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Pix movimenta R$ 9,3 bilhões na primeira semana de funcionamento, diz BC

(Getty Images)

SÃO PAULO – O Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, movimentou R$ 9,3 bilhões em 12,2 milhões de transações na primeira semana de funcionamento, de acordo com dados divulgados pelo BC na coletiva sobre o balanço do início da operação.

“Estamos observando um aumento no volume financeiro por transação, o que mostra que as pessoas estão ganhando confiança no Pix. Começam com valores baixos e, conforme vão ganhando confiança, aumentam os valores. No fim de semana, observamos uma queda nas operações. Ao longo do tempo, vamos conhecer melhor essa sazonalidade das transações do Pix”, afirma Angelo Duarte, chefe do departamento de competição e de estrutura do mercado financeiro do Banco Central.

Até o último domingo (22), foram registradas 83,5 milhões de chaves, sendo que 79,8 milhões estão em nomes de pessoas físicas. Estão cadastradas 34,5 milhões pessoas físicas e 2,2 milhões de pessoas jurídicas – lembrando que os consumidores podem ter até cinco chaves por conta, enquanto as empresas podem ter até 20 chaves por conta.

Do total de chaves, a maioria corresponde a CPFs. Veja a segmentação por tipos de chaves, considerando o estoque acumulado até o último domingo (22):

Chaves por Tipo Quantidade*
Chaves – Celular 19.537.837
Chaves – CNPJ 1.822.002
Chaves – CPF 29.634.269
Chaves – e-mail 13.794.024
Chaves Aleatórias 18.701.986
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Segurança

Em termos de segurança, Duarte garantiu que a disponibilidade do sistema do BC “foi completa”.

“Não houve em nenhum momento algum problema no sistema do BC. Algumas instituições tiveram problemas temporários, mas já tínhamos adiantando que isso poderia acontecer. São mais de 700 instituições. Muitas vezes, a empresa precisa diminuir a velocidade do sistema ou fazer uma desconexão rápida para solucionar o problema. Mas o número de intercorrências foi caindo bastante ao longo dessa primeira semana, e no fim da semana estava praticamente em zero”, pontuou.

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Portabilidade de chaves

Um dado novo apresentado pelo BC é referente à portabilidade de chaves Pix: entre o primeiro dia de cadastro, em 5 de outubro, e o último domingo (22), foram 4,4 milhões de chaves trocadas de uma instituição para outra.

“O movimento é natural do início do Pix. As pessoas cadastraram as chaves sem ter certeza em qual instituição gostariam de manter ou utilizar o Pix com mais frequência. Ao longo da utilização e movimentação, as pessoas foram mudando de ideia e trocando as chaves de instituição. Vale dizer que a portabilidade não significa que a pessoa encerrou a conta e trocou para outro banco, mas significa apenas que associou a chave a outra instituição”, explicou Carlos Brandt chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC.

Breno Lobo, chefe de subunidade do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC, explicou que existem duas possibilidades de portabilidade.

Primeiro, o cliente pode pedir pela portabilidade na instituição na qual quer incluir a chave. “Se eu tenho uma chave no banco A e quero passá-la para o banco B, eu entro no app do banco B, acesso a área ‘minhas chaves’, solicito a portabilidade e informo a chave que quero portar. Depois disso, o processo é iniciado”, diz.

Alternativamente, o cliente pode simplesmente registrar a mesma chave na nova instituição. “Nesse caso, quando o banco que vai receber a chave for cadastrá-la no sistema do BC, vai receber a informação de que ela já está cadastrada. Então, a instituição de origem, que já tinha a chave, vai pedir a confirmação da portabilidade (por meio de uma mensagem dentro do app) ao cliente. Se ele autorizar, ela libera a chave para a instituição receptora”, explica Lobo.

Em ambos os casos, ele afirma que “potencialmente a portabilidade pode acontecer em segundos”. “Necessariamente, o cliente precisa autorizar a portabilidade [nos dois casos] dentro do app do banco de origem. Potencialmente, pode acontecer em segundos”, disse, sem dar mais detalhes.

No entanto, uma reportagem do InfoMoney mostra que, em casos de suspeita de fraude, essa portabilidade pode demorar cerca de sete dias para ser efetivada, por segurança.

QR Code offline

Brandt também pontuou durante a coletiva que o QR Code offline está na agenda do BC. Basicamente, esse recurso permitiria que o usuário fizesse um pagamento usando Pix por meio de um QR Code, sem precisar estar conectado à internet.

“Está na agenda evolutiva do Pix, mas preciso ressaltar que a ponta recebedora precisa estar conectada. Não tem como as duas pontas estarem offline. O recebedor, que é estabelecimento ou uma empresa, por exemplo, precisa estar online para a transação acontecer”, disse.

Ele não deu previsão de quando esse recurso estará disponível.

TED/DOC x Pix

Brandt foi questionado sobre uma potencial comparação entre o volume de transações feiras via TED e DOC e via Pix, mas afirmou que não faz sentido uma comparação, por enquanto.

“Nós estamos acompanhando a evolução dos números relativos ao Pix na comparação com os números de transações de DOC e TED. Ainda são sensivelmente menores, mas é precipitado comparar porque ainda estamos na fase inicial e os agentes estão se habituando e se conectando. Conseguimos comparar os dados, mas não achamos que essa análise é fidedigna ao que o Pix vai representar ao longo do tempo”, disse.

Transações rejeitadas

Segundo Brandt, o BC também está avaliando o índice de transações Pix que são rejeitadas pelo sistema por diferentes motivos.

“Estamos comparando o volume de rejeições e melhorou ao longo do tempo. Mas, naturalmente, a rejeição de transação vai acontecer pelo equívoco das pessoas, principalmente ao inserir os dados manualmente. São muitos dados e há sempre a possibilidade de acontecer um erro nesse processo de digitação”, diz.

Por isso, segundo ele, o BC incentiva toda as pessoas a usarem a chave Pix. Ela direciona direto para a conta cadastrada e aprovada no sistema. “Ao usar a chave, você diminui de forma substancial esse tipo de problema”, avalia Brandt.

Período de melhorias

Na última semana, o BC anunciou que aprovou um período de seis meses para que as instituições possam fazer ajustes pontuais em suas respectivas plataformas que se conectam ao Pix. As instituições estão isentas de aplicação de multa até 15 de maio de 2021, para que possam se adaptar ao novo sistema.

Duarte afirmou que a decisão não significa nenhuma condescendência do BC com as instituições. “As situações em que as multas não serão aplicadas são situações objetivas e restritas. Não é porque a instituição não cumpriu com os requisitos de qualidade ou não seguiu os dispositivos do regulamento que não será punida. Não é isso. São condições específicas, justamente em casos em que a instituição está tomando medidas para remediar os problemas. Não significa impunidade”, explicou.

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Fonte: Infomoney

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