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‘Quis me suicidar. Tive depressão no ano passado.’ Michael, Flamengo – Prisma


São Paulo, Brasil


É muito séria a pressão sobre um atleta.


O lado psicológico costuma ser deixado de lado pelos clubes.


E cada um tem de lidar sozinho com os fracassos, as cobranças.


O problema que Simone Biles trouxe à tona na Olimpíada de Tóquio, assumindo estar com problemas psicológicos que a impedem de competir, estimulou vários atletas do mundo todo, de várias modalidades a assumirem traumas que ninguém imaginaria.



Michael, do Flamengo, foi um deles.


Ele revelou ontem que teve pensamentos suicidas, quando Jorge Jesus comandava o Flamengo, e era mero reserva. Se via como uma grande decepção, contratado por R$ 33 milhões. Mas que não conseguia se firmar no time.


Veio a depressão. E a vontade de acabar com a própria vida.



“Eu tive depressão no ano passado, sofri muito com isso. Na época, eu estava no hotel e quis me suicidar. Me veio pensamentos ruins e eu queria saber como era me jogar do prédio.”


“Então, eu gritei por socorro, pela minha mulher, pelo doutor Tanure, Diego Ribas, Diego Alves, Filipe Luís, o Rafinha, o Marcos Braz também. Eles me fizeram ser querido, ser abraçado. Eles tiveram um cuidado comigo, que ninguém antes tinha feito”, revelou o atacante ao canal Barbaridade.


O Flamengo agiu rápido. Fez com que o jogador começasse um tratamento psicológico. De maneira imediata. E discreta.



Diante da sua recuperação, em 2021, com Renato Gaúcho, e pela revelação de Simone Biles, Michael resolveu expor seu sofrimento. 


E sua recuperação.


“Eu comecei a fazer psicólogo, psiquiatra. Hoje, eu continuo fazendo, mas apenas uma vez na semana. Sou muito grato pelo que fizeram por mim. Não tenho vergonha de falar isso porque depressão quase todo mundo tem, mas ninguém quer assumir.”


“Orgulho não serve para nada, só serve para nos matar. A gratidão que eu tenho pelo Flamengo, pelos profissionais principalmente, será para o resto da vida.”


“Quando eu mais precisei de um amigo, o Flamengo estendeu a mão para mim.”


A situação é delicada.


Os clubes e a Seleção Brasileira precisam levar a sério.



Trabalharem forte para evitar problemas graves como o de Michael.


Pensar em pular de um prédio porque não consegue jogar pode parecer um exagero.


Mas pode ser a mais profunda depressão aflorando…


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Fonte: R7

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