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“Se a roupa não tiver a função de te deixar poderosa, nem vale a pena” – Revista JP – Glamurama

Domenica Dias // Crédito: Jon Leão

por Nina Rahe

Quando Domenica Dias resolveu vestir uma jaqueta vermelha que seu pai, o rapper Mano Brown, não usava mais, ele gostou tanto de ver o modelo na filha que logo quis a peça de volta. A atriz de 21 anos, que agora lança, ao lado da mãe, Eliane Dias, a marca de roupas feminina Yebo, explica que, em sua casa, tudo sempre foi compartilhado. Quando era mais nova, ela herdava calças, camisetas, bermudas, bonés e todas as peças que não cabiam mais no irmão, Jorge, quatro anos mais velho. A situação, que poderia desagradar outras pessoas, foi, para ela, uma forma de se reinventar criando possibilidades novas a partir de modelos que não eram exatamente do seu tamanho. Domenica, que pensou em ser estilista antes de decidir estudar artes cênicas na Unesp, conta que acabou convocada para participar da marca que Eliane Dias e Naiara Albuquerque – responsável também pela direção criativa – iriam lançar. “Acho que minha mãe revisitou esse lugar que sempre tive na moda e já chegou me dizendo: ‘Você está nesse projeto’”, conta.

Para Yebo (uma gíria sul-africana de afirmação), a ideia, além de criar peças que contemplem as duas gerações que estão à frente da iniciativa, é produzir modelos que nem sempre são fáceis de encontrar nas marcas tradicionais. São roupas confortáveis, mas, ao mesmo tempo, elegantes, em uma linguagem que não restrinja o guarda-roupa que as mulheres podem vestir. “A cultura hip-hop e o streetwear sempre me influenciaram. Gosto de peças over, mas as modelagens que são pensadas para o corpo masculino muitas vezes ficam desajeitadas”, diz Domenica, que quer investir em opções que caiam bem sem se prender à distinção de gêneros – as peças serão vendidas on-line. A experiência de trabalhar em família não é algo novo.

Domenica chegou a ser modelo da marca de roupas Müe, lançada pelo irmão em 2014, e participou do processo criativo de um dos shows da produtora Boogie Naipe, comandada pela mãe. A diferença agora vem do fato de estarem todos em casa. Ela até tentou estabelecer horários, mas se rendeu às investidas de Eliane durante o almoço e tarde da noite para dar conta de todas as demandas. “A moda estava adormecida em mim, mas acordou e veio com tudo”, conta Domenica. “Quando fiz fotos com as peças que criei, me senti poderosa. Se a roupa não tiver essa função, nem vale a pena.”

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Fonte: Glamurama

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