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Palmeiras tenta justificar queda e confirma continuidade de Felipão – Esportes


Dois dias depois da eliminação para o Grêmio na Copa Libertadores, o diretor de futebol Alexandre Mattos, o gerente Cícero Souza e o técnico Luiz Felipe Scolari deram uma entrevista de uma hora na Academia de Futebol. A cúpula aproveitou para mostrar confiança no trabalho do treinador, mantido no cargo depois da terceira queda em mata-mata em 2019.

“O Felipe é o nosso treinador, tem contrato conosco. Esses dias foram de muitas especulações. Não passou pela cabeça dele ou pela nossa fazer alguma troca. Vamos lembrar que ele é o campeão brasileiro, seis, sete, oito meses atrás. Invencibilidade, recorde atrás de recorde, então vamos prosseguir naquilo que entendemos ser o melhor para o Palmeiras”, afirmou Mattos.



“Algo precisa mudar e naturalmente vai acontecer. Agora não é hora de apontar dedo, tirar quatro, cinco seis. Defendemos o título, o campeonato nacional, um dos mais difíceis do mundo. O Brasileiro tem peso, não ganhávamos há 22 anos, agora são dois títulos e um vice. Tudo será levado em conta na hora que acabar os campeonatos, comissão técnica, diretoria, ter ideia do que precisa ser alternado”, acrescentou.

Scolari tem contrato até o fim de 2020 com o Verdão e multa de um mês de salário. Tendo apenas o Brasileiro a disputar, o time está a três pontos do líder Flamengo e enfrenta o rival no domingo. Apesar das recentes críticas, o técnico se mostra confiante no seu método de trabalho. Quando perguntado especialmente sobre o exagero de laterais na área na terça, ele rebateu.



“Eu tenho lateral ao lado da área, um jogador que sabe arremessar. Quantas chances tivemos? Vou pedir aos jogadores do Grêmio não colocar a bola para fora. Por que não vou usar? Tenho opções. Vocês veem pelos olhos de vocês, não vou seguir este repertório, vou seguir o meu repertório. É bonito porque algumas pessoas acham, eu tenho de jogar no que eu posso causar mais problema ao adversário. Em 2016 tinha o Cucabol. Tem que pedir para o Grêmio não jogar a bola para lateral”, acrescentou.

Veja os principais pontos da entrevista:

Distanciamento com a torcida e treinos fechados

Felipão: “Quando chegamos aqui, no primeiro, segundo ou quarto treino, jogamos com os juniores. É quase igual a uma participação de um jogo. O Felipe Melo deu uma chegada no menino do júnior e no outro dia era capa de jornal. Não adianta querer tratar vocês de uma forma, vocês querem noticiar. Por que preciso mostrar isso a vocês? Não tenho rancor. Tenho apenas que proteger meus atletas de coisas que podem sair e não são normais. O Felipe nem fez nada, não é isso. Estamos falando do Felipe Melo, que qualquer coisa falam e não é verdade muitas delas. Vamos dar toda liberdade e vocês têm a liberdade no São Paulo, no Corinthians? Não acuse o Felipe de rancoroso”



Qualidade do elenco

Felipão: “Não me faltam peças, tenho no grupo tudo que preciso para ter uma equipe qualificada. Não entro no mérito na questão de repertório, fechamos os treinos como qualquer clube fecha. Contra o Grêmio, quem perde as melhores chances de gol é o Willian. Mas nós jogamos feio e quem chutou a bola para frente a todo momento, quem se defendeu, quem caiu, foi o Grêmio. Mas não vejo vocês dizerem isso. Vocês têm uma imagem minha e do Renato. Eu não tenho que desconstruir imagem. Tenho de fazer meu trabalho e mostrar para a diretoria dizer se é bom ou ruim. Todo time pode melhorar. Quando tu imaginas um jogo, dois dias antes, e pode ter de modificar. Se a equipe do Palmeiras só tem este repertório e foi campeão brasileiro ano passado, estamos em terceiro lugar brigando. Eu não acho que seja normal eu estar discutindo os meus métodos de treinamento porque ninguém vê meus treinos, só a direção. E é bom igual aos outros”.

