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Seminário do ‘Estado’ discute os desafios da democracia

O Estado e a Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps) realizam hoje, no Senado Federal, em Brasília, o seminário Desafios da Democracia no Brasil: Inovação e Representação num Mundo Hiperconectado. A polarização política, a radicalização dos discursos e um ambiente virtual contaminado por informações falsas serão alguns dos assuntos debatidos, bem como o direito à privacidade, proteção de dados e inteligência artificial.

O Senado Federal, em Brasília

Foto: Pedro França/Agência Senado / Estadão

Os debatedores serão a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), o deputado Tadeu Alencar (PSB-PE), o gerente de políticas públicas do Twitter no Brasil, Fernando Gallo, o cientista político Fernando Guarnieri e a diretora executiva da Raps, Mônica Sodré.

Para Alencar, as redes sociais e a internet aumentaram a participação social e a difusão de informações, e isso é positivo porque permite interação. Ele, no entanto, destacou a necessidade de soluções para evitar o mau uso. “A gente precisa se preparar para ter os antídotos a essas alterações dos fatos, fake news, que também se valem da própria plataforma para divulgar informações falsas.”

Na avaliação de Fernando Gallo, gerente de políticas públicas do Twitter, rede social usada por políticos no Brasil e outros países, é importante tomar medidas para identificar conteúdos danosos e contas automatizadas. “O Twitter é uma plataforma de liberdade de expressão, mas a gente quer também que as pessoas se sintam seguras para se comunicar dentro da rede”, disse ele, afirmando que a empresa investe em tecnologia para manter o ambiente saudável.

Para Mônica Sodré, um dos principais obstáculos é o acesso à tecnologia. A executiva da Raps questiona: “Como discutir participação popular e tecnologia no Brasil, em que parte significativa das pessoas está fora do ambiente digital?”

O cientista político Fernando Guarnieri defende a formação de lideranças fortes para que as siglas organizem sua atuação parlamentar. “As oligarquias partidárias têm de ter algum limite, mas o que os movimentos de renovação têm de refletir é até que ponto essa forma enrijecida de partido não é consequência justamente do jeito como funciona nossa democracia”, afirmou.

Estadão

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Fonte: PORTAL TERRA – NOTÍCIAS

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