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SP pode ampliar vacinação para todas as idades após fala de Pazuello; bares servirão bebidas até 22h na capital

Governador de SP, João Doria, com caixa da vacina CoronaVac (REUTERS/Amanda Perobelli)

SÃO PAULO – São Paulo pode antecipar a vacinação contra a Covid-19, atendendo mais faixas etárias e pessoas com comorbidades.

A possibilidade surgiu após a fala de Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, na manhã desta sexta-feira (19). Pazuello afirmou que um novo lote de 4,7 milhões de doses de vacinas, que será distribuído aos estados a partir do dia 23 de fevereiro, será usado integralmente para a aplicação da primeira dose, sem que haja a necessidade de guardar doses para a aplicação do reforço.

“Se nós pudermos vacinar mais pessoas, dentro de um critério sério e consistente de que isso ajudará a salvar mais vidas amparado pela ciência, não há nenhuma razão que nos impeça de seguir nessa linha [usar as todas as vacinas para a primeira dose]”, afirmou João Doria, governador do estado de São Paulo, em coletiva realizada também nesta sexta-feira.

Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde, ressaltou que essa postergação da segunda dose contra a Covid-19 dependerá de uma chancela oficial do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio de uma atualização no Programa Nacional de Imunização (PNI). “Teríamos maior numerário de doses em nosso território, então poderíamos acelerar a imunização para todas as faixas etárias, incluindo aqueles que têm comorbidades“, disse Gorinchteyn.

Regiane de Paula, coordenadora de controle de doenças da secretaria de Saúde do estado, concordou com as condições colocadas por Gorinchteyn. “Se não for só uma fala dita em uma reunião pelo ministro [Eduardo Pazuello], mas se vier um ofício do Ministério da Saúde e uma liberação pela Anvisa, sem dúvida iniciaremos imediatamente a liberação de doses e avançaremos a imunização para mais faixas etárias. Mas precisamos de um documento, de um ofício que nos dê essa segurança. Sem isso, tudo o que foi colocado hoje não se sustenta.”

João Gabbardo, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde e coordenador do Centro de Contingência contra a Covid-19 em São Paulo, julgou que a decisão de Pazuello foi correta. “Não existe unanimidade, mas defendo a tese de que devemos vacinar mais rapidamente todas as pessoas com mais de 60 anos de idade. O risco de atrasar em algumas semanas a segunda dose é muito menos prejudicial do que ficarmos com vacinas guardadas e mais pessoas morrerem pela Covid-19.”

Paulo Menezes, também coordenador do Centro de Contingência contra a Covid-19 em São Paulo, diz que vacinar as pessoas com mais de 75 anos de idade geraria uma redução de até 40% no número de óbitos pela Covid-19. Vacinando todos com até 60 anos de idade, o número de internações por Covid-19 cairia pela metade em relação ao número atual.

Segundo os últimos dados do Vacinômetro, ferramenta desenvolvida em parceria com a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) que permite acompanhar em tempo real o número de vacinados no estado, mais de 1,932 milhão de doses contra a Covid-19 foram aplicadas em SP até as 13h20 desta sexta-feira. 345 mil dessas vacinas foram direcionadas para aplicações de segunda dose.

A vacinação em São Paulo começou no dia 17 de janeiro e já passou por três fases. A primeira foi direcionada a profissionais de saúde, indígenas e quilombolas. A segunda fase atendeu idosos com 90 anos de idade ou mais. Já a terceira fase de vacinação incluiu idosos com 85 anos de idade ou mais. A vacinação para idosos com 80 anos de idade ou mais está, por enquanto, prevista para começar no dia 1º de março.

Reclassificação do Plano São Paulo

São Paulo também anunciou na coletiva a 22ª reclassificação do Plano São Paulo, que começa a valer a partir de 22 de fevereiro. Esse é o programa de flexibilização de atividades imposto pelo governo do estado desde o início da pandemia.

O Plano São Paulo está condicionado aos índices de novos casos, internações e óbitos por Covid-19 nas regiões do estado e permite a reabertura econômica das regiões de forma gradual. O programa é dividido em cinco fases, que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (Vermelha) a etapas identificadas como controle (Laranja), flexibilização (Amarela), abertura parcial (Verde) e normal controlado (Azul). O programa divide o estado em regiões, e cada uma delas é classificada em uma fase.

Nessa reclassificação, Barretos e Presidente Prudente tiveram piora e passaram para a Fase Vermelha. Já Franca e Sorocaba melhoraram. Franca foi para a Fase Laranja, enquanto Sorocaba foi para a Fase Amarela. A capital paulista segue na Fase Amarela.

O governo estadual também atualizou critérios para comercialização e consumo de bebidas alcoólicas. Agora, eles estão permitidos até 22h nas regiões que estão na Fase Amarela, como a cidade de São Paulo. Ainda é preciso manter o serviço sentado, as mesas com até seis pessoas e a ocupação máxima de 40% dos lugares no estabelecimento. A comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas seguem restritos para regiões na Fase Laranja e na Fase Vermelha.

As mudanças no Plano SP surgem após o cumprimento de orientações dadas pelo governo estadual. Segundo Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, mais de 95% das prefeituras de São Paulo teriam seguido a orientação de não dar ponto facultativo no Carnaval.

No estado de São Paulo, a ocupação de leitos para Covid-19 dentro de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) está em 66,7%. Na capital paulista, a ocupação é de 66%. Vinholi considera que os números indicam estabilidade.

As cidades de Araraquara (84,7%), Barretos (82,2%), Bauru (93,2%) e Presidente Prudente (84,3%) estão com as maiores taxas de ocupação de leitos contra Covid-19 no estado. Vinholi afirma que está planejando a criação de mais leitos em parceria com hospitais e prefeituras dessas regiões, que permitiriam que elas voltassem para a Fase Laranja do Plano SP.

Mesmo assim, o número de leitos para Covid-19 a cada 100 mil habitantes subiu para 20,2 no estado de São Paulo. Segundo Vinholi, o número estava em 16,8 há 30 dias. “O grande aumento de leitos colocados pelo governo de São Paulo garantiu que nenhuma pessoa ficasse sem atendimento”, disse o secretário.

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Fonte: Infomoney

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