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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa superou os 120 mil pontos pela primeira vez desde fevereiro na sessão da véspera, a despeito do cenário fiscal que segue conturbado no país em meio ao impasse sobre o Orçamento de 2021, tema que segue em pauta nesta quinta-feira (15).

Ainda no radar, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) retomará o julgamento sobre a anulação das condenações impostas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no âmbito da Operação Lava Jato nesta quinta. Na véspera, a Corte decidiu que cabe ao próprio colegiado decidir sobre os recursos apresentados à liminar do ministro Edson Fachin. No noticiário econômico, será divulgado o dado de serviços no Brasil.

Já no exterior, os índices futuros americanos têm alta com os investidores acompanhando a temporada de resultados. Nesta quinta, foi a vez do Bank of America divulgar seu balanço do primeiro trimestre, com lucro que superou a estimativa, de US$ 0,86 por ação contra US$ 0,66 por ação esperados por analistas ouvidos pela Refinitiv.

A agenda é movimentada nos EUA, com a divulgação de dados de auxílio-desemprego, vendas no varejo e produção industrial no país, além de falas de integrantes do Federal Reserve. Confira no que ficar de olho:

1.Bolsas mundiais

Os índices futuros americanos e as bolsas europeias têm altas nesta quinta-feira, com os investidores aguardando a divulgação de resultados de indicadores econômicos importantes nos Estados Unidos e de grandes empresas na Europa, além de ficarem de olho na temporada de resultados.

O Bank of America divulgou seu balanço do primeiro trimestre, com lucro que superou a estimativa, de US$ 0,86 por ação contra US$ 0,66 por ação esperados por analistas ouvidos pela Refinitiv, principalmente por conta da diminuição das provisões contra perdas. A receita foi de US$ 22,9 bilhões, ante US$ 22,1 bilhões esperados. Os índices europeus têm desempenhos variados entre si.

Na sessão regular de quarta-feira (14), o índice S&P 500 recuou de seu patamar recorde, sofrendo pressão do setor de tecnologia e mesmo após vários bancos reportar ganhos.

Também na quarta, um painel dos CDC (Centros para Prevenção e Controle de Doenças, na sigla em inglês) decidiu adiar uma decisão a respeito da vacina da Johnson e Johnson’s, após seis mulheres desenvolverem um transtorno raro ligado a coágulos sanguíneos.

Na terça, a instituição havia pedido que estados pausassem temporariamente o uso da vacina da Johnson & Johnson’s, por uma “abundância de cuidado”.

Na segunda-feira, a OMS (Organização Mundial de Saúde) alertou que a proliferação do coronavírus está crescendo exponencialmente, o que faz com que governos do mundo todo busquem acelerar a vacinação de suas populações.

Nesta quinta, contratos futuros ligados aos principais índices americanos têm altas. Pela manhã, o rendimento dos títulos do Tesouro americano com vencimento em dez anos marca em torno de 1,6183%, recuando levemente.

Investidores aguardam a divulgação de dados sobre pedidos de seguro desemprego e vendas no varejo nos Estados Unidos. Essas informações devem trazer novas pistas sobre a trajetória da recuperação econômica no país.

Investidores também aguardam a divulgação de resultados de empresas importantes, como Bank of America, Citi e PepsiCo.

As bolsas asiáticas tiveram desempenhos variados. As bolsas chinesas caíram, enquanto as bolsas de Japão e Coreia do Sul tiveram leves altas.

O mercado acionário da China fechou em baixa nesta quinta-feira uma vez que aumentaram as preocupações com um aperto da política monetária um dia antes da divulgação dos dados sobre o PIB do país no primeiro trimestre. Analistas e operadores disseram que o aperto da política monetária da China havia começado e mais dados econômicos positivos vão reforçar o viés de aperto. A economia da China provavelmente cresceu a um ritmo recorde de 19% no primeiro trimestre, recuperando-se das perdas devido à pandemia no começo do ano passado, mostrou pesquisa da Reuters.

O índice Eurostoxx, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, tem alta de 0,33% pela manhã. O setor de recursos básicos lidera os ganhos, com alta de 1%, enquanto ações de bancos e de seguradoras caem 0,4%.

Os investidores europeus assimilam a divulgação de dados corporativos e de inflação em várias economias importantes. A L’Oreal deve divulgar seus resultados relativos ao primeiro trimestre de 2021 após o fechamento das bolsas.

Mais cedo, a empresa de entregas de alimentos por bicicleta Deliveroo anunciou que os pedidos mais do que dobraram no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior. É a primeira divulgação de resultados da empresa britânica desde a oferta pública inicial de ações, que fracassou.

A AB Inbev teve alta de 4,2% liderando o índice Eurostoxx após o banco Barclays elevar a avaliação dos papéis para overweight (exposição acima da média do mercado) e elevar o seu preço-alvo.

Veja o desempenho dos principais indicadores às 7h50 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA), +0,46%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,59%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,45%
Europa
*Dax (Alemanha), +0,26%
*FTSE 100 (Reino Unido), +0,41%
*CAC 40 (França), +0,23%
*FTSE MIB (Itália), +0,09%
Ásia
*Nikkei (Japão), +0,07% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), -0,37% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,38% (fechado)
*Shanghai SE (China), -0,52% (fechado)
Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, -0,48%, a US$ 62,85 o barril
*Petróleo Brent, -0,35%, a US$ 66,35 o barril
*Bitcoin, -2,01%, a US$ 62.459,85
Sobre o minério: **Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian com alta de 3,56%, cotados a 1048,5 iuanes, equivalente hoje a US$ 160,72 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,52

Às 3h foi divulgado o índice de inflação IPC da Alemanha, relativo a março, que marcou 0,5% na comparação mensal, em linha com a projeção de 0,5%, e abaixo do patamar anterior, de 0,7%. Na comparação anual, a inflação foi de 1,7%, em linha com a projeção de 1,7% e acima do patamar anterior, de 1,3%.

Às 8h será divulgado o índice de inflação IGP-10, relativo ao Brasil em abril. A expectativa de analistas ouvidos pela Refinitiv é de alta de 1,36%. Às 9h é divulgada a inflação no setor de serviços no Brasil, relativa a fevereiro. A expectativa de analistas ouvidos pela Refinitiv é de alta de 1,5% na base mensal e de queda de 3,5% frente fevereiro de 2020. Também devem ser divulgados dados sobre arrecadação de impostos e consumo de energia no país.

Às 9h30 são divulgados dados semanais sobre auxílio-desemprego nos Estados Unidos. A expectativa de analistas ouvidos pela Refinitiv é de 700 mil pedidos.

Também às 9h30, são divulgados dados sobre vendas no varejo em março nos Estados Unidos. A expectativa é de alta de 5,9%. Às 10h15, são divulgados dados sobre produção industrial em março nos Estados Unidos, com expectativa de alta de 2,8%. Às 10h30 são divulgados dados semanais sobre exportação de grãos pelos Estados Unidos. Às 11h, são divulgados dados sobre estoques empresariais nos Estados Unidos, com expectativa de alta de 0,5%. Às 12h30, Raphael Bostic, membro do Fomc (Comitê Federa do Mercado Aberto) do Fed, realiza um discurso. Às 17h, Loretta Mester, membro do Fomc, também discursa.

Às 23h são divulgados dados sobre o PIB do primeiro trimestre, vendas no varejo em março e taxa de desemprego na China.

3. Coronavírus no Brasil

Na quarta, a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 3.012, queda de 3%. Em apenas 24 h foram registradas 3.462 mortes pela doença.

As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias estaduais de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h de quarta, o avanço da pandemia em 24 h.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 68.648, queda de 7% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 75.998 casos. 24.956.272 pessoas receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 11,79% da população. A segunda dose foi aplicada em 8.121.842 pessoas, ou 3,84% da população. Analistas vêm apontando a velocidade da imunização como um dos fatores a influenciarem a retomada da economia.

