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Para diretor do Banco Central, novo corte na Selic em setembro pode acontecer, mas é improvável

Fábio Kanczuk (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

SÃO PAULO – O diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, afirmou nesta sexta-feira (4) que um novo corte na taxa Selic é possível, mas improvável.

“Pode ter queda de juros? Pode. É provável? Não”, afirmou, durante evento transmitido pela internet, quando questionado sobre o encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) dos dias 15 e 16 de setembro.

De acordo com ele, o forward guidance (prescrição futura) diz que não haverá elevação da Selic a menos que condições não sejam cumpridas. “É improvável que tenha nova queda de juros. Se acontecer, ela será pequena”, salientou.

Um novo corte demandaria, segundo Kanczuk, a confiança do BC de que o sistema financeiro está adaptado às novas condições de juros baixos.

“Estamos olhando tudo e não está tendo problema nenhum. Se tivesse, já estaríamos atuando”, afirmou. “É mais uma questão de cautela, de conservadorismo”, acrescentou, em referência às preocupações de que uma Selic tão baixa possa prejudicar o funcionamento de alguns mercados.

O diretor do BC também afirmou que a instituição ainda está distante de um cenário em que não tenha mais ferramentas para prover estímulos, se necessário.

Com relação à inflação, Kanczuk disse que, ao contrário dos Estados Unidos, o Brasil está longe de uma situação de preocupação com a inflação muito baixa por um período prolongado. “Em alguma hora, a inflação volta para a meta no Brasil”, pontuou.

Teto de gastos

Na avaliação de Kanczuk, o teto de gastos, que limita as despesas do governo ao orçamento do ano anterior, não é contracionista para a economia. Segundo ele, a pandemia fez com que o governo fosse expansionista na área fiscal, por meio do lançamento de auxílios emergenciais, e “cumprir o teto significa retirar o estímulo feito”.

O diretor afirmou ainda que o cumprimento do teto significará uma inflação menor para 2021. Segundo ele, é possível que a redução da demanda no próximo ano, em função do fim dos auxílios dados pelo governo durante a pandemia, puxe a inflação para baixo.

Por outro lado, ele avalia que o avanço recente dos Índices Gerais de Preços (IGPs) já estavam “na conta” do Copom, em seu encontro de agosto. Segundo ele, a alta dos preços das commodities, captada nos IGPs, deve se refletir no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos próximos meses.

“Esperamos inflação maior nos próximos meses. Mas, em 2021, outras questões vão pegar, não a inflação de commodities e alimentos de agora”, assinalou.

(Com Agência Estado)

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Fonte: Infomoney

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