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Reunião para definir cargos na UE fracassa

Terminou sem acordo a reunião do Conselho Europeu, principal órgão político da União Europeia, para definir os ocupantes dos cargos de liderança no bloco a partir do segundo semestre, quando terá início a nova legislatura no Parlamento comunitário.

Merkel e Macron têm visões diferentes sobre processo de nomeações na UE

Merkel e Macron têm visões diferentes sobre processo de nomeações na UE

Foto: EPA / Ansa – Brasil

Em função disso, os líderes farão uma reunião extraordinária em 30 de junho, em Bruxelas. “Não houve maioria sobre nenhum candidato. É preciso um pacote que espelhe a diversidade da União Europeia. Teremos um novo encontro em 30 de junho”, disse o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, na madrugada desta sexta-feira (21).

“Vocês sabem qual é minha posição, não tenho a sensação de ter vivido um fracasso. Tenho uma posição clara sobre as nomeações, e desde a tarde já estava claro que não havia maioria em torno dos nomes considerados”, declarou o presidente da França, Emmanuel Macron.

As “joias da coroa” comunitária são as presidências da Comissão Europeia, do Parlamento, do Conselho Europeu e do Banco Central Europeu (BCE) e o posto de alto representante para Política Externa e Segurança.

Os três primeiros cargos são ocupados hoje, respectivamente, por Jean-Claude Juncker, Antonio Tajani e Donald Tusk, do conservador Partido Popular Europeu (PPE), enquanto o último é exercido por Federica Mogherini, do grupo Socialistas e Democratas (S&D).

As duas legendas, no entanto, provavelmente terão de repartir o poder com liberais e ambientalistas, que cresceram nas últimas eleições e aumentaram a fragmentação do Parlamento Europeu. A primeira mudança deve ser na forma de indicar o presidente da Comissão Europeia, o poder Executivo do bloco.

Na atual legislatura, Jean-Claude Juncker foi indicado pelo grupo político vencedor, o PPE, que em 2019 foi às urnas sob a liderança do alemão Manfred Weber. Mas Macron já disse que quer derrubar esse mecanismo, chamado de “spitzenkandidat” (“candidato de ponta”).

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, por sua vez, apoia a indicação de Weber para a Comissão Europeia, o que colocou Paris e Berlim em lados opostos nas negociações. As alternativas ao alemão seriam o social-democrata holandês Franz Timmermans, primeiro-vice-presidente da Comissão Europeia; e a liberal dinamarquesa Margrethe Vestager, comissária da UE para Concorrência.

Mas, até o momento, não há consenso sobre nenhum desses três nomes. As negociações são lideradas por Macron, Merkel e pelos primeiros-ministros da Espanha, Pedro Sánchez (socialista); de Portugal, António Costa (socialista); da Bélgica, Charles Michel (liberal); e da Holanda, Mark Rutte (liberal).

Itália

A Itália, terceira maior economia da zona do euro e dona de três dos cinco cargos mais cobiçados – Parlamento Europeu (Antonio Tajani), Banco Central Europeu (Mario Draghi) e alta representante para Política Externa (Federica Mogherini) – acabou ficando isolada nas tratativas.

Das grandes potências europeias, a Itália é a única cujo governo não faz parte dos principais grupos políticos no Europarlamento. A ultranacionalista Liga e o antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) integram famílias eurocéticas que devem ser relegadas a um papel de oposição na próxima legislatura, apesar do crescimento da extrema direita nas eleições de maio.

O “governo” da UE é exercido pela Comissão Europeia, chefiada hoje por Juncker, e por seus 27 comissários, que seriam o equivalente aos ministros. Com isso, cada Estado-membro tem ao menos um representante no alto escalão do poder Executivo. 

Ansa - Brasil
  

Fonte: PORTAL TERRA – NOTÍCIAS

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