Segundo boletim publicado na quarta pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), 16 Estados e o Distrito Federal possuem taxas de ocupação superiores a 90%, com destaque para Mato Grosso do Sul, onde os leitos para Covid-19 atingiram ocupação total (100%) no período analisado.

Seis unidades da Federação (Pará, Amapá, Alagoas, Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul) permaneceram com índices entre 80% e 89%. A classificação da Fiocruz aponta “alerta crítico” quando as taxas superam o limiar de 80%.

Há ainda três Estados (Amazonas, Maranhão e Paraíba) em zona de alerta médio, com ocupações inferiores a 80%, mas superiores a 70%, e apenas um na zona de risco baixa: Roraima, que possui ocupação de 44%.

“As taxas de ocupação de leitos de UTI permanecem muito críticas, mas parece se consolidar lentamente a tendência de melhoria do quadro na Região Norte e em alguns Estados como Maranhão, Paraíba, Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul”, disseram os pesquisadores da Fiocruz.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que deixará para a própria CPI da Covid a tarefa de decidir o ritmo de trabalho e o formato a ser adotado, se presencial, semipresencial ou remoto. Não há sinal, por parte da oposição e de críticos do governo, de questionamentos sobre a ampliação do escopo de investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito, o que poderia provocar uma nova judicialização do tema.

O governo de Jair Bolsonaro vem pressionando para que a CPI da Covid não foque apenas sobre sua gestão, mas também sobre estados e municípios, reduzindo o foco sobre sua atuação durante a pandemia. Duas fontes do Senado consultadas pela agência internacional de notícias Reuters confirmaram a intenção de Pacheco de deixar para a própria CPI as definições envolvendo seu funcionamento.

Além disso, o Ministério Público Federal em Roraima afirmou na quarta que investigar as denúncias de que estaria havendo troca de ouro por vacinas na Terra Indígena Ianomâmi, de acordo com denúncia feita por lideranças da região.
A investigação será incluída, de acordo com o MPF, em outra investigação sobre o desvio de doses de vacinas destinadas a indígenas no estado que já está em curso.

A denúncia foi feita ao Ministério Público e ao Ministério da Saúde pela Associação Hutukara, que representa os Ianomâmi, com apoio da ONG Instituto Socioambiental. Em ofício enviado aos dois órgãos, Dário Kopenawa Ianomâmi, vice-presidente da associação, aponta casos de desvios de vacinas e materiais em dois dos distritos sanitários indígenas ianomâmi, em troca de vacinas. Em um deles, aponta o nome da funcionária responsável, que também é apontada como responsável por desvio de combustível para os garimpeiros em troca de ouro.

Na quarta, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) entregou 2,2 milhões de doses da vacina desenvolvida pela parceria entre Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca e envasadas pela instituição ao Ministério da Saúde. A fundação informou que pretende entregar mais 2,8 milhões na sexta. Com as entregas desta semana, a Fiocruz chegará ao patamar de quase 15 milhões de doses. Entre janeiro e março haviam sido entregues apenas 6,8 milhões, devido a atrasos na produção.

4. CPI da Covid, julgamento no STF e Orçamento

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), deixará para a própria CPI da Covid a tarefa de decidir o ritmo de trabalho e o formato a ser adotado, se presencial, semipresencial ou remoto.

Também não há sinal, por parte da oposição e de críticos do governo, de questionamentos sobre a ampliação do escopo de investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o que poderia provocar uma nova judicialização do tema.

Ainda no radar, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou na quarta que o plenário da corte é competente para julgar recursos sobre a anulação de condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ações da operação Lava Jato que tramitaram originalmente na Vara Federal de Curitiba.

A maioria dos ministros decidiu que o plenário tem poderes para manter ou derrubar, total ou parcialmente, decisão tomada pela Segunda Turma do Supremo que anulou processos do petistas por terem tramitado na Justiça de Curitiba –a determinação foi de mandar esses casos para a Justiça Federal do Distrito Federal.

