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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

(scyther5/Getty Images)

Os mercados europeus começam a quinta-feira com viés de baixa, após o Eurostat divulgar que o PIB da União Europeia teve retração de 3,8% no primeiro trimestre deste ano. O indicador levou para o terreno negativo, embora não muito, as bolsas de valores da Europa, que haviam aberto em alta.

Os futuros de Nova York estavam em leve alta; hoje os resultados das gigantes de tecnologia sustentam o Nasdaq futuro. As atenções agora estão na divulgação dos pedidos de seguro-desemprego da semana passada nos Estados Unidos, às 9h30, e na reunião Banco Central Europeu (BCE), às 8h45.

No Brasil, destaque para os resultados corporativos, na última sessão da semana por conta do feriado na próxima sexta-feira do dia do Trabalho. O Bradesco reportou na manhã de hoje lucro líquido de R$ 3,75 bilhões no 1º trimestre de 2020, uma baixa de 39,8% em comparação a igual período do ano passado (veja mais clicando aqui). Cesp e Multiplan divulgaram balanços na noite de ontem. A Cesp saiu do prejuízo para lucro líquido de R$ 53 milhões no 1º trimestre deste ano.

1. Bolsas mundiais

As bolsas de valores da Europa abriram em alta na manhã de hoje mas rapidamente viraram para o terreno negativo, com os investidores avaliando os resultados corporativos, sinais de progresso no tratamento do coronavírus e nova leva de indicadores econômicos. O Stoxx 600 europeu reverteu alta após Société Générale divulgar prejuízo inesperado e Shell cortar seu dividendo pela 1ª vez desde a Segunda Guerra Mundial.

Já o Eurostat informou que a economia da União Europeia teve uma retração de -3,8% no 1º trimestre de 2020, o pior resultado desde 1995. A queda no PIB do bloco europeu ocorreu por causa do avanço da epidemia do coronavírus, que levou à paralisação dos serviços, fechamento do comércio e medidas de quarentena na Itália, Espanha, França, Bélgica e Alemanha.

O Eurostat também informou que a taxa de desemprego subiu para 7,4% da força de trabalho em março. As bolsas da Ásia fecharam em alta, com Tóquio avançando 2,14% no Nikkei 225 e Xangai 1,33%. Na Coreia do Sul e Hong Kong é feriado. Os futuros de Nova York estão em leve alta nesta manhã.

Já os resultados das gigantes de tecnologia sustentam o Nasdaq futuro, com bons resultados da Microsoft, Facebook e Tesla; a agenda americana tem como destaque os pedidos de seguro-desemprego, que pode ter alta menor de pedidos, e dados de renda e gastos pessoais, que têm estimativas de forte queda.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h36 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,12%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,47%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,31%

Europa
*Dax (Alemanha), -0,09%
*FTSE (Reino Unido), -0,71%
*CAC 40 (França), -0,03%
*FTSE MIB (Itália), -0,36%

Ásia
*Nikkei (Japão), +2,14% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -Feriado/Sem pregão
*Hang Seng (Hong Kong), -Feriado/Sem pregão
*Xangai (China), +1,33% (fechado)

*Petróleo WTI, +15,01%, a US$ 17,32 o barril
*Petróleo Brent, +8,73%, a US$ 24,51 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de +2,52%, cotados a 610.000 iuanes, equivalentes a US$ 86,49 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0522 (+0,35%)

*Bitcoin, US$ 8.885,29 +1,41%

2. Indicadores

Após a divulgação do PIB da União Europeia na manhã de hoje (-3,8% no 1º trimestre/2020), os mercados voltam as atenções para dois fatos: a divulgação dos pedidos do seguro-desemprego nos Estados Unidos (às 9h30) e a reunião do Banco Central Europeu (BCE) em Frankfurt.

Sem espaço para reduzir os juros, que estão em zero, o BCE pode anunciar medidas como a compra de títulos dos governos em dificuldades na Zona do Euro – a Itália teve seu rating rebaixado nesta semana pela Fitch, ficando um grau apenas acima do especulativo (junk).

No Brasil, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga na manhã desta quinta-feira o Índice de confiança Empresarial em abril. Já o IBGE deve publicar na manhã de hoje o Índice de Preços ao Produtor (IPP) e a PNAD Contínua de março deste ano.

Paulo Guedes, ministro da Economia, e Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, participam da reunião do CMN, por videoconferência, às 15h.

3. Política 

O presidente Jair Bolsonaro desautorizou na noite de ontem a Advocacia Geral da União (AGU), a qual declarou mais cedo que não entraria com recurso após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ter suspenso a nomeação de Alexandre Ramagem para a diretoria-geral da Polícia Federal. Bolsonaro, após dar posse de ministro da Justiça ao advogado André Mendonça – amigo dos filhos do presidente – afirmou que “quem manda sou eu, e eu quero o Ramagem lá”.

Segundo o mandatário, é dever da AGU recorrer da decisão do STF. Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes declarou em sua decisão a “inobservância aos princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade e do interesse público” ao barrar a posse de Ramagem, informam os jornais O Globo e Folha de S. Paulo.

Ainda no radar político, um ponto positivo para mercado é possível reaproximação de Maia e Guedes, noticiada pelo jornal O Estado de S. Paulo. De acordo com a coluna do Estadão, o  ministro e o presidente da Câmara voltaram a se falar recentemente, mas de maneira fria e por mensagem. Aliados de ambos buscam marcar um encontro, argumentando que o desentendimento entre Guedes e Maia complica o caminho de pautas vitais ao País, em especial, as econômicas, como o projeto de ajuda aos Estados.

4. Pandemia

O Brasil poderá ter 10 mil mortos pela Covid-19 até o domingo, segundo um estudo do Imperial College de Londres. O relatório, publicado hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo, informa que o país tem atualmente a pior situação da pandemia no mundo, com cada pessoa infectada transmitindo o vírus para três. Na noite de ontem, o Brasil tinha 78.162 pessoas infectadas pelo coronavírus, com 5.466 mortes. São Paulo tinha mais de 2.070 mortes.

5. Noticiário corporativo

O Bradesco registrou um lucro líquido recorrente de R$ 3,753 bilhões no primeiro trimestre de 2020, uma baixa de 39,8% na comparação com igual período do ano passado, em meio à provisão de R$ 2,7 bilhões para absorver perdas com o aumento da inadimplência esperado com a crise do coronavírus. O lucro contábil foi de R$ 3,382 bilhões, recuo de 41,9%.

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) divulgou balanço e informou que obteve lucro líquido de R$ 53,8 milhões no 1º trimestre de 2020, revertendo prejuízo de R$ 158,2 milhões de igual período de 2019. A Cesp afirma que voltou ao lucro após tomar várias medidas de gestão, reduzindo em 63% o custo da energia comprada.

A Multiplan, uma das maiores administradoras de shopping centers do Brasil, também divulgou resultados trimestrais. A empresa reportou lucro líquido de R$ 177,7 milhões no período, expansão de 93% sobre igual trimestre de 2019. Embora os resultados tenham sido impactados pela epidemia do coronavírus, a Multiplan detalhou que eles só ocorreram a partir de 18 de março, com o fechamento de todos os centros comerciais. Os lojistas tiveram queda superior a 11% nas vendas no 1º trimestre.

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Fonte: Infomoney

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