Os 50 anos de Sakuraba e suas 20 lutas com brasileiros

Para entender a importância de Sakuraba é necessário contextualizar sua chegada ao esporte no início da era Pride em 1997.

Após as impressionantes vitórias de Royce, Renzo Gracie e, principalmente, Rickson em torneios de Vale-Tudo nos EUA (Royce venceu 11 lutadores em três torneios do UFC e Renzo venceu três para se sagrar campeão do World Combat Championship) e no Japão (Rickson finalizou seis oponentes, quatro deles japoneses, se sagrando campeão de duas edições do torneio de Vale-Tudo Japan Open), os fãs japoneses ao assistirem a consagração do “Gracie Jiu-Jitsu” sentiam como se algo tivesse sido roubado deles e usado para vencê-los. E foi no intuito de “lavar a honra” do povo japonês que o Sakakibara decidiu criar um evento chamado Pride (orgulho, em inglês) em 1997, convidando Rickson Gracie para lutar com o maior ídolo da luta no Japão, Nobuhiko Takada, campeão de Pro Wrestling, o principal evento de lutas combinadas do Japão.

Pois o brasileiro só precisou de pouco mais de quatro minutos para aplicar um armlock e levar o japonês a dar os três tapinhas sinalizando sua desistência, frente a um Tokyo Dome lotado. Apesar da derrota do maior ídolo, o sucesso do Pride 1 motivou os promotores a fazerem novas edições (o Pride existiu de 1997 a 2007).

Dois meses após a derrota de Takada para Rickson no 1º Pride, o UFC realiza sua primeira edição no Japão (UFC 15.5) em dezembro de 97 com um torneio sem limite de peso. Kazushi Sakuraba, assim como Takada, originário do Pro Wrestling mas que tinha como base o judô, foi o escolhido para representar seu país no evento americano. E mesmo sendo o mais leves dos quatro lutadores, conseguiu vencer o torneio finalizando com um armlock na final o aluno de Carlson Gracie, Conan Silveira. Primeiro lutador a conseguir finalizar um faixa-preta de jiu-jítsu brasileiro, Sakuraba chamou a atenção dos promotores do Pride que o contrataram imediatamente.

Sakuraba estreou na 2ª edição do evento finalizando o renomado norte-americano Vernon White com um armlock. Três meses depois, o japonês voltaria a impressionar finalizando o canadense Carlos Newton no Pride 3.

Inconformado com a derrota para Rickson, Takada pediu uma revanche que foi marcada para o Pride 4 (outubro de 98). Mas desta vez o ídolo japonês foi treinar com o rival de Rickson Gracie, Marco Ruas, em sua academia em Los Angeles.

Exatamente um ano depois do primeiro encontro, agora na 4ª edição do Pride, Rickson venceria Takada da mesma maneira, só que aos 9min30s de luta. Nesta mesma edição, Sakuraba já roubaria de Takada o status de maior ídolo do esporte no Japão ao conseguir um empate com um dos mais técnicos alunos de Carlson Gracie, Allan Góes. Após este evento, a conceituada revista japonesa GONG publica uma capa com Sakuraba e Takada. Como se o veterano, a partir daquela segunda derrota para Rickson, passasse o título de maior esperança do MMA japonês para Sakuraba.


Fonte: UFC

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