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Salões de beleza aprovam reabertura e investem em proteção – Lifestyle



Salões de beleza e barbearias da cidade de São Paulo reabriram as portas na última segunda-feira (6), seguindo a programação de retomada gradual de atividades econômicas estipulada pela prefeitura da capital.


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Os clientes que usufruiram desses serviços encontraram uma realidade bem diferente da usual, já que diversas medidas tiveram de ser tomadas para impedir a propagação do coronavírus. Em alguns estabelecimentos isso incluiu até uma cabine de descontaminação.


Foi o caso do 1838, salão com duas unidades no bairro Jardins, área nobre de São Paulo, que contou com a ajuda de um infectologista e investiu pesado para implementar ações de segurança, conforme explica a proprietária, Lucinha Mauro.


“Instalamos túneis de desinfecção logo na entrada do salão para eliminar vírus e bactérias. Contratamos uma funcionária para aferir a temperatura dos nossos clientes e parceiros com um termômetro digital à distância. Durante todos os atendimentos, nossos profissionais usarão equipamentos de proteção individual, como máscara e aventais de TNT descartáveis, face shield e luvas”, explica Lucinha, que também destaca ‘atenção triplicada a procedimentos que já tinham, como a esterilização de equipamentos’.




“Vamos evitar aglomerações tanto de clientes quando de parceiros, pois temos mais de 270 especialistas em beleza conosco. Também contamos com uma empresa especializada em controle de bactérias para sanitizar nossas áreas internas e externas periodicamente. Outro ponto importante é a frequente limpeza do ar condicionado, que será feita diariamente”, diz.


Mas não são apenas salões mais caros que estão tomando providências para continuar funcionando sem colocar clientes e funcionários em risco. A Cabelaria da Barra, estabelecimento localizado na Barra Funda, zona oeste da capital, por exemplo, também implementou medidas que vão além do uso obrigatório de máscara.


“A limpeza do salão está muito mais rígida, a gente limpa a cada atendimento com álcool 70%, passamos pano no chão o dia inteiro. O banheiro também está sendo limpo com álcool 70. Além disso, coloquei três dispensers de álcool gel”, diz Danise Benini, proprietária do salão. “Termômetro para medir a temperatura dos clientes e dos colaboradores. Se algum colaborador ou cliente estiver sem máscara, estamos disponibilizando máscaras também”.


A medição de temperatura, inclusive, tem sido medida frequente não só em salões, como também em barbearias. A barbearia Don Pablo, localizada na zona norte, no bairro Santana, também foi uma adepta disso, já que febre é um dos principais sintomas da covid-19.


“Mas também estamos com as máscaras, álcool gel, jalecos descartáveis para os profissionais e funcionando apenas com agendamento. Não é permitido espera. Higienizamos todos os equipamentos de uso dos barbeiros, inclusive as cadeiras, além da descontaminação do ar condicionado”, explica José Roberto, um dos sócios do estabelecimento.


Serviços mais procurados


Se a quarentena fez com que muita gente tivesse de cuidar da beleza sozinha, em casa, a reabertura do setor possibilitou dar um ‘tapa no visual’ com as mãos de um profissional. E, na primeira semana de funcionamento, os salões puderam notar quais foram os serviços que os clientes mais sentiram falta.



“As pessoas se incomodam mais com o cabelo. Principalmente homem, que perde o corte”, afirma Danise, da Cabelaria.


“Serviços de cabelo, manicure, unha de gel e sobrancelha estão no ranking dos mais pedidos no momento”, diz Lucinha, do 1838. “Acreditamos que, nos próximos dias, protocolos estéticos ganhem mais força nessa retomada”.


Reabertura veio no momento certo?


Os cerca de cem dias de comércios fechados foram desafiadores para empresários de todos os setores, e no ramo da beleza não foi diferente. Por isso, muitos proprietários de salões e barbearias comemoram a retomada, que acreditam ter acontecido na hora certa.


“A doença está ‘aí’ e, infelizmente, não tem o que fazer, né? Ela só vai deixar de ameaçar tanto quando existir uma vacina. Então, eu acho que abriu no momento certo, porque a economia precisa girar, tanto na minha área quanto em todas as outras”, diz Danise Benini. José Roberto também aprova a reabertura e acredita que ela ‘poderia ter acontecido até antes com todos os cuidados que estão tomando’.


Agora, depois de terem ‘sobrevivido’ ao período em que estiveram sem funcionar, os salões tentam manter o otimismo para o futuro.


“Acho que, se eu consegui me manter aberta – aberta não, viva – até agora, eu vou conseguir fazer girar o dinheiro que eu perdi fechando as portas do meu negócio”, afirma Danise. 


“O ano de 2020 começou agora para nós e teremos de nos reinventar todos os dias para ter faturamento. Temos mais de 270 famílias que dependem de nós”, completa Lucinha.

Fonte: R7

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