Mattos: “O treinador disse que não falta nada. Na parada, além de não perder ninguém, fizemos contratações relevantes. Fomos campeões no ano passado com este elenco, e buscamos o título. Fizemos um esforço de manutenção de jogadores como Dudu, Gustavo Gómez, Bruno Henrique, mantivemos todos os atletas principais. E pensando em presente, futuro. Tem a questão de paciência, às vezes vem o Matheus Fernandes que seja para o ano que vem. É natural ver jogador que depois de alguns anos começa a render. No Palmeiras isto acontece e em outras equipes, também. Fizemos aquisições pontuais, a grande maioria dos críticos diz que temos o melhor elenco do Brasil. É uma fala dita pela imprensa de forma geral. Mas quando perde ninguém presta. Respeitamos as manifestações de torcedores, abri a fala dizendo da tristeza enorme de não dar isso a eles. Falo por todos, o sócio, o de arquibancada, o que vai em um jogo só e o organizado. Respeito todos, não vai mudar. Sempre sou muito bem recebido nas ruas, não muda o pensamento. Sabemos como funciona. Temos de pegar as coisas boas e seguir nosso caminho”.

Manutenção do elenco

Mattos: “Ano a ano você vai melhorando que precisa. Aqui e em qualquer clube do mundo a primeira opção é a manutenção completa. É o certo a se fazer. Às vezes quem vem não deu. Precisava de um velocista, buscamos pela análise nomes de velocistas. Um é caro, outro não dá. Fazer o correto quando ninguém esperava… o Dudu, ninguém imaginava a permanência dele. O Palmeiras vai fazer manutenção do elenco e melhorar. Contratação ou é para colocar a camisa ou é para preparar um jovem. Muitas vezes você pode contratar um para tirar o titular da zona de conforto, oportunidade de mercado. Quando você não ganha e saímos de três competições, é preciso melhorar. Dizer que a manutenção do elenco eu não posso concordar”.

Críticas da Mancha Alviverde

Mattos: “O respeito vem sempre em tudo na vida daquilo que você observa, no comprometimento, dos porquês de nota. Dentro do estádio, espetacular. No jogo mesmo, 49 do segundo tempo, cantando, vibrando. Estou falando da Mancha, mas todos os torcedores foram exemplares. Dentro de campo, em derrotas o apoio é incondicional. Teve uma homenagem à Leila e Zé Roberto, um dia depois do Dérbi no Paulista, fui na quadra e fui bem recebido. Tenho respeito por quem eu conheço, os responsáveis pela nota. O sofrimento vai mais para a família. Se tem acusação, prova. Minha vida é limpa. Eu entendo que é difícil para eles e vêm exageros”.

Reforços que pouco jogam

Mattos: “É muito fácil pensar no hoje, quero sair daqui como cheguei, na porta da frente. Quero ver nosso projeto dando frutos, para mim é dar frutos. Não investir no Matheus, no Arthur, jogadores que vamos continuar buscando. Eu posso não estar aqui para ver nosso sub-20 brilhar, mas minha obrigação como profissional é gerir agora e futuro. O investimento é feito de maneira responsável. Não significa que o Palmeiras rasga dinheiro. O Palmeiras tem problemas. A capacidade que temos de receita, e aumento de 240 para 600 milhões, ainda não é maior nem igual a tudo que fizeram no Palmeiras no passado. Vendemos o Moisés e o dinheiro está bloqueado no momento. Temos de pensar no futuro, independente de quem esteja aqui. Eu e Cícero temos esta obrigação e vamos continuar fazendo”.

Felipão: “O Arthur joga no Bahia. Nós o emprestamos, ele jogaria pouco aqui e lá vai jogar. Emprestamos o Wesley, o Yan para o Sport e está muito bem. O Papagaio vamos ver como eles vão evoluir nos clubes para voltarem em melhores condições e os colocarmos aqui. Para isto, eles tentam fazer o caminho de um ano, em um time com mais dificuldades e voltar e mostrar que posso ficar aqui. É a finalidade dos nossos empréstimos”.


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Fonte: R7

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