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Os fundos imobiliários mais recomendados pelos analistas para comprar em junho

SÃO PAULO – Com o mercado financeiro ainda monitorando o noticiário de coronavírus, em meio a medidas de isolamento social para conter a pandemia que prosseguem no curto prazo, os fundos imobiliários de galpões logísticos são novamente os preferidos dos analistas para o mês de junho.

Beneficiados pelo avanço do e-commerce e com exposição a segmentos resilientes como o varejo alimentício, o setor é considerado pelo mercado um dos mais defensivos na pandemia.

A novidade na seleção do mês compilada pelo InfoMoney é o FII Bresco Logística (BRCO11), que foi inserido na carteira de três corretoras (mas com cinco recomendações no total) em meio à queda recente das cotas na Bolsa, o que, na avaliação dos especialistas, pode representar uma oportunidade de compra. Com a entrada, a carteira dos melhores fundos imobiliários para junho agora soma três nomes de logística.

“O Bresco é um dos melhores portfólios de ativos logísticos listados na Bolsa, com imóveis de boa qualidade e bem localizados, mas que foi penalizado pelo mercado por algum motivo que não soubemos explicar, abrindo uma boa oportunidade de entrada”, afirma Lucas Hoon, analista de fundos imobiliários da XP.

Sai da carteira compilada este mês, por sua vez, o fundo de lajes corporativas BC Fund (BRCR11). Os fundos híbridos, que investem em ativos de varejo e educacional, como CSHG Renda Urbana (HGRU11) e TRX Real Estate (TRXF11) completam o grupo.

Ainda que as perspectivas para a retomada da atividade econômica sejam positivas para o mês, em meio a dados mais otimistas da economia, com revisões para cima do Produto Interno Bruto (PIB), uma maior volatilidade deve continuar ser vista nos FIIs em junho, em meio ao ciclo de alta da taxa de juros. Em maio, o Ifix, índice da B3 que acompanha os fundos imobiliários, caiu 1,6%.

Hoon destaca que o movimento de aperto monetário em curso, promovido pelo Banco Central, deve continuar pressionando os FIIs este mês, em especial no caso dos fundos de “tijolo”.

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O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne na próxima semana para definir o novo patamar da taxa Selic, e a expectativa majoritária do mercado é de uma nova alta de 0,75 ponto da Selic, para 4,25% ao ano.

Discussões sobre a reforma tributária e um possível fim da isenção fiscal dos FIIs também devem continuar no radar dos investidores, segundo Hoon. O tema, contudo, ainda está longe de ter uma resposta final, afirma.

A carteira de fundos imobiliários do InfoMoney conta com os cinco ativos mais recomendados para o mês. Para critério de desempate, são selecionados aqueles com maior volume médio nos últimos 12 meses, com base em dados da provedora de informações financeiras Economatica.

Confira a seguir os fundos imobiliários mais recomendados pelos analistas para junho, o número de recomendações e a rentabilidade em maio, 2021 e nos últimos 12 meses:

Fundo Código Recomendações Retorno em maio Retorno em 2021* Retorno em 12 meses
CSHG Renda Urbana (HGRU11) 6 -1,25% -4,53% 12,83%
TRX Real Estate (TRXF11) 6 -1,24% 6,97% 19,68%
Bresco Logística (BRCO11) 5 -0,86% -3,05% -3,01%
 BTG Pactual Logística (BTLG11) 5 -1,71% 3,84% 20,69%
Vinci Logística (VILG11) 4 -0,32% -4,57% 12,92%
Ifix (IFIX) -1,56% -1,87% 5,97%
OBS.: A rentabilidade leva em consideração o reinvestimento dos dividendos.
*Retorno até 31/5/2021
Fontes: Economatica e corretoras (Ativa Investimentos, BTG Pactual, Genial, Guide, Itaú BBA, Mirae Asset, Necton, Órama, Santander Corretora e XP).

CSHG Renda Urbana (HGRU11)

Com alocações tanto em ativos de consumo quanto em imóveis educacionais, o fundo híbrido do Credit Suisse recebeu seis menções para este mês.

Segundo a Santander Corretora, que voltou a incluir os papéis em sua seleção para junho, o fundo possui uma boa diversificação de ativos e está concentrado em contratos atípicos de locação de longo prazo. Os analistas estimam um dividend yield (retorno com dividendos) de 6,8% nos próximos 12 meses.

Já a XP argumenta que o FII possui um portfólio com ativos resilientes, como o segmento de supermercados, com contratos com vencimentos somente após 2025 e inquilinos com boa qualidade de crédito, como Lojas BIG, Pernambucanas e Yduqs.