O julgamento propriamente dito dos recursos, que poderá ter impacto direto na sucessão ao Palácio do Planalto, ficou para quinta-feira.

Aprovado pelo Congresso, o Orçamento de 2021 continua no foco do governo. Ele vem sendo chamado de “fictício” por ter cortado gastos obrigatórios ao mesmo tempo em que elevou os gastos com defesa e com emendas parlamentares, destinadas a gastos de parlamentares em obras em seus redutor eleitorais. Da forma como está, o Orçamento levaria à paralisação da máquina pública, gerando um impasse para o governo.

Uma das alternativas discutidas é que o presidente Jair Bolsonaro vete a proposta. Mas, de acordo com reportagem de capa do jornal O Estado de S. Paulo, Bolsonaro foi alertado na terça pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de que o governo corre o risco de perder sua base de apoio caso vete o projeto. Isso faria com que não consiga mais aprovar nenhuma matéria no Congresso.

O ministro da Economia Paulo Guedes defende o veto, e afirmou que Bolsonaro pode cometer crime de responsabilidade caso mantenha o Orçamento fictício. Em sua defesa, Guedes voltou a colocar seu cargo à disposição, mas não foi levado a sério, diz o Estadão. Lira defende, no entanto, que o governo sancione o projeto e, em seguida, corrija os “excessos” de emendas parlamentares incluídas pelo senador, Márcio Bittar (MDB-AC), garantindo o pagamento de despesas obrigatórias.
Segundo o jornal Valor, conforme o prazo final para que Bolsonaro sancione o Orçamento de 2021 se aproxima, volta a ganhar força a possibilidade de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vete parcialmente a lei e envie um projeto de lei para recompor as despesas obrigatórias cortadas.

Segundo o Valor, os programas emergenciais para o enfrentamento da Covid, como o BEm (Programa de Preservação de Renda e Emprego) e Pronampe (de Apoio as Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) devem ser financiados por meio de créditos extraordinários. Está em estudo a alteração da meta de resultado fiscal para 2021 de forma a comportar os novos gastos que ficarão de fora do limite do teto. A ideia de editar uma proposta de emenda à Constituição para viabilizar os programas emergenciais perdeu força.

5. Radar corporativo

Acionistas da Petrobras aprovaram em assembleia nesta quarta-feira proposta de dividendos de R$ 10,27 bilhões, referente ao exercício de 2020, informou a petroleira estatal em fato relevante ao mercado. O montante corresponde ao valor de R$ 0,787446 por ação ordinária e preferencial em circulação.

As ações da Petrobras são negociadas ex-direitos na B3 e NYSE a partir deste dia 15 de abril de 2021. O valor será atualizado pela variação da taxa Selic de 31 de dezembro até a data do pagamento, em 29 de abril. A assembleia foi realizada após a Petrobras conseguir que uma decisão da Justiça sobre a migração da gestão operacional do plano de saúde da companhia fosse reconsiderada, evitando qualquer risco para a realização da reunião de acionistas.

A Cia. Hering informou na véspera que o seu conselho de administração decidiu, por unanimidade, rejeitar a proposta de potencial combinação de negócios com a Arezzo. A fabricante e varejista de calçados havia enviado uma carta à fabricante e varejista têxtil no último dia 7, com a proposta. Para tomar a decisão nesta quarta, de rejeitar o negócio, o conselho da Cia. Hering teve a assessoria do banco BR Partners e do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados.

A JBS, por sua vez, informou na quarta-feira que investirá R$ 1,7 bilhão até 2023 na expansão e melhorias de sete unidades de aves, suínos e alimentos preparados no Rio Grande do Sul, para atender mercados interno e externo.

A Notre Dame Intermédica comunicou a conclusão do acordo de compra do Grupo Medisanitas Brasil, após ter recebido as aprovações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Notre Dame havia anunciado em agosto passado acordo para a compra do Grupo Medisanitas Brasil, com o valor da transação fixado em R$ 1 bilhão.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Fonte: Infomoney

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