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Revezamento não serve mais como desculpa ao milionário Palmeiras – Prisma


São Paulo, Brasil


“Pipoca?


“É bom com sal ou açúcar. Muito bom.”


Dessa maneira debochada que Luiz Felipe Scolari analisou mais um protesto da torcida, revoltada com o vexatório empate com o Vasco, em plena arena palmeirense.


Mais de 37 mil pessoas lotaram o estádio e viram o futebol medíocre, sem criatividade, compactação, vibração do milionário elenco palmeirense. O time se nivelou ao fraquíssimo, limitado elenco atual do Vasco da Gama.


Ao final do vergonhoso futebol apresentado pelo Palmeiras, a ira da torcida se manifestou no cruel coro.


“Time de pipoca, time de pipoca, time de pipoca.”


Uma grande injustiça, por sinal.


Porque os jogadores não foram ‘pipoqueiros’.


Weverton, Jean, Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luis; Thiago Santos, Bruno Henrique (Matheus Fernandes) Hyoran (Carlos Eduardo), Gustavo Scarpa (Raphael Veiga) e Dudu; Arthur Cabral têm potencial para ganharem do Vasco de Vanderlei Luxemburgo.


Mas não venceram por conta de Felipão.


No mundo moderno da elite do futebol mundial, o revezamento de jogadores é algo mais do que comum.


A falta de entrosamento é algo esperado, para atletas que não têm o costume de jogarem juntos.


Mas a compensação vem em um esquema definido.


E que respeite os mandamentos básicos de qualquer equipe que queira conquistar títulos em 2019.


Velocidade na saída de bola. Triangulações pelas laterais. Troca de posição do meio para a frente. Inversões de jogadas. Ataques em bloco. Rapidez na recomposição. 


E muita marcação alta, constante pressão sobre os zagueiros adversários.


Principalmente quando atua em casa, com a força psicológica de sua torcida.



Ainda mais contra um adversário mais fraco.


Só que, outra vez, nada disso se materializou.


O Palmeiras foi espaçado, sem convicção, não se impôs ao Vasco.


Insistiu nos cruzamentos, ligações diretas, bolas levantadas para a área.


Time previsível, que não empolgava a sua torcida.


A irritava.


“Não tenho nada a falar para a torcida diferente do que ela está vendo. Eles estão fazendo o melhor, buscando. Se não está dando certo, eles não estão conseguindo fazer as coisas diferentes. Se a torcida não está contente, nós também não estamos. As equipes têm jogado bem contra nós e estamos errando algumas partes”, disse Felipão, sem explicar nada.


Sem sutileza, repassou a culpa do fracasso aos atletas.


Scolari se apega à desculpa de que o clube está na Libertadores.


E vai perdendo a gana de conquistar o Brasileiro.


Foi derrotado para o Ceará.


Dos três empates, só o contra o São Paulo, no Morumbi, é aceitável.


Os contra o CSA e Vasco, não.


A eliminação na Copa do Brasil, contra um time inferior tecnicamente, o Internacional, pareceu ser vista com alívio.


O revezamento é obrigatório pelo caótico calendário neste país.


Mas é inaceitável o futebol do Palmeiras.


Tem tudo para se classificar para as quartas-de-final da Libertadores, na terça-feira.


O Godoy Cruz é um adversário fraquíssimo, mas que estava como uma sombra neste sábado na arena contra o Vasco.


Felipão parece repetir o roteiro de 2012.


Quando tinha obsessão pela Copa do Brasil.


Ficou tão cego que não preparou com esmero o time no Brasileiro.



Ganhou o título, mas encaminhou o fraco elenco do Palmeiras naquele ano, ao segundo rebaixamento de sua história.


Não há nem comparação entre o time atual e o de sete anos atrás.


Mas o erro segue igual.


A Copa do Brasil já foi desperdiçada.


No Brasileiro, está dando chances ao Santos, Flamengo e ao renascido São Paulo.


A prioridade pela Libertadores é compreensível, justificável.


Mas não o péssimo atual futebol palmeirense no Brasileiro.


A torcida erra ao cobrar os jogadores, chamá-los de pipoqueiros.


Mas ela é passional.


Quem está errado e precisa ser cobrado é Luiz Felipe Scolari.


Por mais que Mauricio Galiotte o considere ‘intocável’.


É inaceitável o futebol mostrado contra o Vasco.


Revezamento não é escudo para equipe mal treinada, sem estrutura, dinâmica. 


Com atletas sem saber o que fazer coletivamente.


É difícil, complicado, tenso.


Mas passou da hora de a diretoria cobrar Felipão…

Fonte: R7

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