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Preparação para Concursos: Não haverá mais concursos públicos?

*Por Vivian Barros ([email protected])

Após a publicação do Decreto nº9.739/19, fui procurada por centenas de alunos angustiados. A pergunta era uma só: “Prof. Vivian, os concursos públicos vão acabar?”.

Tão logo se deu a assinatura do decreto, o assunto repercutiu nas redes sociais, com certa dose de pessimismo. Muitos especialistas afirmaram de forma categórica que o decreto representa o apocalipse no mundo dos concursos públicos. Afinal, esse documento põe fim ao sonho de muitos que desejam ingressar na carreira pública?

Em primeiro lugar, é necessário esclarecer um aspecto fundamental sobre o decreto: o documento restringe-se ao Executivo federal. Dessa forma, as normas contidas no decreto não se aplicam a Estados e Municípios. Essa é a primeira constatação de grande relevância.

Se você estuda para concursos estaduais ou municipais, esqueça o conteúdo do decreto. Continue a estudar com afinco! Não à toa, desde a assinatura do decreto, houve a publicação de diversos editais em todo o país, voltados para concursos municipais e estaduais.

Será o fim dos concursos? (Foto: Pixabay)
Será o fim dos concursos? (Foto: Pixabay)

Outra constatação de grande relevância diz respeito ao fato de as regras do novo decreto aplicarem-se somente à administração pública federal direta, autárquica e fundacional.

O que isso significa? Significa que se o seu objetivo for ingressar na carreira pública por meio de Sociedade de Economia Mista ou Empresa Pública, as regras do decreto não se aplicam.

Nesse sentido, certames para ingresso na Petrobrás, Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal, por exemplo, continuam amparados por diretrizes anteriores.

Em terceiro lugar, é preciso esclarecer o objetivo do documento. O decreto visa a disciplinar, com maior rigor, as contratações no Executivo federal. O decreto não estabelece a vedação dos concursos públicos, que continuam a ser a portal principal de entrada para o serviço público.

Importante ainda salientar que a contratação de servidores de algumas carreiras não se submete ao estabelecido em decreto. Nesse sentido, de acordo com o art. 27, do Decreto, a contratação para as carreiras de Advogado da União, Procurador da Fazenda Nacional, Procurador Federal, Diplomata, Policial Federal e Professor (no caso das instituições federais de ensino) independe de autorização do Ministro de Estado da Economia.

Caso seu objetivo seja ingressar em uma dessas carreiras, novamente, sugiro continuar a estudar com afinco!

Diante deste cenário, que está longe de ser desanimador, o que fazer? Continuar a estudar!

O candidato precisa ser estratégico. Nesse momento, ser estratégico significa ter em mente que mais ofertas de contratação podem surgir em Estados e Municípios. E quanto ao Executivo Federal? A oferta não acabará.

Neste momento, ela pode ser reduzida, o que exigirá muito mais daqueles que almejam ingressar na carreira pública em âmbito federal. Haverá candidatos mais bem preparados e certames ainda mais concorridos. Novamente, o que fazer? Estudar! Não perca o seu lugar na fila! Ser aprovado em um concurso público exige foco e determinação.

Vivian Barros também é colunista da FOLHA DIRIGIDA e todas as sextas-feiras apresenta o Gabaritando Provas Discursivas para assinantes da FOLHA DIRIGIDA.

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Fonte: Google News

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