas a história tem a estranha mania de se repetir…


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Fonte: R7

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