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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quarta-feira

(Shutterstock)

O sentimento de maior aversão ao risco começa a pesar sobre os mercados globais e os principais índices europeus passaram a operar em terreno negativo, após iniciarem o dia em alta, em meio à perspectiva de aumento de casos de coronavírus. Novos casos nos EUA podem subir para 100 mil por dia se comportamentos não mudarem, alertou ontem o especialista em doenças infecciosas Anthony Fauci.

A divulgação do relatório de empregos da ADP, também nos EUA, ainda nesta manhã, deve adicionar volatilidade aos mercados.

No cenário político, a principal notícia é a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de reabrir as investigações de uma ação eleitoral que avalia abuso de poder durante a eleição de 2018.

Entre as notícias corporativas, a Via Varejo anunciou o alongamento R$ 4 bilhões de suas dívidas. Já o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) retirou a medida cautelar que impedia acordo entre Cielo e WhatsApp para a criação de um sistema de pagamentos.

1. Bolsas mundiais

O sentimento de maior aversão ao risco começa a pesar sobre os mercados globais e os principais índices europeus passaram a operar em terreno negativo, após iniciarem o dia em alta.

“O mercado tem algum otimismo de que veremos uma recuperação mais em forma de V, então há risco de uma decepção modesta com o efeito econômico das reversões da abertura em grandes estados”, disse, à Bloomberg, Jim McDonald, estrategista-chefe de investimentos da Northern Trust.

O DAX, de Frankfurt, abriu em queda animado com os dados sobre mercado de trabalho e setor industrial, mas agora recua 0,43%.

Nesta manhã, foram divulgados os dados sobre desemprego na Alemanha que mostram que 69 mil pessoas perderam o emprego em junho, pouco acima da metade da previsão de 120 mil vagas. Já o PMI do setor industrial apresentou um desempenho acima do esperado.

Nos Estados Unidos, por sua vez, pesa a preocupação com o avanço dos casos de infecções por Covid-19. Novos casos nos EUA podem subir para 100 mil por dia se comportamentos não mudarem, alertou ontem o especialista em doenças infecciosas Anthony Fauci.

Os futuros do Dow Jones registram queda de 0,37% e os do S&P 500 registram variação negativa de 0,25%.

No mercado de commodities, o petróleo sobe com relatório da American Petroleum Institute, que apontou queda de 8,16 milhões de barris na semana passada nos estoques de petróleo dos EUA, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h35 (horário de Brasília):

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), -0,25%

*Nasdaq Futuro (EUA), -0,15%

*Dow Jones Futuro (EUA), -0,37%

Europa

*Dax (Alemanha), -0,43%

*FTSE 100 (Reino Unido), -0,45%

*CAC 40 (França), -0,61%

*FTSE MIB (Itália), -0,65%

Ásia

*Nikkei 225 (Japão), -0,75% (fechado)

*Hang Seng Index (Hong Kong), +0,52% (fechado)

*Shanghai SE (China), +1,38% (fechado)

*Petróleo WTI, +2,83%, a US$ 40,38 o barril

*Petróleo Brent, +2,67%, a US$ 42,37 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em queda de 2%, cotados a 742.000 iuanes, equivalente hoje a US$ 105,08 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 7,0612 (-0,06%)

*Bitcoin, US$ 9.152, estável

2. Agenda

O IBGE vai divulgar às 9h o índice de preços ao consumidor. Já às 10h será divulgado o PMI Industrial elaborado pela Markit.

Às 15h, serão conhecidos os dados da balança comercial de junho e do primeiro semestre do ano.

Nos Estados Unidos, o relatório de empregos da ADP referente ao mês de junho será divulgado às 9h15 (horário de Brasília). Às 11h sai o PMI industrial e os dados sobre estoques de petróleo bruto.

Às 15h, o Federal Reserve (Fed, o bc americano) divulga a ata da última reunião do comitê de política monetária (Fomc).

Na agenda de lives do InfoMoney, às 17h30, William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue Securities, e Otavio Costa, gestor da Crescat Capital, discutem se ainda há oportunidades nas bolsas americanas após a forte alta dos últimos meses. Já às 19h, Bruno Garcia, sócio da gestora Truxt, fala sobre investimentos de longo prazo em meio à crise. As entrevistas serão transmitidas no Youtube do portal.

3. Eleições de 2018

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, na terça-feira à noite, pela reabertura das investigações que envolvem a invasão de um grupo nas redes sociais que reunia mais de 2,7 milhões contra a candidatura do atual presidente.

Pela decisão da corte (placar de 4 a 3), será possível fazer a coleta de novas provas em ação eleitoral que pode levar o presidente Jair Bolsonaro e o vice Hamilton Mourão à cassação por crimes eleitorais.

Em outra votação, dessa vez no Senado, foi aprovado o projeto de lei sobre as fake news. O governo orientou seus aliados pelo voto contrário. A proposta segue para a Câmara dos Deputados.

4. Auxílio emergencial

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o auxílio emergencial de 600 reais será estendido por dois meses. No entanto, explicou que os pagamentos poderiam ocorrer de forma parcelada.

Dessa forma, os pagamentos poderiam se estender por um prazo maior, mas com valores menores.

Segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, os próximos pagamentos devem ocorrer nos meses de julho e agosto.

5. Panorama corporativo

A Via Varejo, dona das bandeiras Casas Bahia e Ponto Frio, anunciou na terça-feira à noite que conseguiu alongar R$ 4 bilhões de suas dívidas que venceriam em média nos próximos 60 dias. Com a readequação, o prazo médio subiu para 1,3 ano.

Essa renegociação foi dividida em duas partes. Na primeira, a varejista vai utilizar R$ 1,5 bilhão em debêntures com vencimento em junho de 2021 e junho de 2022 para comprar notas promissórias com vencimento em setembro de 2020.

Além disso, a empresa refinanciou R$ 2,5 bilhões de operações de antecipação a fornecedores que venceriam neste trimestre.

A empresa lembra ainda que fez uma capitalização que somou R$ 4,4 bilhões, o que faz com que chegue a R$ 8,4 bilhões as medidas para reforço e preservação do caixa.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) retirou a medida cautelar que impedia acordo entre Cielo e WhatsApp para a criação de um sistema de pagamentos. O órgão de defesa, no entanto, afirmou que vai continuar com a investigação.

A retomada da parceria, no entanto, depende de uma outra medida, dessa vez do Banco Central, que bloqueou o acordo por questões relacionadas às bandeiras Visa e Mastercard.

Já a Maestro Locadora de Veículos informou que avalia a realização de uma eventual oferta pública de distribuição primária de ações.

Fonte: Infomoney

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