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Sim! Beyoncé é a maior artista das últimas décadas

"Beyoncé? Beyoncé? Beyoncé?". Talvez você não saiba quem é Tiffany 'New York' Pollard, famosa pelo reality show Flavor of Love, mas o meme dela, incrédula, dizendo o nome da diva pop pode ter cruzado o seu caminho por essa imensidão da internet.

Não que ela estivesse surpresa por ver a Queen B, porém, a reação dela traduz um pouquinho do que muita gente sente ao se lembrar da cantora que virou um ícone mundial.

Beyoncé usa vestido preto e dourado para o Globo de Ouro 2020

A música pop vem passando por transformações constantes, do som mais genérico e eletrizante ao atual k-pop, que faz uso dasconhecidas batidas somadas a coreografias impecáveis e mudanças de eras bem construídas. Por outro lado, o trap passou a ter mais visibilidade bem como sons mais elaborados, pesados, melancólicos ao estilo Billie Eilish e Lana Del Rey. Nessa turbulência, Beyoncé Giselle Knowles-Carter se mostrou de uma relevância ímpar, capaz de caminhar por todas as mudanças, se reinventar e ser a artista mais importante no século 21, por mais que niguém tenha a nomeado para tal posto.

Rihanna também é uma artista que transpassa os holofotes; é, antes de mais nada, um ser humano e que usa de seu espaço midiático para promover uma musicalidade original e a diversidade, levando uma conversa plural e empoderada para a sua empreitada como dona de marcas de cosméticos e roupas. Porém, o timing de Bey é algo surpreendente, chegando nas discussões sociais diretamente, passando por cima das brigas de fandoms de divas pop e cutucando as feridas que precisam ser escancaradas.

No último dia 19 de junho, sem nenhum aviso, ela lançou o single Black Parade. No mesmo dia se celebra, nos Estados Unidos, o Juneteenth, ou Dia da Emancipação, que liberou os escravos no país em 1865. Claro que a reparação histórica dos fatos, assim como no Brasil, ainda é uma luta constante, todavia acabou ganhando um significado ainda mais forte depois das constantes menifestações contra o racismo e a violência policial após a morte de George Floyd, um homem negro, por um policial branco no estado do Minnesota.

É por isso que em um dos trechos da canção ela pede para erguer os punhos e mostrar o amor negro. Ao longo de uma carreira de cerca de três décadas, iniciada antes mesmo do grupo Destiny's Child receber esse nome, Beyoncé compreendeu o tamanho do seu nome, do alcance que ele recebe prlos mínimos detalhes.

Ela deixou as companheiras Kelly Rowland e Michelle Williams. Ambas seguiram destinos solos. O diferencial é que a filha de Tina Knowles e irmã de Solange Knowles teve toda uma produção por trás que a colocou no radar de muita gente e hoje ela sabe muito bem tocar esse barco por si só.

Ela tocou tão bem pela maré que durante um tempo no qual as pautas feministas não eram levadas com afinco para o mainstream, Bey discutia o maschismo em If I Were A Boy e Single Ladies, por exemplo. Com Who Run The World (Girls) ela dava ainda mais voz às mulheres e, como uma mulher negra, a representatividade para o público negro e feminino dela tornava-se alarmante em um bom e necessário sentido.

Mas o ativismo pelo seu povo foi confirmado e engrandecido em 2016, com a chegada do álbum Lemonade. Já pensou quem teve tanta relevância musical e social na década passada quanto Beyoncé?

Dona de seis discos, inúmeros Grammy Awards, topos e números e mais números significativos em paradas musicais… Nada disso foi capaz de ditar qualquer regra para a artista que se reformulou e decidiu usar o poder que tem para lançar Formation como single, denunciando, explicitamente, a violência policial contra negros.

Nem mesmo a limitação de alcance a barrou. Apesar de ter sido lançado somente no Tidal, plataforma de streaming de Jay-Z, marido da cantora, e parte exclusiva da ferramenta até o ano passado além dos clipes no YouTube, a pauta era Beyoncé se repaginando, dizendo assim; denunciando a traição do amado, o perdão e dando ainda mais brilho à beleza da cultura afro.

Estrela à moda antiga, provavelmente o fato de não expor tanto a sua imagem particular, familiar faz dela uma figura que não satura e não precise chegar chegando a todo momento, porque vir de supetão virou a marca registrada da diva.

Ela reformulou o festival Coachella; ressignificou o nome e explodiu as redes sociais com o Beychella, em 2018, que veio a ser o foco de um documentário, o Homecoming, da Netflix. Nunca o Coachella foi tão negro antes. Beyoncé mandou o recado!

Mãe de Blue Ivy e os gêmeos Rumi e Sir, o futuro terá muita Beyoncé ainda. E, com certeza, ela estará presente em algum livro de história, seja ele físico ou digital. 

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Fonte: O Fuxico

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