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Saiba quais são os 5 erros clássicos que pessoas cometem com seus equipamentos de montanha

A frase em latim “Errar é humano, permanecer no erro é diabólico” é atribuída a Santo Agostinho. A lição que podemos tirar desse erro é que a aceitação da fraqueza humana (ser suscetível a erros) não deve justificar a continuidade do erro.

Para quem pratica atividades outdoor assiduamente, já deve saber que o equipamento bem cuidado é o melhor amigo de toda pessoa. Porém, por desleixo, ou mesmo falta de conhecimento, frequentemente aparecem frases em grupos de Whatsapp e redes sociais de pessoas “querendo conselhos” por algum equipamento danificado.

A melhor prática é, antes de prevenir, buscar informação que é fruto de pesquisa e não somente de pessoas supostamente conhecidas em redes sociais. Muitos destes entendidos, principalmente os “lacradores” e canceladores, sofrem de síndrome de Dunning-Kruger, difundindo conselhos errados e perpetuando mitos.

Negligenciar a luz

Parte considerável dos praticantes de montanha não possui o hábito de ter uma lanterna, preferencialmente uma headlamp, em sua mochila. A desculpa de muitos é o peso das lanternas, mesmo as headlamps, por causa da pilha. Pois uma boa notícia: há mais de 5 anos, quase todas as marcas possuem modelos com baterias recarregáveis.

Além disso, muitos apostam em carregadores de 5 Watts. Este é o padrão de carregadores para celulares e dispositivos com porta USB. Porém, estes carregadores demoram muito tempo para carregar, fazendo com que muitos usuários posterguem o recarregamento por causa o tempo de espera.

Portanto, a melhor prática é procurar um carregador de 24 a 30 Watts. Eles são mais caros que os de 5 Watts, mas costumam proporcionar um carregamento muito mais rápido de aparelhos eletrônicos (especialmente os mais novos).

A substituição das lanternas por uma bateria recarregável de íon-lítio, muitas vezes com uma autonomia de não mais do que 4-5 horas reais (com iluminação máxima de 200-300 lumens), fez com que muitos usuários drenassem aquela única bateria por muito tempo e não carregue uma bateria reserva.

Portanto, carregue sempre a headlamp totalmente carregada e, principalmente, uma segunda lanterna de emergência mais leve e compacta.

Proteção da chuva

O Brasil, por ser um país tropical, possui alta incidência de chuva em boa parte do ano. Motivo principal para que as pessoas tenham uma capa de chuva, ou mesmo uma jaqueta, para se proteger das intempéries. Na maior parte do Brasil, as estações de secas e de chuvas são bem definidas.

Por isso é necessário acompanhar com atenção o padrão de chuvas e toda alteração de comportamento para, por exemplo, realizar a sua atividade de montanha com segurança. Quase todos os praticantes mais experientes que frequentamos as montanhas se contentam em usar uma jaqueta impermeável e respirável nos dias que anunciam chuvas.

Um dia muito chuvoso, como na primavera e verão brasileiros é um dos meses com mais aguaceiros do ano. No meio desse “toró” nos lembra que toda a água que escorrega pelo casaco escorre para as calças (que em sua maioria não são impermeáveis) ​e acaba se acuculando nas meias.

Uma boa prática é prever, consultando a meteorologia, se for choverá por mais de uma hora. Caso seja este o período de chuva que irá enfrentar, procure levar calça de chuva leve. Preferencialmente com elástico na barra, para que seja preso acima das botas e meias.

Não saber carregar a água

No início dos anos 2000 os tradicionais cantis foram substituídos pelas garrafas de alumínio. Hoje hoje elas são muito menos utilizadas do que as garrafas PET. Muitos sequer procuram recipientes como as garrafas de policarbonato do tipo Nalgene.

Muitos desconhecem que a de garrafa PET descartável não deve ser recarregada várias vezes, pois seu plástico fino tende a se deformar ou rachar com o uso, liberando partículas ou criando áreas para acúmulo de germes. Se existe uma coisa que a pandemia de Coronavírus deveria ter ensinado a qualquer pessoa é que devemos ser responsáveis com toda e qualquer possibilidade de contágio de microrganismos.

Portanto, procure garrafas de aço inoxidável AISI 30, alumínio vitrificado ou de policarbonato do tipo Nalgene.

Equívocos com bastões de caminhada

Ainda não há uma pesquisa quantitativa com dados concretos sobre a quantidade de pessoas que vão fazer trekking sem bastões de caminhada. Mas você, caro (a) leitor (a), já reparou que não vê muitos caminhantes com apenas um bastão de caminhada?

O apoio assimétrico que é realizado quando a segunda vara é dispensada pode sobrecarregar o braço mais utilizado. Principalmente forçando o punho e ombro quando pouco utilizado. Além disso, não fornece a estabilidade necessária ao cruzar trechos de possível queda, como um riacho ou uma rocha molhada.

Se for caminhar por mais de 1 hora ou se sua mochila ultrapassar 5 quilos, leve o par de bastões de caminhada completo.

Álcool em gel? Sim!

Desde março de 2020 novos hábitos tiveram de ser adquiridos por toda as pessoas. Entre eles, mais difundido é o uso de álcool em gel. Uma das formas de se minimizar o contágio do COVID-19 (vírus SARS-COV-2) é recomenda pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o uso do álcool etílico 70% em forma de gel para assepsia das mãos e higienização de superfícies e objetos.

Existem dois tipos de álcool em gel: saneante (uso geral) e cosmético (antissépctio para higiene). Ambos possuem a mesma finalidade de uso. A diferença entre os dois está apenas nas características e exigências para produção e registro.

Mas e na montanha devo incorporar o uso de álcool em gel? Sim! Lavar as mãos nunca foi uma prática comum em atividades de montanha que duram apenas um dia. Mas a pandemia trouxe uma preocupação notável com relação à higiene das mãos para o nosso dia a dia.

Isso porque tocamos em superfícies comuns: do carro ao fechar um porta-malas, equipamentos como o telefone celular, maçanetas de portas, cercas, porteiras por onde passamos. Até mesmo utensílio de comida oferecida a um colega pode estar contaminado.

Poucas pessoas são vistas usando álcool em gel nas montanhas. Atualmente as pessoas acham até desnecessário e pesado carregá-lo. No entanto, as versões de bolso são seguras e devem ser incorporadas no hábito de montanhistas.

Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha, México e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias. Em 2018 foi o único latino-americano a cobrir a estreia da escalada nos Jogos Olímpicos da Juventude e tornou-se o primeiro cronista esportivo sobre escalada do Jornal esportivo Lance! e Rádio Poliesportiva.

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Fonte: R7

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