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qual o impacto para as companhias?

SÃO PAULO – Além da temporada de resultados do segundo trimestre, algumas empresas estão agitando o noticiário corporativo com anúncios de diversas aquisições.

Entre os destaques, nesta quinta-feira (6) agitam o radar compras feitas pelo Magazine Luiza e Minerva, enquanto entre terça e ontem outras três empresas já haviam anunciado aquisições: AES Tietê, Sinqia e Notre Dame Intermédica.

Em geral, os analistas viram com bons olhos as notícias. Confira abaixo as aquisições e o que o mercado achou:

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza informou as compras da Unilogic Media Group e do Canal Geek, que operam o portal Canaltech, e da plataforma Inloco Media, o que leva a empresa para o segmento de publicidade online. A companhia não informou o valor das duas aquisições.

Segundo a varejista, será possível combinar geração de conteúdo e audiência com a plataforma para comercialização de mídia digital.

O Canaltech aborda, entre outros assuntos, lançamentos de produtos e atinge mensalmente 24 milhões de visitantes únicos, além de 2,5 milhões de inscritos no YouTube. O Magazine Luiza espera, por meio do MagaluAds, ampliar a divulgação dos produtos à venda na plataforma da varejista.

Já a Inloco Media faz comercialização de publicidade digital.

O Credit Suisse considerou a aquisição das duas empresas como estratégica. “Os negócios de publicidade ainda são incipientes para o comércio eletrônico do Brasil, mas são uma peça importante para o ecossistema. Mais fusões e aquisições por vir”, avaliaram os analistas.

Já a XP Investimentos disse que as aquisições “vão totalmente de encontro com um dos principais pilares estratégicos do Magazine Luiza”. “O MagaluAds deverá fortalecer o ecossistema por meio do qual a companhia atende as diversas necessidades dos sellers plugados em seu marketplace”, disseram os analistas.

Apesar disso, a XP manteve sua recomendação neutra para os papéis MGLU3, com os analistas acreditando que “parte das opcionalidades de crescimento de curto prazo da empresa já parecem precificadas no nível de preço em que as ações negociam atualmente”.

O frigorífico Minerva informou que sua subsidiária Athena Food comprou a aquisição de uma planta de abate na Colômbia por US$ 26 milhões.

A unidade, pertencente ao Frigorifico Vijagual, está localizada na cidade de Bucaramanga. O valor do desembolso envolve US$ 14 milhões por ativos, US$ 7 milhões a título de capital de giro e US$ 5 milhões para modernização das instalações.

A planta de processamento de bovinos tem capacidade para abate e desossa de 700 cabeças ao dia e deverá dobrar o volume das operações na Colômbia no ano de 2021. A expectativa é que a Athena Foods comece a operar a planta em 1º de setembro.

Para o Credit Suisse, a notícia não deve ter tanto impacto na ação, já que o investimento total será de apenas US$ 26 milhões, o que corresponde a 2% do valor de mercado da companhia, além de não ter impacto significativo na alavancagem da Minerva.

Notre Dame (GNDI3)

A Notre Dame Intermédica informou um acordo de intenção de compra e venda para a aquisição da Climepe Total. O valor do negócio é R$ 168 milhões, e será pago na data do fechamento, ajustado pelo caixa/endividamento líquido a ser apurado.

A Climepe é uma operadora de saúde verticalizada, fundada há 25 anos em Poços de Caldas. Sua atuação abrange a região Sul do Estado de Minas Gerais. Em 2019, a empresa registrou faturamento líquido consolidado de R$ 74,4 milhões, com sinistralidade caixa de 73% e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 10 milhões (margem de 13,6%).

A empresa possui uma carteira com 33 mil beneficiários de saúde (81% corporativo/adesão) e 6 mil beneficiários dental. Entre os ativos da Climepe, estão o maior e mais moderno hospital na região (inaugurado em 2016) com 119 leitos (sendo 16 de UTI), e uma unidade especializada em procedimentos de baixa complexidade. A aquisição inclui o imóvel hospitalar, que possui mais de 10 mil metros quadrados de área construída.

“A consumação da Transação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições precedentes, incluindo a aprovação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)”, disse a empresa, em fato relevante.

