R7 Estúdio: acusado contesta versão e vítima pede direito de resposta – Notícias


O R7 foi procurado pela assessoria do advogado André Perecmanis, responsável pela defesa de Sérgio Schiller Thompson-Flores, que enviou a seguinte nota sobre o fato de seu cliente ter sido citado em reportagem sobre feminicídio:


“Sérgio Schiller Thompson-Flores não matou ou tentou matar alguém. O processo a que responde não é por feminicídio ou tentativa de feminicídio. Seu nome, por isso, não  deveria estar em reportagem cujo título é “Matador de Mulheres”.


Mesmo as inúmeras falsas acusações feitas por Cristiane Machado estão sendo devidamente desmascaradas na Justiça, que revogou os dois decretos de prisão contra ele. Além disso, o Ministério Público já pediu a absolvição do Sérgio em um dos processos e vários outros foram arquivados.


Estamos diante de um caso comprovado de manipulação da Lei Maria da Penha para obtenção de benefícios econômicos indevidos. Nada mais perigoso para as verdadeiras vítimas de violência.”


O R7 esclarece: em nenhum momento foi dito pelo R7 que Sérgio Schiller Thompson-Flores foi acusado de homicídio ou tentativa de homicídio. A matéria apenas relaciona casos notórios de violência contra a mulher.


A atriz Cristiane Machado, vítima do caso, solicitou direito de resposta em relação à nota dos representantes do Sr. Sérgio Schiller Thompson Flores, publicada no  R7, no dia 19 de junho de 2019.


“A acusação do advogado do réu de que eu estou sendo desmascarada e quanto a alguns ritos processuais não procedem com a integral verdade dos fatos porque tenho provas suficientes sobre o crime. O Sérgio Schiller Thompson Flores ficou preso em Bangu 8 e, após quase sete meses, está cumprindo pena em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica e com medidas cautelares. Como sempre, o objetivo da defesa do réu não é defendê-lo do crime e, sim, sempre denegrir e diminuir a imagem da vítima. A conduta já é costumeira. Isso deveria ser pauta para a OAB, a Ordem dos Advogados do Brasil: o código de ética e conduta a serem seguidos pelos advogados dos réus nos casos da lei Maria da Penha.

Eu adoraria falar cada parte do meu processo para que sirva de exemplo para grandes mudanças, mas recebi uma liminar, a pedido do meu marido perante à justiça, Sérgio Schiller Thompson Flores, citando que eu deveria pagar valores exorbitantes a ele se falasse sobre o andamento do processo. Quando estamos com a verdade, não tememos questionamentos. No meu caso, tive que lutar mais contra pessoas influentes que manipulam informações e contra alguns privilégios.

Quanto aos benefícios financeiros, se eu estivesse interessada em manter uma vida financeira boa não o teria denunciado e manteria meu casamento, mas eu continuaria apanhando, sendo estrangulada, ameaçada e diversas outras coisas. Mesmo com todo o desagaste e dificuldades emocionais e financeiras do pós-denúncia, não me arrependo de ter tido a coragem de denunciar um homem influente em Brasília. Fico tranquila pois a justiça criminal está sendo feita. Ter caráter foi o maior bem que minha família me ensinou. Isso você tem ou não tem. Eu e minha família, linda e simples, podemos andar de cabeça erguida! E o fato de vir de uma origem simples só me deixa mais orgulhosa de ter conquistado tudo com muito esforço e integridade, inclusive avanços importantes na Lei Maria da Penha. Muito obrigado pelas mensagens de todo o Brasil de incentivo e carinho. E digo a todas as mulheres: denunciem, fiscalizem e procurem conhecer as leis. Isso fará toda a diferença”.

Fonte: R7

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: