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Quem é Greta Thunberg? A garota que começou a grande greve que acontece em todo o mundo

Há mais de um ano, inspirados na estudante sueca Greta Thunberg, os jovens de todo o mundo começaram a fazer uma “greve para o clima” (climate-striking), na qual saíam da escola por algumas horas para exigir ações contra o aquecimento global em frente ao parlamento. Em maio deste ano, quando 1,4 milhão de crianças em todo o mundo saíram da escola, elas pediram que os adultos se juntassem ao movimento na próxima vez.

“A próxima vez” começa hoje, 20 de setembro (em alguns países, será em 27 de setembro) e será o maior dia de ação climática da história do planeta: todos, desde grandes sindicatos até trabalhadores na sede da Amazon, passando por estudantes universitários até idosos, estão reservando o dia para se reunir em suas cidades para exigir uma ação mais rápida de nossos governos e indústrias, com relação às medidas para conter as mudanças climáticas.

Toda a organização disso pode ser acompanhada no site: globalclimatestrike.net.

No Brasil, estão sendo organizadas manifestações em Peruíbe-SP, Mossoró-RN e Macapá-AP. Para o dia 27, até o momento está confirmada uma manifestação em Cuiabá-MT. Como toda manifestação pública, será apenas um sucesso na escala de que precisamos se muitas pessoas que não são as mesmas pessoas de sempre se juntarem.

Entretanto, se você buscar pelo nome de Greta Thunberg no Google, verá que há poucas referências sobre ela. Especialmente na grande imprensa brasileira, que parece ignorar a grande greve marcada para as próximas duas semanas. O “Global Clima Strike” ainda não “pegou” no Brasil, ainda mais em um ano de tanta repercussão pelas queimadas. Porq ue?

Como tudo isso começou?

Se você se pergunta como tudo isso começou, a resposta é: Greta Thunberg foi quem começou. Thunberg é menina de 16 anos que decidiu, de maneira voluntária, iniciar uma greve na porta do parlamento de seu país, a Suécia. O objetivo? Exigir que os políticos façam algo para conter a mudança climática.

Fosse necessário estabelecer uma data exata, tudo começou mesmo na manhã do dia 20 de agosto de 2018. Foi nesta data que Greta Thunberg, com então 16 anos, “matou aula” e caminhou sozinha para a frente do prédio do parlamento sueco. Thunberg estava munida de um cartaz com a frase “greve escolar pelo clima!” (skolstrejk för klimatet! ) e de panfletos com contundentes dados científicos sobre o aquecimento global.

Para Greta, sentar-se todas as sextas-feiras fora do parlamento sueco, em vez de frequentar a escola, é um ato que todas as crianças deveriam fazer como forma de protesto contra o desastre climático que os adultos estão deixando para ela. Oito meses depois, seu protesto solitário evoluiu para uma marcha histórica pelo clima: #schoolstrike4climate. Até o momento, sua iniciativa levou às ruas mais de 1,5 milhão de estudantes de mais de 100 países ao movimento.

Parece muito radical da parte da adolescente? Infelizmente não, pois segundo a revista de divulgação científica Scientific American, até 2050 (ou seja, dentro de 30 anos), a duplicação de CO2 atmosférico produzirá um aumento na temperatura média global de aproximadamente de 3°C. Este aumento acontecerá caso das políticas econômicas continuarem com a taxa atual de queima de recursos fósseis, extração de madeira e outras atividades intermináveis ​​que emitem gases de efeito estufa.

Uma das principais demandas que Greta Thunberg faz ao seu país, é que faça parte do Acordo de Paris, para manter o mundo abaixo de 1,5°C no aumento médio da temperatura. O Acordo de Paris foi estabelecido em uma Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e estabeleceu medidas para a redução das emissões de gases de efeito estufa. O acordo e será lançado em 2020.

Pelo acordo, um aumento de 2°C em relação à temperatura da era pré-industrial é o limite. Superá-lo é um risco muito grande, que produzirá mudanças perigosas e catastróficas para o meio ambiente global. Por isso que Greta passou a exigir todas as sextas-feiras que seu país adira com urgência às diretrizes do Acordo de Paris.

