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Proposta de unificar forças apoiada por Aras incomoda procuradore – Brasil

José Cruz-Agência Brasil

Procuradores da força-tarefa teriam ficado surpresos com o pedido de sub-procuradora

Uma nova rusga
surgiu no relacionamento entre as forças-tarefa da Lava Jato e subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo. Uma proposta de unificar as equipes de investigação em um órgão nacional – apoiada pelo procurador-geral da República, Augusto Aras – está incomodando os procuradores
. Caso aprovada, eles perderiam a autonomia garantida na Constituição e ficariam sob o controle de Aras. 

A questão se fortaleceu
depois do pedido de Lindôra para ter acesso a dados sigilosos da Lava Jato, que não foi bem recebido
. Ela foi indicada por Aras para ser a representante da PGR na operação. 

No entanto, a ideia de unificação das forças-tarefas não é de hoje – ela já foi discutida ainda na gestão de Rodrigo Janot na PGR. A proposta, hoje, é debatida no Conselho Superior do Ministério Público Federal e tem o suporte do procurador-geral
da República.

O objetivo é criar a Unidade Nacional de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado
, a Unac, para agregar a atuação das forças-tarefas. Hoje, há quatro: a Lava Jato no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Curitiba; e a força-tarefa da operação Greenfield, em Brasília, sobre desvios em fundos de pensão.

A coordenação nacional
, caso aprovada, seria sediada em Brasília, e combateria
: corrupção, atos de improbidade administrativa e crime organizado. 

Com essa união, durante uma investigação, um procurador poderia acionar a Unac
para aumentar sua equipe, se julgasse necessário. 

Nesse caso, o coordenador da Unac teria um mandato de dois anos. Segundo o projeto, ele seria escolhido pelo procurador-geral
da República a partir de uma lista tríplice eleita pelos subprocuradores-gerais.

Fonte: Google News

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