Os analistas do Bradesco BBI viram como positiva a aquisição, ressaltando que os operadores de seguro saúde têm uma baixa participação no mercado de Minas Gerais.

“Entendemos a importância de entrar neste novo mercado que é menos explorado, o que deve ajudar o GNDI a consolidar sua posição no Sudeste”, explicaram os analistas em relatório a clientes.

O Credit Suisse também viu com bons olhos a compra da operadora de saúde. “A empresa pagou R$ 5,1 mil por vida, justificada pelas 33 mil vidas com potencial de crescimento, alavancando 119 leitos e partindo de uma boa lucratividade, apesar do baixo ticket.”

A Sinqia anunciou a compra da Itaú Soluções Previdenciárias (ISP), empresa do Itaú Unibanco especializada em soluções financeiras de tecnologia e serviços para Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC).

O preço de aquisição é de R$ 82 milhões, composto por uma parcela à vista de R$ 33,6 milhões, a ser paga no fechamento, e por parcela a prazo de R$ 48,4 milhões, a ser paga em 5 prestações anuais a partir do 1º aniversário do fechamento.

Para a equipe da Levante Ideias de Investimentos, esta aquisição é bastante significativa para a companhia devido ao tamanho, sendo a maior já feita pela Sinqia.

“Segundo nossas estimativas, a empresa pagou um múltiplo de 1,64 vezes a receita bruta, um pouco abaixo do múltiplo pago nas últimas aquisições da empresa por volta de 2,0 vezes. Em termos de EV/Ebitda o múltiplo pago ficou por volta de 8 vezes”, diz a Levante.

Com esta compra, a Sinqia adiciona 33 entidades de previdência ligadas ao Itaú à sua carteira de clientes, que é composta hoje por 370 empresas em quatro segmentos: bancos, fundos, previdência e consórcios.

A elétrica AES Tietê fechou a compra da participação total da J. Malucelli Energia em três parques eólicos no Rio Grande do Norte, em uma operação de até R$ 650 milhões.

Segundo comunicado, o acordo envolve os parques Brasventos Eolo (antigo Rei dos Ventos 1), Rei dos Ventos 3 e Miassaba 3, no Complexo Eólico Ventus. As unidades somam capacidade instalada de 187 megawatts (MW), com operação 100% contratada no mercado regulado de energia.

A companhia afirmou que pagará R$ 449 milhões em duas parcelas, sendo 51% do montante no fechamento da operação e 49% cinco meses depois, e assumirá a dívida líquida do projeto, com saldo estimado em R$ 201 milhões.

A conclusão do negócio está sujeito ao cumprimento das condições acordadas no contrato de compra e venda de ações, acrescentou a AES Tietê.

Para a XP Investimentos, a aquisição foi positiva, uma vez que eles estimam taxas de retorno reais atrativas para os acionistas da companhia com base nos modelos que os analistas elaboraram para o complexo.

Os analistas ainda destacam que as premissas para a análise positiva incluem também uma estimativa de preço de energia de longo prazo de R$ 165/MWh e um cenário otimista de financiamento de 70% do valor da transação através de dívida (excluindo os R$ 201 milhões de dívida líquida já assumidos), de modo a avaliar potencial geração de valor com uma melhor estrutura de capital para a operação. Além disso, eles apontam para um custo de financiamento do IPCA +5,0% e vencimento da parcela adicional de dívida em 6 anos.

No cenário base, a XP projeta uma Taxa Interna de Retorno (TIR) real de 11,4% e um a adição de R$ 0,36/unit (ou 2,48% do valor de mercado) no preço-alvo das ações. Já em um cenário otimista, a estimativa é de TIR real de 13,3% e um aumento de R$0,43/unit (ou 2,92% do valor de mercado) no preço-alvo.

Reforçando sua recomendação de compra, a XP ainda vê a aquisição como uma mensagem positiva da AES Tietê para seus investidores, indicando que a empresa continua comprometida com sua estratégia de criação de valor com base na expansão no segmento de energias renováveis.

“Esta mensagem ganha maior importância após o recente período de elevada volatilidade que as ações sofreram desde a disputa entre acionistas da AES Corp e da Eneva S.A. pelo controle da empresa”, destacam os analistas.

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Fonte: Infomoney

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