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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

(berya113/Getty Images)

As bolsas mundiais operam em alta nesta manhã, enquanto os investidores aguardam definições sobre novos estímulos à economia dos Estados Unidos. O movimento ocorre depois de o índice Dow Jones ter tido ontem o melhor desempenho desde 14 de julho, fechando em alta de 1,9%, após o presidente Donald Trump ter declarado ser favorável a uma ajuda às empresas aéreas e a outras medidas de estímulos.

No Brasil, o mercado acompanha as informações de que a disputa pelo comando da Câmara dos Deputados a partir de 2021 está atrapalhando a instalação da Comissão Mista de Orçamento (CMO). Com isso, existe um receio de que falte base legal para o governo pagar suas despesas a partir de janeiro. De acordo com o Estadão, a comissão ainda ainda precisa votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021 – passo prévio ao exame do próprio Orçamento.

Outro destaque é a declaração feita pelo presidente Bolsonaro sobre a Operação Lava Jato. Ele disse que acabou com a operação porque, segundo ele “não há mais corrupção no governo”. A declaração foi uma resposta às críticas de lavajatistas por ter se aproximado de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que se posicionam contrários à operação tocada pelo ex-juiz Sérgio Moro, de acordo com o Estadão.

No noticiário corporativo, os investidores acompanham a precificação da oferta inicial de ações do Grupo Mateus, que ocorre hoje. Além disso, a Copel informou que vai fazer um plano de demissão incentivada, enquanto a TIM vai distribuir proventos aos acionistas. Além disso, o BNDES pretende vender R$ 2 bilhões em debêntures da Vale até o início do próximo ano.

1. Bolsas mundiais

As bolsas mundiais mostram uma tendência positiva nesta manhã, enquanto os investidores aguardam definições sobre novos estímulos à economia dos Estados Unidos. Ontem, Donald Trump declarou ser favorável a uma ajuda às empresas aéreas e a outras medidas de estímulos.

Já na terça-feira, Trump havia desanimado os investidores ao dizer que as conversas sobre um novo pacote deveria ficar para depois das eleições. Ontem, os membros do Federal Reserve manifestaram preocupações de que a recuperação da economia norte-americana pode não ocorrer se o estímulo fiscal não for aprovado, segundo ata divulgada ao mercado.

Na Europa, as bolsas estão predominantemente no campo positivo. O índice Euro Stoxx avança 0,52%. Ao mesmo tempo, o CAC, de Paris, sobe 0,33% e o FTSE MIB, da Itália, registra alta de 0,56%, enquanto o DAX, da Alemanha, sobe 0,56%. Já o FTSE 100, de Londres, ganha 0,31%.

Em Nova York, os índices futuros estão subindo. Os futuros do S&P 500 estão em alta de 0,36%, enquanto os do Dow Jones sobem 0,29%. Os futuros da Nasdaq avançam 0,67%.

Os investidores estão aguardando os dados de pedidos de seguro desemprego no país, que serão divulgados hoje. Economistas ouvidos pela Bloomberg esperam que os pedidos somem 820 mil, o que representaria uma redução ante os 837 mil da semana anterior.

Além disso, atenção para o debate dos candidatos a vice-presidente nos EUA ontem à noite. A senadora democrata Kamala Harris, candidata a vice-presidente na chapa de Joe Biden, se saiu melhor no debate contra o republicano Mike Pence. O encontro, que foi mais civilizado que o da semana passada entre Trump e Biden, ficou focado bastante nos impactos da pandemia do coronavírus e a democrata conseguiu se aproveitar, com destaque para o momento em que ela disse que o atual governo escondeu da população que sabia da doença já em janeiro.

O ponto fraco de Kamala Harris foi exposto na pergunta se os democratas pretendem ou não aumentar o número de juízes da Suprema Corte. Pence ainda aproveitou para fazer duros ataques contra a China, culpando o país pelos estragos provocados pela Covid-19. Afirmou que Trump interrompeu todos os voos com origem na China, como forma de frear a pandemia, e acusou Biden de ter sido contra a iniciativa. Veja mais clicando aqui. 

Na Ásia, os mercados também mostraram tendência positiva, com exceção do índice Hang Seng, de Hong Kong, que caiu 0,20%. No Japão,o Nikkei subiu 0,96%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,21%. Na China, os mercados estão fechados devido a um feriado local.

*Veja o desempenho dos mercados, às 7h02 (horário de Brasília):

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), +0,36%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,67%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,29%

Europa

*Dax (Alemanha), +0,55%
*FTSE 100 (Reino Unido), +0,34%
*CAC 40 (França), +0,32%
*FTSE MIB (Itália), +0,56%

Ásia

*Nikkei (Japão), +0,96% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), -0,20% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,21%

*Petróleo WTI, +1,23%, a US$ 40,44 o barril
*Petróleo Brent, +1,41%, a US$ 42,58 o barril

*Bitcoin, US$ 10.572,12, -0,39%

2. Agenda

Os investidores acompanham hoje os dados de vendas do varejo de agosto, pelo IBGE, às 9h. A expectativa, segundo consenso Bloomberg, é de alta de 3% na comparação mensal e de 6% na base anual. Às 9h30, haverá reunião do Conselho de Governo, no Palácio do Planalto.

