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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta sexta-feira

O presidente Jair Bolsonaro (Andressa Anholete/Getty Images)

A sexta-feira deve ser marcada pela forte volatilidade. No exterior, as Bolsas operam em queda com a preocupação de uma segunda nova onda de contágio pelo coronavírus e, no Brasil, prevale a preocupação com o ajuste fiscal.

Na quinta-feira à noite, o presidente Jair Bolsonaro admitiu discussões para furar o teto do gastos e ainda cobrou “patriotismo” do mercado financeiro, que costuma reagir mal às medidas de menor rigor fiscal.

E no âmbito da reforma tributária, as discussões para a criação de um imposto aos moldes da antiga CPMF indicam que o novo tributo pode incidir inclusive entre as transferências feitas em contas correntes da mesma titularidade.

E na temporada de balanço, câmbio faz Suzano registrar prejuízo. Lucro da JBS e da B3 sobem.

1.Bolsas mundiais

A preocupação com uma segunda onda de contágio pelo novo coronavírus faz as Bolsas caíram na Europa e os futuros de Nova York operarem em terreno negativo.

Essa preocupação veio após o aumento de casos na Alemanha e França e à imposição de quarententa para viajantes da Holanda e França que queiram entrar no Reino Unido.

O DAX, de Frankfurt, registra desvalorização de 1,27%, e o CAC, de Paris, recua 2%.

Os investidores também repercutem os dados econômicos na região. O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do Euro registrou queda de 15% no segundo trimestre ante igual período de 2019. Na comparação com o trimestre anterior, o tombo foi de 12,1%.

E nos Estados Unidos, os investidores continuam aguardando novas medidas de estímulo por parte do governo, mas republicanos e democratas já sinalizaram que o acordo pode não estar próximo.

Os futuros do Dow Jones caem 0,49% e os do S&P 500 têm queda de 0,33%.

Na Ásia, os investidores repercutiram os dados da produção industrial na China, que mostrou uma alta de 4,8% em julho na comparação com igual mês do ano passado.

Na Ásia, o Shangai SE avançou 1,19%, mas o Hang Seng Index, de Hong Kong, registrou leve queda de 0,19%. Em Tóquio, o Nikkei 225 subiu 0,17%.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h48

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), -0,33%

*Nasdaq Futuro (EUA), -0,13%

*Dow Jones Futuro (EUA), -0,49%

Europa

*Dax (Alemanha), -1,27%

*FTSE 100 (Reino Unido), -2,10%

*CAC 40 (França), -2%

*FTSE MIB (Itália), -1,67%

Ásia

*Nikkei 225 (Japão), +0,17% (fechado)

*Hang Seng Index (Hong Kong), -0,19% (fechado)

*Shanghai SE (China), +1,19% (fechado)

Commodities e bitcoin

*Petróleo WTI, -0,57%, a US$ 42 o barril

*Petróleo Brent, -0,51%, a US$ 44,73 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 1,82%, cotados a 839.000 iuanes, equivalente hoje a US$ 120,67 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,9530 (+0,12%)

*Bitcoin, US$ 11.748, +2,52%

 

2. Agenda

O destaque na agenda doméstica fica para o IBC-Br, índice considerado referência mensal para o PIB, que deve ter registrado alta de 5,03% em junho na comparação mensal, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, depois de marcar uma alta de 1,31% na medição anterior. Na comparação anual, indicador deve ter registrado queda de 7%, após queda de 14,24% na medição anterior. O índice será divulgado pelo Banco Central às 9h.

Nos Estados Unidos, os números das vendas no varejo do mês de julho sairão às 9h30 (horário de Brasíila), mesmo horário em que serão divulgados os dados da produtividade no setor não agrícola.

Às 10h15, é a vez da produção industrial do mês de julho se tornar pública. Às 11h, sai o índice de confiança da Universidade de Michigan.

Na agenda do InfoMoney, a série Por dentro dos resultados – que traz lives com os CEOs e principais executivos de companhias da Bolsa, em que eles comentam os números do ano, detalham as estratégias dos próximos meses e respondem as perguntas de quem estiver assistindo – recebe quatro empresas nesta sexta-feira. Para participar, basta se cadastrar, gratuitamente, na série.

Às 10h, Wilson Ferreira Júnior, CEO da Eletrobras participa da live; às 13h, é a vez de Roberto Fulcherberguer, CEO, e Orivaldo Padilha, CFO da Via Varejo. Às 16h, a Unidas falará dos resultados, com a participação de Luis Porto, CEO, Marco Tulio, CFO, Carlos Sarquis, head da divisão de aluguel de carros, e Rodrigo Faria, gerente de relações com investidores. Marcelo Bacci, diretor executivo de finanças e relações com investidores, fala sobre os números da companhia às 17h30.

