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Primeira vereadora trans de Niterói sai do país após ser alvo de ameaças | Política

Reprodução

Vereadora precisou sair do país após ser alvo de ameaças de morte

A vereadora Benny Briolly (PSOL)
, eleita em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, anunciou nesta quinta-feira, dia 13, que precisou sair do país devido a “ameaças a sua integridade física”
. Em um comunicado postado em suas redes sociais, a equipe da parlamentar ressaltou que mesmo antes de ser empossada, em dezembro, ela já havia sido alvo de ataques preconceituosos
. A assessoria de imprensa de Benny confirmou a informação de que ela já deixou o Brasil.

“Não é de hoje que parlamentares negras, travestis, mulheres, LGBTQIA +
e defensoras dos direitos humanos sofrem com a violência política
dentro e fora dos espaços legislativos e de tomadas de decisões”, destaca a nota. “Essa prática é fruto da estrutura patriarcal e racista que desumaniza nossos corpos e teme o avanço do nosso projeto político de transformação da sociedade”.

Outra situação envolveu um e-mail citando o endereço da vereadora enquanto exigia sua renúncia
do cargo e a ameaçava de morte
caso não o fizesse.

“Além disso, Benny recebeu comentários em suas redes sociais desejando que ‘a metralhadora do Ronnie Lessa’ a atingisse”, acrescenta a postagem. “Paralelo a isso, uma série de incidentes de segurança tem nos deixado cada vez mais alerta. As instituições que atuam na proteção de defensoras de direitos humanos
e têm acompanhado esses acontecimentos estão cada vez mais preocupadas com o aumento do risco. Nossa Mandata já comunicou, informou e oficiou várias instâncias do Estado brasileiro sobre a grave situação. Mas até o momento não foram tomadas medidas efetivas que protejam sua vida e seus direitos políticos”.

O PSOL considerou como “medida drástica”
a saída de Benny do país.

“O que é absurdo e incompatível com o Estado democrático”, afirmou. “Benny segue acompanhando as sessões plenárias da Câmara Municipal de Niterói
, que por conta da Pandemia estão sendo virtuais”.

“Toda a equipe da Mandata de Favela segue firme trabalhando com muitas ações legislativas e a frente da Comissão de Direitos Humanos, da Criança e do Adolescente
que a vereadora preside. Porém é inegável que o afastamento cercea seus direitos políticos e prejudica
profundamente o exercício do cargo para qual Benny foi eleita: vereadora de Niterói. Não aceitaremos! Seguimos cobrando providências, para que tão logo ela possa retornar”.

Fonte: Google News

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