Nos Estados Unidos, são esperados para as 9h30 os números de pedidos de seguro-desemprego. Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) divulga ata da mais recente reunião de política monetária, às 8h30.

3. Contas públicas

O mercado acompanha hoje as informações de que a disputa pelo comando da Câmara dos Deputados a partir de 2021 está atrapalhando a instalação da Comissão Mista de Orçamento (CMO). Com isso, existe um receio de que falte base legal para o governo pagar suas despesas a partir de janeiro. De acordo com o Estadão, a comissão ainda ainda precisa votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021 – passo prévio ao exame do próprio Orçamento.

Além disso, chama atenção a declaração do presidente Jair Bolsonaro de que a palavra final da Economia compete a ele e ao ministro Paulo Guedes. Ontem, ele elogiou outros ministros e deu destaque para Paulo Guedes, da Economia, a quem disse que tem uma “lealdade mútua”. Na tarde de ontem, Guedes acalmou o mercado ao dizer que não existem planos de prorrogar o estado de calamidade para além de dezembro deste ano.

Outro tema de destaque são as relações internacionais do país. Depois de o Parlamento Europeu refutar ontem acordo entre União Europeia e Mercosul por preocupações com a política ambiental do Brasil, o governo brasileiro disse que a manifestação tem “cunho político”, sem efeitos reais sobre o processo legal de apreciação do tratado, segundo o Estadão.

Em nota divulgada pelo Ministério da Economia, o governo disse “acompanhar com atenção” a manifestação dos membros do Parlamento Europeu durante a aprovação do relatório de 2018 sobre a implementação da política comercial comum entre os dois blocos. O acordo entre União Europeia e Mercosul foi fechado em junho de 2019 após vinte anos de negociações marcadas por idas e vindas.

4. Corrupção

No Brasil, outro destaque é a declaração feita pelo presidente Bolsonaro sobre a Operação Lava Jato. Ele disse que acabou com a operação porque, segundo ele “não há mais corrupção no governo”. A declaração foi uma resposta às críticas de lavajatistas por ter se aproximado de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que se posicionam contrários à operação tocada pelo ex-juiz Sérgio Moro, de acordo com o Estadão.

Ainda sobre a Lava Jato, o Supremo Tribunal Federal decidiu ontem que as ações criminais em curso na corte voltarão a ser julgadas pelo plenário do tribunal. Assim, a análise dos processos da Lava Jato sairão da Segunda Turma, que tem imposto sucessivas derrotas à operação, de acordo com a Folha. O ministro Luiz Fux é um defensor da operação e esta foi a primeira vitória dele na presidência do Supremo contra a ala da corte que critica os métodos da Lava Jato.

Além disso, a Folha informou que o presidente Bolsonaro fez uma doação irregular em dinheiro vivo para a campanha deste ano de reeleição de seu filho Carlos Bolsonaro à Câmara Municipal do Rio de Janeiro. De acordo com dados concedidos pelo candidato ao Tribunal Superior Eleitoral, o presidente fez um depósito de R$ 10 mil em espécie na conta da campanha do vereador. A prática, da forma como descrita, contraria resolução do ano passado do TSE sobre regras para as doações eleitorais.

O jornal destacou ainda que o Tribunal de Contas da União abriu uma apuração para averiguar a contratação de um escritório de advocacia ligado ao juiz federal Kassio Nunes para prestar serviços à antiga Companhia Energética do Piauí, hoje Equatorial Piauí. Auditores da corte apontaram irregularidades por falta de licitação. Nunes é indicado do presidente Jair Bolsonaro à vaga de Celso de Mello no Supremo Tribunal Federal.

Ainda sobre Kassio Nunes, foi noticiado pelo Estadão que a dissertação de mestrado feita apresentada por ele em 2015 à Universidade Autônoma de Lisboa, em Portugal, traz trechos idênticos a publicações feitas por outro autor, o advogado Saul Tourinho Leal.

5. Radar corporativo

No noticiário corporativo, os investidores acompanham a precificação da oferta inicial de ações do Grupo Mateus, que ocorre hoje. Além disso, a Copel informou que vai fazer um plano de demissão incentivada que pode chegar a 930 funcionários, gerando economia anual de R$ 168,7 milhões a partir de 2021.

Já a TIM vai distribuir R$ 500 milhões em juros sobre capital próprio, enquanto a PetroRio divulgou dados de produção de setembro. A produção diária total ficou em 32.938 barris de óleo equivalente por dia (boed), maior volume mensal registrado em 2020. Além disso, chama atenção a informação de que o BNDES pretende vender R$ 2 bilhões em debêntures da Vale até o início do próximo ano.

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Fonte: Infomoney

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