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Serasa, luz cortada, marmita. Agora, conta bloqueada. Corinthians – Prisma


São Paulo, Brasil


“O Corinthians está voltando, se é que já não voltou, a ser Dualib, Wadih Helu, Vicente Matheus e outros que tais.”


“Pensem, a questão é mais séria e profunda do que vocês pensam, é por isso que eu resolvi pensar e ver, o Corinthians tem que mudar o seu foco, o seu rumo, tem que recuperar a credibilidade dele.”


“O Corinthians precisa de gestão.”


“O foco é completamente outro.”


As declarações são do delegado Mário Gobbi, ex-presidente, que jurou jamais voltar a ser dirigente na vida. Mas que mudou de ideia e se assume concorrendo à próxima eleição no Corinthians.


Ele deve ter conhecimento do que fala, porque só comandou o Corinthians entre 2012 e 2015 graças a Andrés Sanchez, que o colocou no cargo.


Apresentado como candidato da oposição, Gobbi pode desfrutar da sucessão de situações constrangedoras no Parque São Jorge.


Depois de o clube ser processado pelo não pagamento das marmitas consumidas por funcionários, ter o nome inscrito no Serasa, como mau pagador, ter a luz cortada no último final de semana, o escândalo do dia.


O Corinthians está com suas contas bloqueadas na justiça.


Por seu ex-jogador de futsal, Valdin, campeão paulista de 2015.


Ele cobra a rescisão contratual; valor referente a bolsas escolares dos filhos; acréscimo por períodos em viagens, concentração e partidas; hora-extra em períodos de viagens; adicional de 100% por trabalhar em domingos e feriados; compensação proporcional no FGTS; danos morais e materiais; honorários advocatícios.



O juiz Gustavo Campos Padovese, da 88ª Vara do Trabalho de São Paulo determinou que as contas bancárias corintianas fossem bloqueadas. 


O clube deve R$ 654.307,96 para o jogador.


O Parque São Jorge foi oferecido como penhora para os advogados de Valdin. Eles não quiseram. 


Preferiram bloquear as contas do clube.


Sabiam que seria uma maneira mais fácil de receber o que o clube deve.


O  Corinthians já perdeu na primeira instância, recorreu e perdeu novamente no segundo grau. O clube recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília.


Perdeu, novamente.


Os advogados do Corinthians entraram com um embargo, para o clube não pagar.


Só que o julgamento do embargo está marcado para o dia 13 de maio e, há a certeza, no Parque São Jorge, que o clube terá de pagar.


O juiz Padoveze bloqueou as contas do Corinthians para ter a garantia de pagamento a Valdin.


Nova situação constrangedora.


O clube já teve prejuízo de R$ 145 milhões em 2019.


Quatro, dos 11 patrocinadores da camisa do time, suspenderam seus pagamentos.


Não há acordo fechado com a Caixa para o pagamento definitivo do Itaquerão.


A pandemia travou o futebol há 50 dias e espantou grande número de sócios-torcedores.


A Globo parou de pagar as parcelas do Paulista e do Brasileiro.


O clube reduziu o salário dos seus funcionários


E quer também diminuir dos jogadores.


Há quem garanta que as dívidas do clube, incluídas as do Itaquerão, chegariam a R$ 700 milhões.



A administração do clube segue assustadora.


Daí essas contas menores escaparem do controle.


O que dá brecha para ex-aliados íntimos, como Mario Gobbi, compararem a administração de Andrés à de Alberto Dualib.



Com o presidente que trouxe a MSI para dominar o futebol, o clube caminhava  para o estado pré-falimentar.


Gobbi deve saber bem o que fala.


Na prática, o dia é de novo vexame do Corinthians…


(Mas ainda haveria mais, nesta sexta-feira. Andrés Sanchez avisou que o elenco teria um corte salarial de 25% na carteira de trabalho.


E que a Comissão Técnica, a começar pelo treinador Tiago Nunes, redução de 70% nos salários, como tiveram todos os funcionários do clube…)

Fonte: R7

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