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Sem cirurgia bariátrica, homem obeso perde 89 kg sozinho

O britânico Jason Anderson, diagnosticado com obesidade, hipertensão, diabetes e apneia do sono, se negou a realizar uma cirurgia bariátrica, uma opção para o tratamento das suas condições.

Foto: Reprodução/BBC

Foto: Getty Images / Minha Vida

“Estava praticamente à beira da morte, muito doente, já tinha desistido. Não sabia o que fazer”, confessou ele à BBC News. Mas em vez de realizar a cirurgia bariátrica, indicada pelo seu médico, Jason tomou coragem e decidiu mudar seu estilo de vida.

Mesmo sendo informado que não conseguiria perder peso sozinho, ele mudou sua dieta e começou a praticar exercícios físicos regularmente. “Vinha à academia religiosamente, até nos finais de semana”, afirmou em vídeo.

Dieta para obesidade

Em 2 anos, Anderson perdeu 89kg e afirma estar muito contente com o resultado. Antes, não via futuro, mas agora sente que recuperou sua vida. Também afirmou que não se reconhecia no espelho e precisou de terapia para aceitar a imagem nova.

Na mesma entrevista, deixou um recado para os que querem seguir seus passos no emagrecimento. “Se você sabe que tem um problema e tem medo de pedir ajuda, mas se você receber ajuda e se esforçar, sou a prova viva de que é possível.”

Para um emagrecimento saudável e duradouro é preciso investir em bons hábitos alimentares e a prática de exercícios físicos. Há muitas opções de dieta para emagrecer, como a dieta low carb, dieta Dukan, dieta paleolítica, dieta cetogênica, entre outras. Para decidir qual dieta seguir, é importante consultar um especialista para fazer uma melhor indicação.

De modo geral, há algumas dicas que ajudam a perder peso que podem ser aplicadas desde já.

  • Alimentos que queimam gordura: como chá de hibisco, lichia e farinha de amora
  • Ômega 3: presente em alguns peixes e nozes, também é indicado, uma vez que atua como anti inflamatório e ajuda a desinchar
  • Fibras: alimentos ricos em fibras proporcionam maior saciedade, são eles frutas e cereais integrais, como arroz, aveia, trigo e centeio
  • Termogênicos: como pimenta e canela, que aceleram o metabolismo
  • Diminuir o consumo de sal e açúcares: o consumo em excesso de sal pode levar à quadros de hipertensão e retenção de líquidos. Já o açúcar em excesso se transforma em gordura acumulada.

Entre outras dicas, como consumir pequenos lanches entre as três principais refeições; investir em pratos equilibrados e diversificados; fugir de dietas restritivas; beber 2 litros de água por dia; reduzir o consumo diário de calorias e fazer exercícios físicos.

Quem pode fazer a cirurgia bariátrica

A cirurgia é indicada para tratar obesidade e as doenças associadas ao excesso de gordura corporal. Porém, não é indicada a quem pensa nela como primeira opção antes de tentar uma mudança de dieta e de atividade física.

Segunda a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a cirurgia é indicada para pacientes com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior à 40 ou entre 35 e 40 com duas complicações relacionadas.

Problemas mais comuns relacionados à obesidade:

  • Diabetes
  • Hipertensão
  • Colesterol alto
  • Doença cardíaca
  • Osteoartrose severa
  • doença do refluxo gastroesofágico
  • Doença pulmonar e/ou apneia obstrutiva do sono
  • Esteatose hepática não alcoólica.

Riscos da obesidade

Mesmo que a cirurgia seja eficiente para a perda de peso, há 50% de chances de reganho dos quilos. As complicações mais comuns relatadas por especialistas são rompimentos de costuras, que levam a vazamento do suco digestivo, e embolia pulmonar.

Os rompimentos nas costuras são tratados com intervenções como endoscopia, laparoscopia ou cirurgias abertas. Já a embolia podem ser prevenidas com uso de meias elásticas, compressores mecânicos nos membros inferiores e uso de anticoagulantes.

Também é comum a queda de cabelo após 6 a 8 meses do pós-operatório. Outro risco possível da cirurgia é o cálculo biliar, uma vez que o rápido emagrecimento é um dos fatores de risco para o surgimento de cálculos na vesícula. Para prevenir o surgimento dos cálculos biliares é através de medicamentos, como o ácido ursodesoxicólico.

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Fonte: PORTAL TERRA – VIDA E ESTILO

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