Em maio, o HGRU anunciou uma possível aquisição de dez ativos imobiliários destinados à atividade de varejo, por R$ 203 milhões. Na avaliação da XP, caso a aquisição seja concluída, deve haver um impacto positivo na distribuição de dividendos do fundo.

TRX Real Estate (TRXF11)

Com seis recomendações, o fundo TRX Real Estate, que explora ativos imobiliários de uso comercial vinculados aos setores de varejo e logística, está entre os preferidos dos analistas para investir em junho.

Entre as justificativas para a recomendação, a equipe do BB Investimentos escreve em relatório que o portfólio do fundo é concentrado em operações de grandes varejistas, “um dos segmentos mais resilientes na pandemia”, em empresas como Pão de Açúcar, Big Bom Preço e Assaí.

A avaliação é compartilhada pela Órama, que destaca a diversificação do portfólio em número de imóveis e regiões, a alta qualidade dos inquilinos, bem como os contratos atípicos de longo prazo.

Em abril, o fundo adquiriu um imóvel denominado Loja Âncora I, inserida no Shopping Center Jabotão dos Guararapes (PE), por R$ 52,3 milhões. O contrato possui vigência até 2036.

Bresco Logística (BRCO11)

Com cinco recomendações, o fundo de galpões Bresco Logística é novidade na seleção compilada deste mês.

De acordo com a XP, que incluiu os papéis na carteira deste mês, o fundo possui um portfólio com ativos de alta qualidade e bem localizados, próximos da cidade de São Paulo. A alta exposição ao e-commerce (via empresas como Mercado Livre e Magazine Luiza), e com inquilinos com baixo risco de inadimplência também justificam a recomendação.

Para os analistas, após a performance negativa de 3,05% no ano e de 0,86% no mês de maio (retorno inclui o reinvestimento de dividendos), o fundo está negociando em patamares atrativos em relação à sua média histórica ao considerar a qualidade do seu portfólio.

O time de análise do BB Investimentos, que também incluiu o FII em sua seleção do mês, argumenta que o fundo apresenta um grande potencial de retorno ao longo dos próximos meses, diante das renovações em andamento dos contratos de aluguel com os atuais locatários, bem como pelos novos contratos e aditivos fechados recentemente.

BTG Pactual Logística (BTLG11)

Também do segmento de logística, o fundo do BTG Pactual recebeu cinco menções para este mês.

Segundo o relatório gerencial do fundo, são 12 galpões logísticos compondo a carteira, localizados principalmente na região Sudeste do país, e com ampla exposição ao segmento alimentício. Entre os inquilinos mais relevantes estão empresas como Natura, Femsa e Itambé.

De acordo com a Ativa Investimentos, justificam a recomendação de compra características como o portfólio com locatários de alta qualidade; os contratos atípicos e de longo prazo de locação; bem como a diversificação de inquilinos entre os setores de atuação da indústria, como alimentos e bebidas, e-commerce, varejo, automóveis e celulose.

Já na avaliação da Guide, BTLG11 é o melhor nome para se estar posicionado dentro do segmento logístico, dado seu amplo pipeline de aquisições e o desconto com que negocia nos níveis atuais.

Vinci Logística (VILG11)

Com quatro recomendações para junho, o fundo de galpões logísticos da Vinci Partners completa a lista de FIIs preferidos para o mês.

De acordo com o BTG Pactual, a recomendação de compra deve-se ao portfólio diversificado em várias regiões, mas com maior exposição ao distrito de Extrema (MG), além de uma carteira de locatários pulverizada e da alta liquidez das cotas na Bolsa.

O time de análise da XP, por sua vez, chama atenção para os ativos de alta qualidade e boa localização, em cidades próximas da capital paulista como Guarulhos, Osasco, Campinas, Jundiaí e Extrema.

A carteira de inquilinos de grande porte, como Tok&Stok, Magazine Luiza e Ambev, também confere maior resiliência ao FII, segundo os analistas da XP.

Eles destacam ainda as perspectivas positivas para o ativo em meio a alocação dos recursos captados na sexta emissão de cotas, encerrada em fevereiro. É o caso, por exemplo, do ativo Porto Canoa LOG, com quase 94 mil m² de área bruta locável (ABL).

“Acreditamos que o fundo deva ser positivamente impactado após a finalização na alocação desses recursos”, escrevem os analistas da XP.

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Fonte: Infomoney

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