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Prêmios pagos pelos títulos do Tesouro Direto recuam nesta segunda-feira

SÃO PAULO – Os prêmios pagos pelos títulos públicos negociados via Tesouro Direto apresentavam queda na tarde desta segunda-feira (27), com os investidores atentos ao novo pacote de estímulos econômicos nos Estados Unidos.

Isso porque ontem, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse que os Republicanos terminaram o texto de uma lei que prevê investimentos de US$ 1 trilhão em fundos para aliviar os impactos da pandemia.

Também no radar externo esteve a reunião do comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (o banco central americano), que divulga nesta quarta-feira (29) sua decisão sobre o rumo das taxas de juros no país.

A expectativa é que prevaleça uma postura mais “dovish”, ou seja, mais favorável a juros baixos. “Isso deve beneficiar um equilíbrio na taxa de inflação, apoiar os ativos de risco e pressionar o dólar”, disse, à Bloomberg, Matthew Hornbach, estrategista do Morgan Stanley.

Já nas disputadas geopolíticas, a China, como esperado, fechou o consulado dos Estados Unidos em Chengdu (província de Sichuan), ainda como retaliação ao fechamento do consulado chinês em Houston, no estado do Texas (EUA), na semana passada.

Mercado hoje

No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2026 pagava uma taxa de 2,11% ao ano, nesta tarde, ante 2,25% a.a. na sexta-feira (24). O investidor podia adquirir o título integralmente por R$ 2.911,98 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 58,23 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 3,53%, frente 3,61% anteriormente.

Entre os títulos com retorno prefixado, o juro pago pelo papel com vencimento em 2023 cedia de 3,95% para 3,83% ao ano, enquanto o Tesouro Prefixado 2026 pagava uma taxa anual de 5,94%, ante 6,02% a.a. no último pregão.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta segunda-feira (27):

Fonte: Tesouro Direto

Queda menor do PIB em 2020

No Brasil, o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, mostrou que o mercado financeiro estima uma contração de 5,77% para o PIB este ano, menor do que a queda de 5,95% prevista na semana passada.  Em 2021, contudo, a economia brasileira deverá crescer 3,50% – em linha com as projeções da última semana.

No que tange à inflação, os economistas ouvidos pela autoridade monetária preveem que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerre o ano com alta de 1,67%, ante estimativa anterior de 1,72%. Já no próximo ano, a inflação deve ter alta de 3,00%, a mesma projetada anteriormente.

Em relação à Selic, a expectativa é de que a taxa básica de juros terá um corte residual de 0,25 ponto percentual em agosto, encerrando dezembro em 2,00% a.a., subindo para 3,00% ao ano em 2021.

Ainda no ambiente doméstico, o Ministério da Economia e os estados se debruçam sobre propostas que possam viabilizar uma Reforma Tributária mais ampla. Para isso, é esperada a criação de um fundo que possa compensar estados por eventuais perdas na arrecadação do ICMS.

Os investidores seguiram monitorando ainda as baixas no Ministério da Economia. O diretor de programas da Secretaria Especial de Fazenda da pasta, Caio Megale, comunicou que irá deixar o cargo na próxima sexta-feira, 31. Além de Megale, o ex-secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, deixou a equipe de Paulo Guedes no dia 15 deste mês, sendo substituído por Bruno Funchal. Na última sexta-feira, 24, foi a vez do presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, pedir demissão.

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Fonte: Infomoney

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