3. Teto de gastos e aprovação de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro admitiu, em transmissão ao vivo em redes sociais, que há discussões no governo sobre furar o teto de gastos públicos, que é a regra que impedem que as despesas cresçam acima da inflação. Cobrou ainda “patriotismo” de agentes do mercado financeiro que reagem de forma negativa a esse tema.

A confirmação das discussões sobre furar o teto da meta ocorreram um dia após o presidente pregar a responsabilidade fiscal ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, e dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Na transmissão, o presidente lembrou que a PEC da Guerra permitiu um gasto extraordinário de R$ 700 bilhões e que foi questionado por membros do governo a furar o teto em mais R$ 20 bilhões e assim ter recursos para completar obras.

O flerte de Bolsonaro com o menor rigor fiscal ocorre no momento emq ue ele está melhor avaliado. Segundo pesquisa Datafolha, 37% dos brasileiros consideram seu governo ótimo ou bom, ante 32% que o achavam na pesquisa anterior, feita em 23 e 24 de junho.Já a rejeição caiu dez pontos percentuais, para 34%.

Vale destacar que Paulo Guedes indicou o secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura da sua pasta, Diogo Mac Cord, para assumir a Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, deixada na última terça pelo empresário Salim Mattar. A informação é do próprio Ministério, em nota à imprensa.

Já o indicado para substituir Paulo Uebel na Secretaria Especial de Desburocratização Gestão e Governo Digital é Caio Andrade, atual presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

4. Nova CPMF

O novo tributo sobre transações financeiras que será proposto pelo governo está sendo desenhado para incidir sobre saques em dinheiro e pode ter um espectro de cobrança mais amplo do que a extinta CPMF, segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”.

Embora o foco seja alcançar operações digitais, a reportagem mostra que os saques também serão taxados.

O debate inclui a possibilidade de cobrar transações interbancárias, investimentos e até operações entre contas de mesma titularidade, algo que era isento enquanto vigorou a CPMF.

A análise feita no momento prevê incidência sobre o que vem sendo chamado de transações externas, como saques, compras em lojas e na internet, pagamentos de boletos ou contas e operações digitais.

5. Radar corporativo

A JBS registrou lucro líquido de R$ 3,38 bilhões no segundo trimestre de 2020, alta de 54,8% na comparação com igual período de 2019. A receita líquida, por sua vez, subiu 32,9% na mesma base de comparação, passando para R$ 67,58 bilhões.

O Ebitda ajustado mais do que dobrou, chegando a R$ 10,49 bilhões.

Já a operadora da bolsa brasileira B3 registrou lucro líquido de R$ 891,8 milhões no segundo trimestre, uma alta de 36,2% em relação ao segundo trimestred de 2019.

Entre abril e junho, o Ebitda da companhia avançou 42%, passando para R$ 1,42 bilhão, com a margem Ebitda também avançando de 70,3% para 74,4%.

A receita líquida da B3 fechou o período em R$ 1,91 bilhão, uma alta de 34,3%.

E a Suzano registrou um prejuízo líquido de R$ 2,05 bilhões no segundo trimestre de 2020, revertendo um lucro de R$ 700 milhões em igual período de 2019.

Esse resultado decorre do efeito da variação cambial sobre a dívida da empresa.

A receita líquida, por sua vez, subiu 20%, para R$ 8 bilhões. O Ebitda ajustado teve alta de 35%, indo de R$ 3,1 bilhões para R$ 4,18 bilhões.

A construtora Cyrela registrou lucro líquido de R$ 68 milhões no segundo trimestre de 2020, uma queda de 40,4% em relação a igual período de 2019.

A receita líquida da construtora no segundo trimestre foi de R$ 839 milhões, queda de 10,4% na comparação anual.

Já a CCR, que sofreu com a queda do tráfego em rodovias e aeroportos, registrou prejuízo comparável de R$ 164,7 milhões entre abril a junho, contra lucro de R$ 329,5 milhões um ano antes.

O tráfego consolidado no trimestre das rodovias sob concessão da CCR, incluindo o Sistema Anhanguera/Bandeirantes e a Via Dutra, caiu 22,1% na comparação anual, enquanto na mobilidade urbana o declínio foi de 73,6%, atingindo 95% em aeroportos.

Já o Ebitda ajustado pela mesma base encerrou o período em R$ 819,4 milhões, queda de 39,7% ano a ano.

A empresa de varejo de moda Cia. Hering teve uma forte alta de 212% em seu lucro líquido no segundo trimestre, que chegou a R$ 126,85 milhões. A empresa se beneficiou de ganhos financeiros no período.

Já a receita líquida da empresa, no entanto, caiu 67%, para R$ 118,8 milhões, com um recuo de 69,4% nas vendas mesmas lojas. Enquanto isso, o Ebitda fechou o período em R$ 73,36 milhões, crescimento de 59% em um ano.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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Fonte: Infomoney

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