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Quatro décadas de amor

Maria Helena Cabral e Oswaldo Mellone

Eu conto ou você conta?”, diz a empresária Maria Helena ao designer Oswaldo, ambos com 76 anos, no início de nossa conversa sobre a história do casal, que começou por acaso, graças a um encontro fortuito em uma banca de jornal, em 1982. Maria Helena estava com a filha comprando revistas, quando notou Oswaldo passar por elas. Após a troca de olhares, poucas palavras e um toque, que Maria Helena lembra ter liberado uma onda de choque em seu corpo instantaneamente, cada um seguiu seu caminho. A história poderia ter acabado aí, mas Oswaldo estava decidido a conhecer a mulher que chamou sua atenção. Voltou à banca de jornal e conseguiu, depois de muita insistência, o telefone de Maria Helena, que estava anotado na parte de trás do cheque usado para pagar pelas revistas.

Sem se conhecer, os dois se falaram por telefone e combinaram de se encontrar em um jantar na casa de um amigo de Oswaldo. “Eu olhava para ele e dizia para mim mesma, você é louca”, relembra Maria Helena dessa primeira noite. “Foi um voo cego que deu certo”, completa Oswaldo. Após 37 anos juntos, os dois decidiram se casar. Eles já haviam sido casados antes de se conhecerem, Oswaldo tem dois filhos e Maria Helena, três. Nessas quase quatro décadas de união, ele diz que o casal brigou só duas vezes e meia. Foi amor à primeira vista? De acordo com os dois, sem dúvidas. “O amor foi um aprendizado para nos soltarmos e nos entregarmos. É um diálogo que vai evoluindo, vamos vendo o quanto somos iguais e o quanto somos diferentes”, finalizam.

Doris e Ayrton Bicudo

Uma vida juntos e uma amizade que floresceu em amor. Doris, jornalista de 62 anos, e Bicudo, arquiteto de 65, falam sobre seu relacionamento com muita naturalidade. Um bem-querer que nasceu quando os dois eram amigos na adolescência, frequentavam as casas um do outro e, com o tempo, perceberam que existia algo a mais. “Nos casamos jovens, eu tinha 21 anos e ele, 23. Logo depois, já tivemos nossa primeira filha. Celebrei um ano de casada na maternidade”, relembra Doris. Nem a diferença de religiões – ela é judia e ele, católico – foi um obstáculo para a união. Os dois se casaram no civil com a bênção das duas famílias. “A cultura judaica é muito ligada à tradição. Como o Bicudo já frequentava nossa casa quando éramos amigos, ele já fazia parte do nosso núcleo, por isso nossa união nunca foi vista com maus olhos”, explica Doris. “O casamento foi uma grande festa que começou às 10 h e foi até de madrugada. A festa foi mudando, teve o momento com a família e depois com os amigos”, comenta Bicudo.

Em 43 anos juntos, o amor se transformou, mas se mantém forte. “A vida vai mudando, o companheirismo cresce, os filhos vieram muito cedo. Não tivemos casamento sem filhos, até eles saírem de casa. Passamos por todas essas mudanças juntos. Os filhos vêm e eles se tornam a razão da vida, agora chegaram as netas e eu gosto de falar que elas são a sobremesa da vida”, conclui Doris. Dos momentos marcantes da vida em casal, destacam-se as viagens a dois pelo mundo. “A primeira que fizemos foi para Nova York e última, para Roma, pouco antes da pandemia”, relembra Bicudo. Que venham as próximas!

Fonte: Terra

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