Aparentemente, os políticos estão longe de cumprir os acordos. Até 2017, nenhum dos 184 países que assinaram o acordo estava implementando as políticas acordadas, nem reduzindo as emissões. O tempo está se esgotando e estamos em um momento crítico.

Quando perguntada sobre o protesto, a resposta de Greta Thunberg foi contundente: “Os adultos falharam conosco. E como a maioria deles, incluindo a imprensa e os políticos, continua a ignorar a situação, devemos agir em nossas próprias mãos, a partir de hoje”.

Desde que começou sua campanha solitária, em apenas seis meses, Thunberg não apenas convenceu milhares de crianças de 130 países ao redor do mundo a participar da greve, mas também exigiu que os adultos resolvessem o cada vez mais óbvio problema ambiental em todos os cantos do planeta. Com uma retórica eficiente e uma voz precisa, Thunberg está mobilizando as pessoas porque ela tem algo claro: é possível fazer uma mudança.

Greta Thunberg ganhou notoriedade internacional durante seu discurso em uma Conferência do Clima da ONU, a COP 24. O discurso foi feito na Polônia e bem direto: “Vocês dizem que amam seus filhos acima de tudo, mesmo assim estão roubando o futuro deles bem na frente de seus olhos”. O discurso na íntegra pode ser assistido no topo do artigo. A partir de então a jovem tornou-se porta-voz de ativistas climáticos e discursou em parlamentos dos EUA e Inglaterra.

Greta ganhou no ano passado o Prêmio Embaixador da Consciência da Anistia Internacional por seu trabalho e atividades em torno das mudanças climáticas. Ela afirmou que o prêmio era para os milhões de pessoas ao redor do mundo que participaram do movimento sextas-feiras para o futuro.

O discurso de Greta Thunberg no parlamento britânico

Discursar, entretanto, é um desfio para Greta Thunberg maior do que para a maioria das pessoas. A jovem foi diagnosticada com síndrome de Asperger, TDAH, transtorno obsessivo-compulsivo e mutismo seletivo. O Mutismo Seletivo (MS) é um transtorno de ansiedade infantil complexo, que é caracterizado pela dificuldade de um indivíduo se comunicar.

Em abril de 2019, Greta Thunberg discursou no Parlamento Britânico e fez o seguinte discurso:

“Muitas pessoas dizem que não temos solução para a crise climática. E eles estão certos, como poderíamos fazer isso? Como você resolve “a maior crise que a humanidade enfrentou”? Como você resolve uma guerra? Como você decide ir para a lua pela primeira vez? Como você cria novas invenções?

A crise climática é o problema mais fácil e mais difícil que enfrentamos. O mais fácil porque sabemos o que devemos fazer: devemos parar as emissões de gases do efeito estufa. O mais difícil porque nossa economia atual ainda depende inteiramente da queima de combustíveis fósseis e, portanto, da destruição de ecossistemas para criar crescimento econômico eterno.

‘Então, como resolvemos isso?’, Os estudantes em greve perguntam sobre as mudanças climáticas. E dizemos: ‘Ninguém sabe ao certo. Mas temos que parar de queimar combustíveis fósseis e restaurar a natureza e muitas outras coisas que ainda não descobrimos’. Então eles pensam: ‘Isso não é uma resposta!’ Para o que dizemos: ‘Temos que começar a tratar a crise como uma crise e agir mesmo que não tenhamos todas as soluções’.

‘Isso ainda não é uma resposta’, dizem eles.

Assim, começamos a falar sobre a economia circular e o reflorestamento da natureza e a necessidade de uma transição justa. Então eles não entendem do que estamos falando. Esclarecemos que todas as soluções necessárias ainda não são conhecidas por ninguém e, portanto, devemos nos unir à ciência e encontrá-las ao longo do caminho. Mas você não ouve isso porque essas respostas são para resolver uma crise que muitos de vocês nem sequer entende completamente. Ou eles não querem entender. Você não ouve a ciência porque está interessado apenas nas soluções que lhe permitirão continuar como antes, como agora. E essas respostas não existem mais, porque você não agiu a tempo.

Evitar a degradação do clima exigirá o pensamento da catedral. Devemos lançar as bases, desde que não saibamos exatamente como construir o telhado. Às vezes, simplesmente precisamos encontrar um caminho.”

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Fonte: R7

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